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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe conclui

rabiscado pela Gaffe, em 11.10.12

Fechadas as votações relativas à pequena indagação que a Gaffe achou por bem efectuar aqui e depois de uma análise rigorosíssima (de pipeta, lamelas e microscópio óptico, como é habitual), resultam conclusões interessantíssimas e, de certa forma já esperadas.

A esmagadora maioria das meninas escolhe, como projecção e figura identitária, uma felina criatura que não sendo propriamente recomendável e politicamente correcta, acaba por compensar o facto com uma carga erótica digna de fazer entrar em coma o pároco da aldeia.  

Todas as mulheres desejam, em consciência ou sem ela, o sabor da caça conseguida. Todas somos predadoras veladas, sinuosas e insinuantes e mesmo as que de gata ou de leoa trazem apenas as almofadas nas patas, conseguem projectar, quando é preciso, o brilho de uma garra. A capacidade de seduzir que tem por base uma vertiginosa atracção pelos felinos, está cravada na ambição de todas as mulheres que reconhecem que a invisibilidade ou, em contraponto, os incontornáveis soutiens americanos, não oferecem garantias de sucesso nas caçadas que querem levar a termo certo. Desde o mais banal quotidiano à mais elaborada e extravagante situação, as mulheres procuram o instinto das mais insinuantes criaturas do planeta. São predadoras, mesmo que o não saibam.  

Os homens são presas fáceis. Mesmo quando escolhem a figura velada de um nocturno protagonista como personagem com quem se identificam, recusando o único dos heróis clássicos que é extraterrestre ou aquele cujos créditos se devem atribuir, em última análise, a uma aranha radioactiva, exprimem a sua identidade (também num análise sumária) projectando-se num rato cego, com asas e radar – embora antropomorficamente de uma brutalidade apelativa de deixar uma rapariga em convulsões!

Em resumo - básico, porque é uma maçada analisar este tipo de inquéritos idiotas – as raparigas usam garras, chicote, visão nocturna e sete vidas para caçar. Os rapazes escolhem um rato cego, alado e com um radar para evitar colisões inapropriadas.

Consegue-se perfeitamente perceber, depois destas escolhas, que ficamos todos a ganhar.  

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