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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe e o superficial

rabiscado pela Gaffe, em 29.04.09

A palavra exacta é superficial. Tem um sabor a brisa e um cheirinho a perfume de Primavera que nos faz pensar que a vida é coisa simples, muito leve, e que não adianta massacrar o dia, que passa num instante, forrando-o com betão.
As frivolidades, as doces futilidades e aquele adorável aroma a inútil, não deviam ter um lugar subalterno e desprestigiado nos nossos corações. Uma rapariga esperta sabe como ninguém que as tolices deste teor são autênticos temperos nestes nossos assados, cozidos e grelhados. Basta utilizar a dosagem certa e não exagerar na malagueta.

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A Gaffe e os aniversários

rabiscado pela Gaffe, em 29.04.09

Gosto tanto de receber presentes!

Mesmo os mais pequeninos e simbólicos são acarinhados por mim.
Este ano o meu aniversário deu-me um banho de coisas boas e o meu querido amigo primou e foi de uma elegância a toda a prova oferecendo-me um lenço Valentino daqueles que nos fazem matar se for preciso. Uso-o como um troféu e embora não tenha um pescoço de cisne, aquela seda toda causa inveja a todas as parrecas.
A inveja é coisa que nós, as raparigas más, gostamos imenso de causar. Podemos negar e torcer o nariz, afirmando que somos uns doces de pessoas, incapazes de provocar nos outros, sobretudo nas outras, sentimentos menos dignos, mas é mentira. Causar inveja nas rivais (e para uma rapariga que se preza, toda a mulher é uma rival em potencia) é um dos objectivos que se traçam mal aprendemos a olhar devidamente para aquelas que nos rodeiam com maior assiduidade. Faz parte dos nossos genes. Está no sangue. Adoramos. Faz-nos sentir seguras e potentes. Podemos conter este instinto muitas vezes matador, mas não podemos ignorar que somos invadidas por uma felicidade muito pouco limpa quando apanhamos nos olhos da nossa companheira de caminho uma chispa de inveja disfarçada por uma indiferença pouco convincente.
Somos umas criaturinhas maldosas com capacidades insuspeitas na área da mesquinhez e descobrimos que conseguimos ficar vergonhosamente alegres quando despertamos umas sensações condenadas pela Santa Madre Igreja nas nossas beatas de estimação.
Somos assim. Descaradas na provocação e desavergonhadas na felicidade que nos causa o rubor que assome ao rosto das nossas rivais quando encontram (finalmente!) um motivo para nos estrangular pela calada da noite com um lenço de seda Valentino
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