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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe e as sacolas

rabiscado pela Gaffe, em 05.01.12

 Sacos gigantes nas mãos de quem quer que seja?

Claro que sim, se quisermos parecer que arrastamos a tralha acumulada durante o ano em que vivemos na rua, ao som de guitarradas de metro e sobrevivendo com apanha do tomate num qualquer país onde estes proliferam.

Claro que sim, se quisermos parecer anões saídas do Senhor dos Anéis, sem cenário a condizer e sem anéis, que se prendem nas asas das sacolas e nos rasgam as sedas de Verão e as peúgas dos rapazes encartados que custaram metade do ordenado mínimo (as peúgas, que os rapazes são sempre baratíssimos).

Sacos gigantescos são o princípio do fim. Dão a imediata sensação que ou desesperamos com medo de termos a casa assaltada ou que fomos recolher o trem de cozinha vendido pela Filipa Vacondeus.

Jamais!

Os sacos e carteiras gigantes, com alças desmesuradas, transformam um homem numa espécie qualquer, ambígua e amorfa, saída recentemente do armário e uma mulher numa marafona às compras no Pingo-Doce.

Basta-nos, minhas queridas, uma Kelly-Bag. Hermès é de divina graça tratando-se do transporte de bâton e, rapazes, se não quiserem passar por patéticas criaturas assexuadas (estou comedida) usem exemplos absolutamente irrepreensíveis como aquele que tenho o prazer de vos mostrar aqui.

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