Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe a navegar

rabiscado pela Gaffe, em 19.05.12

Rapazes, acreditem que ser-se obrigado a usar óculos deixou há muito tempo de ser caso inibidor.

As lentes de contacto não contactam e as coloridas metem medo.

Procurem as hastes tartaruga de Armani. São estupendas (as dos óculos que das outras não sei) e esqueçam as fotossensíveis, que escurecem mal apanham um raiozinho de sol e que nos fazem crer que estamos em plena rua a dizer disparates tamanhos que obscurecem até as vidraças.

Existem adaptadores com um charme à prova de bala e de sol, que são divinais ver colocar com a perícia que nos garante as outras (perícias), mais íntimas e muito menos visíveis.

Depois, meus caros, encham-nos de azul!

Azul-marinho, eléctrico, do céu, azul profundo ou claro, azul apelativo ou mais conservador, azul impulso, azul magnético, azul em tons de azul aos quadradinhos, azul que tem azul dentro da alma, azul de tempestade ou azul bonança e façam-nos ondear nessas marés.

Esqueçam que sempre suspeitamos da Marinha. Esqueçam que sabemos que um marinheiro sempre teve beijos garantidos em cada porto estranho onde atracava e tornem-nos azuis de tanto mar.

Tudo isto existe, tudo isto é fado, nem todo triste.

Sobretudo não esqueçam, nunca, que as vossas calças nunca devem terminar com a correcção de um corrector e que para navegar não precisam de peúgas.

Uma rapariga esperta odeia ver-vos, depois, despidos de azul, com os pés enfiados em meias de algodão, por muito doce que seja.

 

 photo man_zps989a72a6.png

Autoria e outros dados (tags, etc)





  Pesquisar no Blog






Copyrighted.com Registered & Protected 
JIFR-J5MR-Y1XR-YACD