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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe e Maquiavel

rabiscado pela Gaffe, em 26.04.09

Sou de certa forma vista como uma criaturinha infantil a quem se desculpa imensa coisa com uma superioridade muito madura e adulta.

Ajuda o facto de gostar de bonecada (confesso que às vezes exagero), sentir uma enorme atracção por animações de qualidade (sou fã incondicional do animals save the planet) e no meu pc existir um macaco de peluche muito parecido com o meu melhor amigo, agarrado ao monitor.
É uma situação confortável. Sermos tratadas com benevolência porque parecemos ligeiramente débeis ou vagamente infantis, permite-nos executar com maior liberdade o que sabemos que é o correcto. Recusamos determinadas atitudes ou emitimos opiniões controversas e polémicas sem grande alarido por parte da vítima que acaba sempre por perdoar à minorca. Negamos o acesso a muita porcaria com uma facilidade que tem origem na nossa imagem de marca. Somos uma espécie de crianças com poder de decisão irrevogável. Acabamos com lugar marcado no piso dos mimados que, por não exagerarem nas birras, continuam a fazer o que querem sem grandes contrariedades.
Esta posição que aparenta ser frágil, não o é de todo. As minorcas com uma imagem infantil, aproveitam este facto para usufruir de uma gama de privilégios que não está ao alcance dos outros. Somos pequeninas e parecemos quebradiças. Não resmungamos muito e gostamos de fofinhos. No entanto, somos suficientemente hábeis para pendurar os peludos macaquinhos onde queremos e recusar com um dedinho na boca e uns olhinhos de Bambi os que os outros são obrigados a engolir.
Maquiavel gosta de nós.

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