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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe hesitante

rabiscado pela Gaffe, em 06.07.12

 

Uma das minhas tragédias consiste na incómoda hesitação que se apodera da minha humilde alma quando tenho de escolher a cor dos interiores.

Falo das paredes do apartamento e das cuecas dos rapazes (não estamos com meias medidas, já que falamos de underwear).

É evidente que tudo se torna mais fácil quando temos ajuda do nosso arquitecto que, vestido e composto, nos apresenta as melhores hipóteses de coloração do quarto, mas a gravidade da questão aumenta quando o despimos e deparamos com a palidez dos boxers ou com o cabisbaixo e escuro tom dos slips.

Creio que o problema reside sobretudo no facto de não estar muito atenta à matéria em questão e desviar invariavelmente os sentidos para o interior dos interiores. Não consigo quedar em sossego e em profunda análise cromática quando na minha frente tenho um garboso rapaz, com uma silhueta de cisne de contos de fadas, quase nu e em periclitante equilíbrio, pronto a desabar nos meus braços e a despojar-se inteiro nas palmas das minhas mãos.

Opto pelo branco. Um clássico! Mas não desdenho o azul! Uma aventura noctívaga.

Mas, e se de vermelho se incendiarem todos os sentidos?!

Hesito.

Proponho que me digam, vós, rapazes, a cor do mais profundo dos vossos segredos interiores, aquela com que, quase desnudos, fascinam as mulheres. Podem mesmo, sendo uns queridos, enviar as imagens (por mail, que consta mesmo aqui ao lado) das hipóteses que consideram mais atractivas (desde que possam ser vistas e abençoadas pela minha santa avó). Terei todo o prazer em discutir depois as vossas escolhas.

Não sejam tímidos! É um segredo breve e ténue, de rápido apagar e célere despir. Contam-mo a mim, que carnalmente o dispo e o esqueço de imediato.

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