Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe e o Anjo Azul

rabiscado pela Gaffe, em 29.01.13

(Marlene Dietrich no funeral de Edith Piaf – 1963)

Aproveitando a onda nostálgica que parece ter assolado este blog, a Gaffe decide revisitar uma das mais deslumbrantes mulheres de todos os tempos.

Em 1963, no funeral de Piaf, Marlene Dietrich é o glamour amadurecido e se, como repete um maravilhoso amigo, a Dor é fotogénica, a imagem da mulher que arrasta a voz quase enrouquecida, dolente e morna, sedutora e hipnótica, é a ilustração do que ele afirma.

Dietrich traz a distância gelada do enigma no arquear das sobrancelhas e a ameaça de uma subtil luxúria aprimorada, o abismo da sedução inevitável e a cinzelada perfeição que esculpe o mito.

Prefiro-a desta forma. Envelhecida. Na busca de um disfarce para as rugas e numa frágil fuga ao tempo inexorável. Encontro-lhe o deslumbre da resistência inútil, mas tenaz, à fugacidade e a sombra e o assombro de uma tristeza quase encoberta, sublimada por uma mulher que planearam divina.

Um pardal fugia do seu peito.

 photo man_zps989a72a6.png

Autoria e outros dados (tags, etc)


foto do autor








Copyrighted.com Registered & Protected 
JIFR-J5MR-Y1XR-YACD