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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe diplomata

rabiscado pela Gaffe, em 20.07.11

(Leyendecker)

Há pelo menos dois lados em cada problema. Se o meu amigo toma partido por um dos lados, para algumas pessoas tem ideias preconcebidas. Desse mesmo lado, mas para outras pessoas, é um observador objectivo. Se se recusa a tomar partido por qualquer lado, é um idiota. Se ficar de ambos os lados e escapar ileso, deve, meu caro, dedicar-se à diplomacia.

Lembre-se contudo que para se ser diplomata tem, em vez de levantar o punho quando se enfurece, levantar a sobrancelha e viver o tempo suficiente para saber que deve examinar cuidadosamente pela segunda vez os assuntos de que ficou absolutamente seguro desde a primeira.

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A Gaffe e O Livro

rabiscado pela Gaffe, em 12.07.11

 Devo dizer que não sou crítica literária. Sou apenas uma leitora um bocadinho compulsiva que não resiste a passar os olhos por tudo o que soe a escrita, desde as bulas dos medicamentos até às crónicas de escárnio e mal-dizer das revistinhas cor-de-rosa, passando por aquilo que nos deixa exaustos de tanto assombro.

Posto isto, sou obrigada a dirigir a atenção (de quem quer espreitar uma breve análise mais erudita do livro que me tem completamente deslumbrada) para Eduardo Lourenço e para o prefácio do livro que, na minha mais humilde e siderada opinião, é, para já, o livro do século XXI e com a certeza do deslumbre, o livro dos séculos que por aí faltam e virão.

Uma Viagem à Índia de Gonçalo M. Tavares é a mais extraordinária obra que alguma vez me foi dada a ler e, a par com O Livro do Desassossego de Pessoa na pele de Bernardo Soares (há muitas afinidades entre estas duas obras) compensa tudas as desilusões com que a literatura portuguesa nos tem brindado ultimamente.

Uma Viagem à Índia deve ser lida várias vezes. Tantas quanto o nosso desejo de pensar e de sermos seduzidos e absolutamente fascinados e deslumbrados o exige. É uma obra genial e, como todas as produções geniais, particularmente no âmbito da literatura, imprescindível ao acervo mais íntimo da humanidade.

Sinto-me orgulhosa por ser contemporânea de um génio pouco mais do que eu velho (enfim, quase dez anos) e de lhe reconhecer de forma inequívoca a genialidade. Sinto-me grata por ter oportunidade de assistir ao crescimento em “tempo real” do escritor (esta palavra tem qualquer coisa de sagrado quando nos reporta a este livro) que vai doando à literatrura universal pedaços inolvidáveis de eternidade.

Deixar de o ler é quase como deixar voluntariamente de respirar. 

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A Gaffe e o amor

rabiscado pela Gaffe, em 05.07.11

 O amor nunca morre de fome. Morre sempre de indigestão.

No amor deve sempre ser lembrado o provérbio chinês, antiquíssimo, que refere que “com tempo e paciência a folha de madeira converte-se em seda”.

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