Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe nos pulsos

rabiscado pela Gaffe, em 30.07.12

 

Reconheço que não sou grande apreciadora de adereços usados nos pulsos masculinos. Admito algemas, em ocasiões especiais e festivas.

Há, no entanto, a possibilidade de alargar esta limitação quando as pulseiras masculinas são usadas de forma quase desafiadora, contrabalançando com algum arrojo a ousadia discreta e reservada de um conjunto clássico e disposto a fornecer ao dono um aspecto de cavalheiro respeitável.

São detalhes que devem ser pensados com rigor, conta e medida, tendo em consideração que as contas coloridas no punho e os seus volumes devem obedecer à medida do risco que o homem quer correr.

A discreta ousadia de uma burguesia sofisticada permite um ligeiro e perverso boicote ao rigor dos clássicos e não contraria a elegância do conjunto.

Se o homem conseguir usar no pulso uma pulseira aparentemente proveniente de um universo que não é o habitual e costumeiro, que nos traz uma linguagem diversa da que se espera do resto do conjunto, far-nos-á suspeitar que, por baixo do corte impecável do fato Gucci, há a um subtil aroma a Indiana Jones.

O apelo é quase sublimado, mas funciona lindamente.

Basta evitar que os pulsos chocalhem.

 photo man_zps989a72a6.png

Autoria e outros dados (tags, etc)

A Gaffe física atómica

rabiscado pela Gaffe, em 27.07.12

 

.

 

É difícil estabelecer a harmonia exigida aos nossos rapazes quando a colisão de estruturas e partículas provenientes de universos diferentes se torna um facto incontornável.

Se isto vale para a vida, vale também para a imagem.

A despreocupação estudada patente no decote da t-shirt contrasta com o pormenor (que seria irrepreensivelmente clássico, caso existisse apenas um) dos lenços colocados no bolso do blazer (com uma tenebrosa costura no ombro). A cor aberta e apelativa é introdutora de um elemento anómalo na discrição e reserva do conjunto.

Estes choques, parecendo iniciadores do caos, resultam numa atractiva coordenação imprevisível que agrada sempre a uma rapariga esperta.

O problema reside na escolha acertada dos elementos que farão parte destas discordâncias.

Não basta arriscar, é necessário controlar o risco e, sobretudo, não aniquilar as matérias que colidem.

 photo man_zps989a72a6.png

Autoria e outros dados (tags, etc)

A Gaffe aprende a lição

rabiscado pela Gaffe, em 25.07.12

 

.
.
.
.
.

 photo man_zps989a72a6.png

Autoria e outros dados (tags, etc)

A Gaffe florida

rabiscado pela Gaffe, em 23.07.12

(Christopher Kane – Primavera/Verão – 2013)

Repensemos as cores do Verão da época futura e deixemos que uma deliciosa imaturidade floresça tingida de rosas com réstias dos soturnos e esbatidos tons de uma saudade.

Que se estampem esvaídas flores nos corpos juvenis e que, no centro das metrópoles, por entre as multidões das gigantescas urbes, se encontrem, sem contarmos, as breves e fugidias sombras das rosas de outro Inverno.

 photo man_zps989a72a6.png

Autoria e outros dados (tags, etc)

A Gaffe de calções

rabiscado pela Gaffe, em 18.07.12

A temperatura é implacável e os nossos heróis precisam de ajuda para escolher os calções que mais nos atraem e que podem desfilar perante o olhar atento das restantes raparigas sem as fazer girar os olhos de monotonia e de enfado.

Neste Verão, rapazes, procurem ser homens. Esqueçam as ceroulas largas e coloridas que se atrevem, cortadas pelos tornozelos, a esbanjar uma cansativa e exausta e estafada imagem de surfista incompetente, de havaiano deslocado, e assumam o charme indiscreto de uma burguesia deliciosa e máscula. Esqueçam os reveladores calções minúsculos que nos fazem adivinhar toda a vossa vida sexual e desejar nunca nos termos cruzado com tamanhas limitações.

Os calções são peças tão importantes como o mais distinto fato de cerimónia. Nunca se enfie na areia como lhe apetece, nunca chegue ao mergulho como lhe aprouver, nunca apareça como se sentir mais à vontade. Venha sempre melhor!

A praia, o mar, o calor e a areia não o ilibam. Os calções são o primeiro indício do bom gosto e da elegância, e jamais revelarão, se escolhidos erradamente, a capacidade de quem os usa de, após o sal o sol e o bronzeador, nos deslumbrar irremediavelmente.

Sejam comedidos e escolham os de medida certa.

Caso tenham o allure de aventureiro másculo e maduro, caso aguentem ser um flaneur agreste, com aroma a perigo e a vertigem, caso possuam a estrutura salgada de um indiferente e sensual vadio de romance e nó de marinheiro, caso resistam a uma imagem de vagabundo distante ao que é mais medíocre no pensar de alheios bronzes, então, rapazes, mostrem-nos como se faz uma canoa com linhos e padrões de seda pura e murmurem-nos ao ouvido o som dos búzios.

 photo man_zps989a72a6.png

Autoria e outros dados (tags, etc)

A Gaffe pitosga

rabiscado pela Gaffe, em 16.07.12

Encontram-se no mercado uma quantidade absurda de óculos – óculo como diz a minha fornecedora – destinados a entregar aos homens uma distinção razoável e uma aparente seriedade intelectual digna dos correctores e dos banqueiros que ainda se recordam do que foi ser yuppie.

São objectos destinados aos chamados pitosgas, mas que contribuem significativamente para coadjuvar uma imagem que não é isenta de prestígio e de algum charme. Normalmente de armação de tartaruga, complementam condignamente qualquer indumentária mais formal.

Segundo informação suspeita, porque recolhida junto de quem os vende, as armações de metal estão ultrapassadas e o último grito é dado pelo possante e seguro acrílico gordo e assumido.

A gritaria excessiva costuma convencer os que apresentam um aparelho auditivo mais sensível, mas, pelo sim, pelo não, suponho que não é despropositado colocar a hipótese de aliar o útil ao agradável, colocando as vossas dioptrias sob a protecção de exemplares como o da segunda imagem que representam a aliança entre o semi-cegueta e o veraneante de olho em riste, pronto a catrapiscar o que lhe é alheio longe da mira da respectiva lady.

 photo man_zps989a72a6.png

Autoria e outros dados (tags, etc)

Gavetas:

A Gaffe numa onda Grunge

rabiscado pela Gaffe, em 12.07.12

Photobucket

É extraordinariamente difícil assumir a apelidada onda Grunge, termo proveniente de uma área musical restrita que é acompanhada por um estilo que não desenvolve uma tentativa consciente de criar uma imagem atraente, arcando com as consequências pouco lisonjeiras que estão apensas a um desleixo e a uma negligência propositada.

Paradigmas desta opção estão em primeira linha Kurt Cobain e Jonathan Poneman, da Sub Pop, que declara corajosamente que isso [roupas] é barato, durável e é uma espécie intemporal.

Contrariando a estética chamativa e apelativa da década de 80, o Grunge adapta-se às décadas seguintes e é absorvido por uma larga camada de jovens que, podendo não estar em sintonia com a corrente musical que acompanha à imagem, readquire um estudada desatenção e pensado desmazelo encantador, mas de recepção e aceitação complicadas.

É evidente que se dirige a um nicho muito jovem, mas este facto não iliba o simpatizante de cuidar atentamente de uma imagem que assume descuidada.

Os rasgos nas pernas das calças e a despreocupação fictícia em relação a peças consideradas essenciais, aliam-se a um certo allure vintage que se torna relativamente atraente, sobretudo quando as pernas que deixam vislumbrar são dignas de figurar no catálogo que apoia a Mãe Natureza e existe, na base, a indiscutível inteligência que se transformará, também, em charme logo que o portador envelheça e se deixe de tolices.

O Grunge não é, de todo, aconselhado a rapazes que descuram a sua higiene oral, que frequentam fanaticamente festivais de Verão, enfiados em tendas menores do que eles e que substituem a água do banho por litros de Super Bock. Nestes casos o Grunge deixa de ser uma imagem, para se tornar uma porcaria aos urros.

As meninas devem duplicar o cuidado, porque, mesmo sem Super Bock e com os dentes escovados, teimando em adoptar esta imagem sem preocupações acrescidas, continuarão a urrar (ou, em caso não raros, a zurrar).

No entanto, há que referir, se o vosso sorriso for o deste rapazola, meus caros, não interessa o que vestis, porque o desejo que será sempre o de vos ver despidos.

 photo man_zps989a72a6.png

Autoria e outros dados (tags, etc)

A Gaffe de cuecas

rabiscado pela Gaffe, em 10.07.12

O layout d’O Martelo (e esta frase não é o que parece!) foi criado por um corajoso amigo, capaz de trautear a linguagem html com uma facilidade invejável e com a paciência digna de um monge tibetano, tendo em conta que estive debruçada no seu ombro o tempo todo, não me calando um segundo, alvitrando as tolices normais e que são consequência imediata da minha total ignorância nesta área.

Por causa deste querido, tenho no blog um contador de visitas, um monstro indiscreto que me grita a desolação que sinto quando vejo a descer vertiginosamente o número de incautos turistas que por este cantinho passam.

Não sabendo (e não conseguindo – sou uma rapariga curiosa) ignorar o mostrengo, aniquilando-o de vez, decidi parar quando o contador me declarar guerra aberta e me humilhar com a baixeza de me ter apenas a mim, lendo as tolices que vou espalhando.

É oportuna a referência a este rapaz solícito e informaticamente assertivo, porque é dos raros que ainda usa cuecas (slips para os amigos).

Como sei?!

Há coisas que uma rapariga adivinha sem necessitar sequer de confirmar a veracidade do que supõe (e já vi, o que também ajuda).

Segundo as informações que me chegaram daqui, a maioria dos homens que me sussurraram o modo como decoram os seus interiores, usa boxers mais ou menos justos, com cores que não ousam mais do que o branco, o preto ou o azul-escuro. As listas, ou riscas, são preferência de alguns, mas o formato não varia, a não ser no modo como se ajustam ao que de outro modo andaria periclitante, vacilante e inseguro. A imagem será, portanto, e de preferência, esta:

O que é curioso e digno de tese de doutoramento (os interessados devem saber que a Lusófona é uma hipótese a considerar) é o facto de ter sido surpreendida com a escolha unânime das cinco raparigas que colaboraram nesta prospecção intimista.

Escolheram cuecas! As banais, simples, antigas e queridas cuecas, com abertura em Y invertido, referindo o branco como cor de eleição. O meu querido amigo está, como ficou provado, de acordo com as femininas tendências e a minha queridíssima, altíssima e elegantérrima Catarina teve mesmo a amabilidade de ilustrar esta escolha surpreendente:

 

É evidente que a recolha feita não tem, nem de longe, nem de perto, carácter científico, mas há licenciaturas que são atestadas e certificadas por muito menos e como já pertenci durante duas semanas (era eu menina e moça) a um grupo de teatro amador nos confins de Chaves, posso solicitar equivalências ao Módulo Estatístico.

A conclusão é inevitável:

Rapazes, os meninos andam interiormente errados! Os boxers escolhidos pelo sector masculino, justos ou não, por muito práticos e cómodos que sejam, não fazem parte da selecção feminina e como a maioria de vós está pronta a impressionar o sexo oposto (os restantes estão de parabéns) há que repensar o formato do que suporta aquilo que, em primária e em última instância, é a razão desta vontade.

Devo dizer, embora não seja importante esta pequena anotação, que, comigo, já são seis os votos nas cuecas (e esta frase também não é o que parece!), número quase igual ao das visitas que este cantinho recebe e que o meu querido amigo fez com que eu soubesse.

 photo man_zps989a72a6.png

Autoria e outros dados (tags, etc)

A Gaffe preguiçosa

rabiscado pela Gaffe, em 09.07.12

A Gaffe está absolutamente exausta.

Esta rapariga teve um fim-de-semana tenebroso e considera que merece, hoje, espapaçar-se no cadeirão forrado a couro, de pijama, desgrenhada e ensonada, com a luz de um tímido Verão a escorrer nos vidros das janelas entreabertas, pronta a não pensar em nada a não ser como abrir uma garrafa preciosa de Château Lafite-Rothschild e perder a consciência beberricando o som de Nina Simone.

O mundo que espere.

 photo man_zps989a72a6.png

Autoria e outros dados (tags, etc)

Gavetas:

A Gaffe aguarda...

rabiscado pela Gaffe, em 07.07.12

... os vossos contributos.

 photo man_zps989a72a6.png

Autoria e outros dados (tags, etc)

Gavetas:

A Gaffe hesitante

rabiscado pela Gaffe, em 06.07.12

 

Uma das minhas tragédias consiste na incómoda hesitação que se apodera da minha humilde alma quando tenho de escolher a cor dos interiores.

Falo das paredes do apartamento e das cuecas dos rapazes (não estamos com meias medidas, já que falamos de underwear).

É evidente que tudo se torna mais fácil quando temos ajuda do nosso arquitecto que, vestido e composto, nos apresenta as melhores hipóteses de coloração do quarto, mas a gravidade da questão aumenta quando o despimos e deparamos com a palidez dos boxers ou com o cabisbaixo e escuro tom dos slips.

Creio que o problema reside sobretudo no facto de não estar muito atenta à matéria em questão e desviar invariavelmente os sentidos para o interior dos interiores. Não consigo quedar em sossego e em profunda análise cromática quando na minha frente tenho um garboso rapaz, com uma silhueta de cisne de contos de fadas, quase nu e em periclitante equilíbrio, pronto a desabar nos meus braços e a despojar-se inteiro nas palmas das minhas mãos.

Opto pelo branco. Um clássico! Mas não desdenho o azul! Uma aventura noctívaga.

Mas, e se de vermelho se incendiarem todos os sentidos?!

Hesito.

Proponho que me digam, vós, rapazes, a cor do mais profundo dos vossos segredos interiores, aquela com que, quase desnudos, fascinam as mulheres. Podem mesmo, sendo uns queridos, enviar as imagens (por mail, que consta mesmo aqui ao lado) das hipóteses que consideram mais atractivas (desde que possam ser vistas e abençoadas pela minha santa avó). Terei todo o prazer em discutir depois as vossas escolhas.

Não sejam tímidos! É um segredo breve e ténue, de rápido apagar e célere despir. Contam-mo a mim, que carnalmente o dispo e o esqueço de imediato.

 photo man_zps989a72a6.png

Autoria e outros dados (tags, etc)

A Gaffe aos quadradinhos

rabiscado pela Gaffe, em 05.07.12

 

Imprescindível no guarda-roupa de qualquer rapaz que se preza, o quadrado Vichy é sem dúvida o herói recuperado das profundezas do preconceito estimulado por machos inconstantes e muito pouco seguros da quantidade de testosterona que lhes vai correndo pelo corpo.

Produz conjugações de extrema e madura elegância e, em simultâneo, consegue fabricar uma imagem descontraída, jovial e ligeiramente imberbe e desconcertada (a proposta da Mango é um disso exemplo), conseguindo a ligação perfeita entre uma subtil ousadia controlada e uma liberdade sem preconceitos, capaz de resultar numa perfeição cosmopolita.

Depois, é sempre agradável ver uma rapariga procurar jogar xadrez nas intersecções do padrão. Nunca acerta no movimento das peças, mas consegue ser rainha.

 (Mango)

 photo man_zps989a72a6.png

Autoria e outros dados (tags, etc)

A Gaffe não esquece

rabiscado pela Gaffe, em 04.07.12

A gentleman is simply a patient wolf.

Lana Turner

 photo man_zps989a72a6.png

Autoria e outros dados (tags, etc)

A Gaffe a caminho

rabiscado pela Gaffe, em 04.07.12
.
.

Sabendo que, por exemplo, Prada e Hermès, vão alterar, no ano que se avizinha, o modo como os homens se calçam, usem e abusem, rapazes, da atraente mistura de matérias e de materiais com que os vossos pés não se cansam de ser vistos.

A atenção desloca-se invariavelmente para os vossos sapatos, no momento actual, em que as calças os tornam perfeitamente visíveis, e jamais poderão caminhar fabulosos pelas ruelas da vida se não conseguirem transformar a máxima o caminho faz-se caminhando acrescentando-lhe uma dose maciça de bom gosto.

 photo man_zps989a72a6.png

Autoria e outros dados (tags, etc)

Gavetas:

A Gaffe de peitilho

rabiscado pela Gaffe, em 03.07.12
.

É dificílimo usar um overall sem o pindérico estereótipo que o associa a piropos de péssimo gosto, à robustez de mecânicos trogloditas e a uma série de signos que pouco dignificaram uma espécie de masculinidade defendida a todo o custo pelo homem do século XX.

O overall esteve, também, e durante demasiado tempo, ligado a imagens com laivos significativamente lúgubres e insidiosamente pouco másculos e imbuído de signos próximos de uma linguagem homoerótica que impedia o seu uso (sobretudo urbano) generalizado e aceite com indiferença (que, nestes casos, é a melhor e mais eficaz forma de se ser recebido). O lenço (ou bandana) preso no bolso esquerdo traseiro do overall era tido como uma mensagem codificada e lido, por exemplo, como uma anuência e um convite de cariz homossexual – diz o meu queridíssimo massagista que percebe de forma altamente suspeita deste assunto.

É, no entanto, uma peça encantadora.

A imagética que lhe é associada, ao contrário do que é habitual supor, passa nos Estados Unidos, onde é popular, pelo trabalho árduo, suor e músculos ou pela ingénua e cativante figura do rapaz um tanto ou quanto desprotegido, vagamente perdido, mas talentoso e dotado (James Dean é o paradigma desta segunda situação), capaz de percorrer o mundo em busca do Graal, mesmo tendo, nessa demanda, de ficar esporadicamente submerso em estrume.

É uma peça prática se o peitilho não for apertado e subido em demasia (neste caso, teremos o valoroso rapaz, em busca do Graal, muito devagarinho e com voz fininha) e pode ser usado informalmente, descontraidamente, relaxadamente, enquanto nós, nos jardins proibidos, baloiçamos a sombra de um pecado preso nas alças cruzadas nas costas do gentil guerreiro já suado.

Recomenda-se nos bucólicos piqueniques onde se estendem toalhas Vichy e se espalham cestos de vime sobre a relva fresca e onde nós, raparigas espertas, sabemos por experiência adquirida desapertar fivelas e nós, mesmo os mais cegos.

Não se aconselha nas urbes bolsistas, embora haja um nicho encantador nesses espaços, pronto a ser estendido nas toalhas dos nossos contentamentos e com um fantástico allure de artista incompreendido.

Está vivo e pronto a ser despido. Uma bela notícia para as raparigas que, como eu, gostam do magnético aroma de terra molhada.    

 photo man_zps989a72a6.png

Autoria e outros dados (tags, etc)

Gavetas:

Pág. 1/2






  Pesquisar no Blog






Copyrighted.com Registered & Protected 
JIFR-J5MR-Y1XR-YACD