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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe na base

rabiscado pela Gaffe, em 04.01.13

(Erin Skipley)

Nada é tão desagradável como enfrentar uma rapariga que tem a cara e a parte da frente do pescoço barrada com uma pasta que se assemelha a uma mistela espessa feita de açafrão, canela e uma pitada de cimento.

Esta pasta robusta, que teima em transformar um rosto numa espécie de máscara de um Carnaval de província, resulta do total desconhecimento relativo ao tom da base a seleccionar tendo em consideração a tonalidade natural da nossa pele.

Raparigas! O tom da base que escolhemos deve obrigatoriamente ser um ou dois tons abaixo daquele que geneticamente é o nosso e sobre ela, base, deve ser espalhado com mil cuidados e pincel macio e farfalhudo, o pó (Dior é o mais conseguido) uniformizador e apaziguador de brilhos inconvenientes. Só então nos será permitido  ter orgasmos múltiplos usando todos os recursos que nos são disponibilizados pela cosmética.

Esta pequena exigência adquire o dobro da importância quando se é ruiva.

Nunca, mas nunca, a uma rapariga de fogo é tolerado o uso de pastas coloridas com o objectivo de uniformizar a pele, preparando-a para o que der e vier. A base translúcida mantém à superfície do sonho todas as sardas e todas as pequenas nuances de cor abrasadora e incendiária que uma ruiva possui naturalmente.

Tenhamos sempre presente, raparigas, que o fogo sempre exerceu um fascínio incontrolável sobre os homens e é maçador e idiota tentar ocultar as pequenas chamas com pedaços de barro ou de argamassa.

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