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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe e os blogs de gajas

rabiscado pela Gaffe, em 13.04.09
Estou desgostosa.
Vi-me retratada num dos meus blogs favoritos, daqueles que me dão um enorme prazer visitar, de uma forma muito pouco agradável. Passo a citar:

(…)Os blogues de gajas são aqueles blogues escritos por tipas que se assumem como tal e, pior, falam de coisas que elas acham ser coisas de gajas: sapatos, vestidos, gajos, graus de eficácia de técnicas depilatórias, aulas de pilates e claro, como mulheres modernas que são, sexo. Não percebem, pobres gajas, que a modernidade é uma chatice. Procuram, volta e meia, derramar um bocadinho de erudição, que é para a gente não pensar que são umas gajas burras. Um bocadinho de jazz aqui, um nadinha de grego clássico acolá, muito sentido de humor à mistura, que é para dar a sensação que são felizes e devidamente fodidas. As gajas, quando falam de sexo, procuram fazê-lo da mesma forma que os gajos. E, então, são tristemente patéticas: escrevem como se estivessem possuídas pelas personagens do sexo e a cidade ou, então, como se lhes tivessem crescido testículos, bolas, tomates, colhões, enfim, uns enormes badalos nas partes baixas. As gajas, em regra, não são interessantes. São simplesmente ordinárias.(…) *

 

Retirando uns quantos apontamentos (não falo grego, não faço pilates, não sou grande apreciadora de jazz, sexo e felicidade tenho o que mereço e o que conquisto e o Senhor me valha se escrevo como se me tivessem crescido os apêndices descritos) o retrato está fiel e enfio o barrete até às orelhas.
Ficamos embaraçadas, coramos e tentamos encontrar um cantinho para esconder a nossa vergonha.
Com tamanha estalada pensei, muito seriamente, fazer desaparecer deste mapa a minha miséria tão bem caracterizada ali. Assumi que se uma mulher admirável escreve desta forma sobre o blog desta gaja, o que a pobre deverá fazer é sumir e deixar vozes mais nobres à solta, limpando-se assim mais um pedaço de lixo cibernético que tão bem analisado foi.
Estava a sentença dada. Morrer já aqui, sem mais nem dó.
Depois pensei que aquela mulher que admiro pelo que dela leio afincadamente, deve ter um cu grande, um gigantesco, colossal, titânico, desmesurado rabo e que o atira de vez em quando às gajas que descreve, só porque sim, só porque é grande.
Revogo a sentença e resolvo continuar a ter um blog de gaja. Afinal é tão ordinário como ter um blog de grande dama.

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