Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe nos punhos

rabiscado pela Gaffe, em 26.10.12

 .


O Tempo sempre entregou muitos mais laços e fitas às mulheres do que aos homens. Os apertos femininos foram, durante séculos, ataviados e adornados com veludos e cetins, enquanto a história passava.

Aos homens foram, muito mais cedo, fornecidos os botões como elemento de união de partes.

A Gaffe aproxima o olhar fugaz dos punhos dos cavalheiros.

É certo que os botões de punho são acessórios que não são próprios de quem tem tendência para o erguer. Jerónimo de Sousa, Francisco Louçã ou mesmo o sorriso de João Proença, não se coadunam com este requintado pormenor, assim como não há uma ligação pacífica entre estes dois pequenos detalhes e um nicho cultural da esquerda, mesmo a chic. Os botões de punho são de direita.  

A hierarquia do poder político é detectada com facilidade através da presença destes mimos. Os Presidentes da Juntas apertam os punhos com botões de massa ou plástico; os Secretários de Estado usam bolotas exibicionistas a unir as entretelas; os Senhores Ministros são relativamente mais discretos e apertam-se, quando não querem dar uma imagem de suado labor (neste caso arregaçam as mangas), com dois berloques subtis, mas com alguma, pouca, modéstia – normalmente Armani - e os Senhores Presidentes das Repúblicas conseguem espartilhar os punhos duplos das camisas já com dois requintados objectos de valor considerável.

A aristocracia usa-os com alguma frequência, a unir padrões pastel axadrezados, casacos de trespasse, com botões metálicos, calças vermelhas e sapatos de vela. Nestes casos, é banal que os botões de punho sejam vintage, normalmente belíssimos e refinados (D. Duarte Pio não é representativo neste caso, porque parece estar a usar nos punhos da camisa os brincos pequerruchos da duquesa).

A elite, sobretudo financeira, bolsista ou bolsada (e muitas vezes boçal), é altamente permeável ao uso de botões de punho. Não há banqueiro, financeiro – com advogado ao lado - ou yuppie ultrapassado que se preze, que seja capaz de resistir ao brilho e distinção de uns botões de punho com diamantes engastados.

São tidos como representação de estatuto, de prestígio e mesmo de conservadorismo.

Há, no entanto, aquele irresistível grupo de homens fascinantes que consegue unir, ileso e impune, esta imagem gasta de seriedade que anexa e aperta dois lados de um problema, subvertendo a clássica, e muitas vezes maçadora rigidez, dos botões de punho sobre o rigor formal, com a ousadia e o humor de quem se diverte com jogos quase infantis com que se finta o tempo.

São os botões dos punhos dos sedutores pistoleiros por quem quase sempre nos apaixonamos.

 

 (John Varvatos - Men’s Spring 2013)

 photo man_zps989a72a6.png

Autoria e outros dados (tags, etc)

A Gaffe irritada

rabiscado pela Gaffe, em 24.10.12

Cuidado com a fúria de um homem paciente. – Diz o filósofo.

Adaptando a máxima ao estado de irritabilidade que assola a Gaffe, poder-se-á afirmar que se deve acautelar as portas de uma rapariga mimada, snob e abespinhada. Geralmente, embora esperta, escolhe bater com elas, até escacar as maçanetas, a ter de enfrentar as trovoadas dos diálogos inúteis.

 photo man_zps989a72a6.png

Autoria e outros dados (tags, etc)

A Gaffe boquiaberta

rabiscado pela Gaffe, em 19.10.12

A Gaffe confessa que ficou boquiaberta quando deparou com duas meninas de maminhas revoltadas ao léu, abanando contra o Parlamento, por entre a multidão de indignados (com o governo, não com as maminhas).

O uso da palavra boquiaberta não é inocente, dadas as expressões faciais dos manifestantes que rejubilavam ao perceber que a sua indignação tinha umas mamas melhores do que a indignação de 15 de Setembro.

Admito a minha preocupação com a nudez a que o governo condena duas raparigas cujo casto objectivo é apenas apresentar duas provas (cada uma) da penúria que as impede de comprar soutiens decentes.

Sugiro uma visita rápida ao Hagire Works, onde a criatividade usa tecidos excedentes e a desaproveitar, para elaborar peças muito interessantes e oportunas nestes tempos de maminhas ao léu.

 photo man_zps989a72a6.png

Autoria e outros dados (tags, etc)

Gavetas:

A Gaffe política

rabiscado pela Gaffe, em 18.10.12

Meus queridos, assimilem um facto:

Crise é a época em que temos de apertar o cinto. Quando não há cinto para apertar, a época chama-se depressão e se já não há calças para suster, chama-se pânico.   

 photo man_zps989a72a6.png

Autoria e outros dados (tags, etc)

A Gaffe friorenta

rabiscado pela Gaffe, em 16.10.12

O aproximar dos dias friorentos, leva-nos quase sempre ao encontro de uma intimidade cúmplice com elementos que nos provocam um conforto protector e um recolhimento morno capaz de nos entregar a sensação de segurança que existe numa partilha de simplicidade terna.

A escolha de tons queimados, repletos de memórias outonais, que contrastam com alguns rasgos subtis de uma outra cor inesperada, o uso de uma breve sofisticação de seda pura, oposta ao apurado e estudadíssimo desleixo de um vagabundo romântico, a aparente deformação da esperada proporção e equilíbrio das peças envolvidas, a rebeldia dos camisolões quase excessivos, de malha grossa e pormenores trabalhados e a renúncia da complexidade do considerado severo ou rigoroso, aconchega o sonho e oferece-nos histórias de Invernos onde relemos Proust numa edição antiga.

 photo man_zps989a72a6.png

Autoria e outros dados (tags, etc)

A Gaffe conclui

rabiscado pela Gaffe, em 11.10.12

Fechadas as votações relativas à pequena indagação que a Gaffe achou por bem efectuar aqui e depois de uma análise rigorosíssima (de pipeta, lamelas e microscópio óptico, como é habitual), resultam conclusões interessantíssimas e, de certa forma já esperadas.

A esmagadora maioria das meninas escolhe, como projecção e figura identitária, uma felina criatura que não sendo propriamente recomendável e politicamente correcta, acaba por compensar o facto com uma carga erótica digna de fazer entrar em coma o pároco da aldeia.  

Todas as mulheres desejam, em consciência ou sem ela, o sabor da caça conseguida. Todas somos predadoras veladas, sinuosas e insinuantes e mesmo as que de gata ou de leoa trazem apenas as almofadas nas patas, conseguem projectar, quando é preciso, o brilho de uma garra. A capacidade de seduzir que tem por base uma vertiginosa atracção pelos felinos, está cravada na ambição de todas as mulheres que reconhecem que a invisibilidade ou, em contraponto, os incontornáveis soutiens americanos, não oferecem garantias de sucesso nas caçadas que querem levar a termo certo. Desde o mais banal quotidiano à mais elaborada e extravagante situação, as mulheres procuram o instinto das mais insinuantes criaturas do planeta. São predadoras, mesmo que o não saibam.  

Os homens são presas fáceis. Mesmo quando escolhem a figura velada de um nocturno protagonista como personagem com quem se identificam, recusando o único dos heróis clássicos que é extraterrestre ou aquele cujos créditos se devem atribuir, em última análise, a uma aranha radioactiva, exprimem a sua identidade (também num análise sumária) projectando-se num rato cego, com asas e radar – embora antropomorficamente de uma brutalidade apelativa de deixar uma rapariga em convulsões!

Em resumo - básico, porque é uma maçada analisar este tipo de inquéritos idiotas – as raparigas usam garras, chicote, visão nocturna e sete vidas para caçar. Os rapazes escolhem um rato cego, alado e com um radar para evitar colisões inapropriadas.

Consegue-se perfeitamente perceber, depois destas escolhas, que ficamos todos a ganhar.  

 photo man_zps989a72a6.png

Autoria e outros dados (tags, etc)

A Gaffe pelos cotovelos

rabiscado pela Gaffe, em 10.10.12

 .


Oriundas de um look casual, as ovais protecções do cotovelo, ou cotoveleiras, em couro, camurça ou bombazina, contaminam hoje imagens que se situam em universos onde a exigência de uma maior formalidade é ponto assente.

Não protegendo da dor do dito, as cotoveleiras introduzem uma discreta hipótese de evasão na rigidez dos gabinetes onde uma significativa, antiquada e cansativa multidão de yuppies ainda conserva a ilusão, muito própria da advocacia e da Bolsa, de actualidade uberssexual.

O pormenor com um brevíssimo travo de desobediência e de risco, apanágio de aventureiros e de nómadas, de boémios e de temerários, com a capacidade de quebrar regras e de romper, pelo uso, indumentárias a que atribuem um valor apenas limitado à sua utilidade prática, cria na formalidade de um blazer clássico, de tribuna judicial ou secretária ministerial, a fantasia máscula muito próxima de se ser um Indiana Jones, mesmo um de pacotilha.

Esta brevíssima fantasia contribui para um também brevíssimo encanto que se origina no encontro fugaz de universos mais ou menos díspares e é inflacionado quando se percebe que a insurreição do formal, do obedientemente rígido, do espaço limitado por fronteiras nítidas, está condicionada e se dilui no atrevimento insuficiente que rege a transgressão.

É sempre encantador ver um gatinho a tentar convencer-nos que pode ser um tigre.

 photo man_zps989a72a6.png

Autoria e outros dados (tags, etc)

A Gaffe de Catarina Molder

rabiscado pela Gaffe, em 09.10.12

Aparentemente, tenho-me afastado da linha editorial deste blog. No entanto, amassadas as coisas, acabo por concluir que este distanciamento não é, de todo, significativo.

Se admitirmos que toda a publicidade envolvida por um galmour desmesurado, que borbulha em nosso redor tem como principal objectivo o fazer-nos sentir mal, inseguras, desleixadas, obesas, raquíticas, com pontas espigadas, andrajosas, miseráveis, obsoletas e velhas bruxas sem palácio, rapidamente percebemos que a Gaffe vai atirando uns palititos à fogueira do desejo consumista. Podem ser pedacinhos insignificantes, mas são um contributo para o atiçar da vontade de nos vermos reflectidas no esplendor que passa nos anúncios. Rendemo-nos à estratégia publicitária que nos faz sentir uns trapos e acabamos a comprar os milagres que farão das nossas olheiras, duas meias-luas românticas em noites de paraíso.

Os rapazes iniciam este percurso consumista, mas dir-se-ia correrem muito mais depressa do que nós.

Uma das farpas minúsculas que atiro a este fogareiro, apanhei-a quando, espalhada no sofá a debicar chocolates, me deparei com um programa na RTP2, em horário aristocrata.

Super Diva - Ópera Para Todos é um debruçar interessante sobre as potencialidades da ópera. Reúne diversas rubricas onde se fala do libreto, das árias famosas, de curiosidades, de pequenas referencias ao autor da obra em causa, a cargo das narinas de Ruy Vieira Nery, terminando-se com a interpretação de uma das árias por um grupo pop ou rock actual.

Espantou-me uma certa simplicidade didáctica quase infantil e muitas vezes infantilóide, que o programa escolhe para atingir o público do canal 2, que não me parece assim tão débil e tão básico. Se retirássemos o nariz descomunal de Vieira Nery, que sorve com os seus dois buracos negros, toda a matéria em redor, com excepção de um busto assustador, ao lado, petrificado pelo espanto, o programa poderia e deveria passar numa tarde qualquer tendo crianças como público-alvo.

O que se passa então com Super Diva,com todas as características de um programa infantil,que lhe entrega estatuto digno de figurar no horário nobre de um canal que se deseja restrito, nesse mesmo horário, a nichos relativamente bem identificados e bem mais adultos?

Há uma hipótese que me parece plausível:

A presença da soprano Catarina Molder.

Compreende-se que não se queira mostrar a apresentadora às crianças. A senhora é sinistra. Aparece de olhos arregalados, esbugalhados, escancarados, e unhacas sanguíneas, pronta a devorar, literalmente, quem com ela contracena interpretando árias em cenários deslocados e encenações surreais.

Catarina Molder faz passar uma imagem de psicótica, de neurótica esgazeada, esvoaçando, esbaforida, como um pássaro bisnau por entre o visível constrangimento de alguns dos convidados.

Catarina Molder arrepia, lembrando uma personagem Disney, uma Cruella de Vil suburbana e mentalmente desgrenhada, depois de um esgotamento cerebral.

Crsitina Molder torna-se devoradora da atenção que nos merece Tosca ou Carmen, mesmo maltratadas, ou qualquer outra ópera ali focada, apresentando-se com um guarda-roupa digno de um Chapitô decadente, sem querer de forma alguma ofender a colorida Escola da querida Teté. Uma mistela inenarrável oriunda dos idos 80 mais manhosos. Não é humanamente compreensível a total ausência de bom senso, de bom gosto, de cuidado e de inteligência, na escolha do que a Molder enfia sem critério, apertando-se, espartilhando-se em rendas e lamés duvidosos, sufocando num entusiasmo, muito louvável, mas que peca por um exagero que acaba por parecer forçado.      

Cristina Molder é, portanto, adversa à publicidade. Resiste-lhe heroicamente. Tem a coragem de não sofrer com os exemplos de glamour que nos são impingidos, nos fazem sentir maltrapilhas e ultrapassados monos, e nos impelem a comprar. Assume o tenebroso, o incontornável,  o péssimo gosto, como bandeira que ergue contra o apelo desenfreado ao consumismo fútil.

Valha-nos isso.

 photo man_zps989a72a6.png

Autoria e outros dados (tags, etc)

A Gaffe indaga

rabiscado pela Gaffe, em 08.10.12

Dependendo da adesão que se obtiver, os resultados deste pequeno e jovial inquérito serão revelados num póximo post.

Tendo em conta que a escolha é reveladora dos nossos mais esconsos desejos e mais reservadas predisposições, torna-se interessante responder marcando uma das opções (ainda que depois nos sintamos idiotas!).

Para as meninas:

Para os meninos:

 photo man_zps989a72a6.png

Autoria e outros dados (tags, etc)

Gavetas:

A Gaffe informal

rabiscado pela Gaffe, em 03.10.12

(The Esquire Guide to Ambitious Suits)

Li, completamente rendida, há alguns anos, Roland Barthes.

Falava o ilustre pensador na criação do mito. Entre outras matérias, analisava com extraordinária lucidez, a mitologia do formal e do informal no código do vestuário.

Achei oportuno referir esta decomposição levada a cabo por uma das mais proeminentes vozes de que há memória.

O código inscrito naquilo a que se convencionou chamar formalidade provoca no espectador a sensação de segurança inspiradora de respeito e confiança. Está aliada a uma noção de competência e de eficácia, muito requerida nas entrevistas de emprego. A gravata apensa ao fato de três peças, de cores discretas, neutras e inofensivas, as peúgas pretas e os sapatos picotados e conservadores, são passaporte para uma primeira e favorável impressão. A impecabilidade está no rigor e na imagem asséptica do candidato.

Há, refere Barthes, a desconstrução desta formalidade austera sobretudo na imagem de políticos em mangas de camisa, sem gravata e prontos a abandonar a representação de gabinete sedentário e burocrata, rumo a uma batalha campal, repleta de obstáculos, mas encarada de peito aberto. Troca-se a habitual formalidade pela informalidade que advém do trabalho exaustivo no terreno.

Creio que quer uma, quer outra, fazem parte da mitologia descrita por Barthes.

O código que é criado nos dois casos, submete-se a uma estrutura mental vigente e pretende transmitir imagens que correspondam aos critérios de avaliação daqueles que se situam quer num patamar intermédio ou superior da pirâmide social, quer nos que os antecedem.

Não são bem vistos os rapazes que se apresentam de shorts no gabinete da presidência, assim como não são bem colhidos os yuppies que se atrevem a imiscuir-se nos grupos catalisadores de actividades pouco dignificadas por nichos mais conservadores.

A formalidade e a informalidade são, vistas por este prisma, mitologias. Respondem aos anseios e as falhas e faltas (Barthes refere manques) sentidas e ressentidas por determinados sectores bem definidos.

Em resumo:

Formalidade e informalidade são questões de entendimentos, exigências e leituras sociais.

Não é, portanto, aconselhável aparecerem de t-shirt e calções cargo para uma audiência com a Beth II de Inglaterra e não se recomenda o uso de fato riscado a giz, com gravata a condizer, numa rave onde o mais formal que se pode encontrar é a coroa de plástico de uma drag queen que se enganou a programar o GPS.

 photo man_zps989a72a6.png

Autoria e outros dados (tags, etc)

A Gaffe e mana do Bambi

rabiscado pela Gaffe, em 02.10.12

Vi numa RTP rendida a uns olhos de corça inocente e bambinesca, várias vezes e em grande plano, Adriana Xavier, a menina que se pendurou nos braços do garboso polícia de choque, na manifestação de 15 de Setembro.

Tenho de admitir, embora contrariada, que a rapariga é um deslumbre. Linda de morrer, diria a minha santa avó que, acabo por concluir, tem um gosto duvidoso.

Não vou, por pudor e para não parecer uma cabra invejosa, referir a ventania que me parece varrer o deserto na cabecinha da pequena, nem sequer as suas ancas potentes e avantajadas, que pronunciam um grosseiramente apelidado coxame de presunto.

Parafraseando o Presidente da Junta - Não vou por aí.

Identifico na menina algumas das características detectadas pelos estudiosos, apensas àquilo que se reconhece como beleza feminina intemporal.

Segundo os peritos, o reconhecimento masculino da beleza de uma mulher está intimamente ligado a pormenores que são apanágio dos bebés.

Exactamente!

Os rapazes consideram atractivo e capaz de originar encanto e fascínio, o salivar inconveniente e o instinto de protecção embevecida, características que as mais pequenas, inocentes e frágeis criaturas - os bebés deste mundo - apresentam sem esforço algum.

O rosto redondo, a pele macia e sedosa, a boca pequena de sorriso inocente, de uma castidade a toda a prova, os olhos grandes e pestanudos, claros de preferência (mesmo que esta claridade seja apenas consequência de uma alimentação compreensivelmente restrita) e a simetria nestas invejáveis especificidades.

Adriana Xavier possui o rosto que detém todas as linhas com que se cosem os rostos dos bebés.  Redondo, quase irritantemente redondo, com olhos gigantes e cândidos que dominam o conjunto, com pestanas que tocam na testa, com boca minúscula, por onde solta balbucios idênticos, e com um narizinho pequeno e arrebitado, de boneca de porcelana antiga.

É evidente que lhe serão fornecidas algumas hipóteses de fazer brilhar estas particularidades. Facilmente a veremos desfilar na próxima edição do Portugal Fashion ou como inquilina de uma qualquer Casa dos Segredos.

Como em qualquer outra situação que se nos depare, a manifestação pública de uma boa rapariga, se for fotografada em condições, produz milagres, mesmo quando os milagres trazem um certo aromazinho de pecado.

 photo man_zps989a72a6.png

Autoria e outros dados (tags, etc)

A Gaffe distraída

rabiscado pela Gaffe, em 01.10.12

Sou uma rapariga malandra a precisar de tau-tau.

Deixo este cantinho ao abandono durante mais tempo do que aquele que é recomendável.

Confesso que não me tenho debruçado sobre nada, a não ser sobre o peito de um matulão jogador de pólo aquático que fez desabar a minha recatada baliza. A verdade é que quando outros valores mais altos se levantam, e usando a metáfora do professor Marcelo, quem se trama é o mexilhão. Embora a frase deixe campo aberto para as mais escabrosas divagações, vou manter o dito e regressar à piscina olímpica dos braços do rapagão.

 photo man_zps989a72a6.png

Autoria e outros dados (tags, etc)

Gavetas:


foto do autor








Copyrighted.com Registered & Protected 
JIFR-J5MR-Y1XR-YACD