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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe, de vez em quando

rabiscado pela Gaffe, em 16.01.13

(Jean Patchett, New York, 1949 - Irving Penn)

Vez em quando, uma rapariga, por muito esperta e desperta que seja, apenas deseja a nuvem do sossego mais terno e mais esquecido, do abandono mais lasso, e uma réstia de saudade que perdura presa à memória de uma cançoneta breve e leve que se trauteia baixinho ao bocal de um telefone que não tem coragem de acordar.

Nestes momentos, fecham-se as agruras e extinguem-se todos os sons que não se unem à doçura quase delicodoce da melodia que enlaçamos como se abraça um minúsculo urso de peluche ou a almofada que manchamos de bâton.

São os instantes em que uma mulher não está para ninguém, sobretudo para si própria.       

 

Estou de volta pro meu aconchego
Trazendo na mala bastante saudade.
Querendo
Um sorriso sincero, um abraço,
Para aliviar meu cansaço
E toda essa minha vontade.
Que bom,
Poder tá contigo de novo,
Roçando o teu corpo e beijando você,
Prá mim tu és a estrela mais linda
Seus olhos me prendem, fascinam,
A paz que eu gosto de ter.
É duro, ficar sem você
Vez em quando
Parece que falta um pedaço de mim.
Me alegro na hora de regressar
Parece que eu vou mergulhar
Na felicidade sem fim.

 (Dominguinhos e Nando Cordel)

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