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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe e um sabor a Jazz

rabiscado pela Gaffe, em 29.03.13

As notas aparentemente discordantes cativas nos improvisos, trespassam a ruas com a sobriedade surpreendente de harmonias e retornos a frases que no jazz são a casa de partida.

Quase ouvimos Duke Ellington nos compassos da conversa ou no swing que volteia pelas ruas.

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Gavetas:

A Gaffe e o papá

rabiscado pela Gaffe, em 28.03.13

Lembro-me de ter visto, era ainda muito, muito pequenina, o meu pai, charmoso, bonito e boémio, a usar o que agora os especialistas chamam Vintage Levi’s trucker e pensar que nenhum homem me conseguiria agradar tanto vestido de modo tão informal e tão pouco paternalista.

Os pais são sempre os primeiros homens na vida de uma rapariga e na nossa memória é solta a imagem que sempre nos apaixonou e nos fez convictas de que o primeiro homem das nossas vidas é o perfeito, quando por nós passa um rapaz garboso usando o  Levi’s trucker agora vintage.

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Gavetas:

A Gaffe já sente a Primavera

rabiscado pela Gaffe, em 27.03.13

O Inverno passou tão depressa!

A Gaffe quase não teve tempo de sentir e de saborear os dias repletos de chuva e de vento que fazem voar memórias e guarda-chuvas, nem de se deliciar com livros lidos à lareira, guardada por almofadas e mantas de lã da Serra da Estrela.

Entra com passinhos meigos e suaves a subtil Primavera, tímida e insegura, mas com os dedos repletos de brisas diferentes e de sol mais preguiçoso no deitar.

É tempo de metamorfoses. Tempo de fazer sorrir, ainda que seja breve este sorriso, esboços de projectos e de asas. Tempo de borboletas no cabelo e de pequenos sonhos que vão abrindo os braços, prontos a abraçar tudo o que cresce.

É tempo de raparigas em flor.

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A Gaffe fadista

rabiscado pela Gaffe, em 25.03.13

 

 

Em dias de tempestade, A Gaffe abriga-se em casa, fechada num edredão de penas, à procura de um ex-libris que a defina. Como não encontra nada que a consiga acompanhar pela vida fora, percebe que o seu fado é próximo daquele que é cantado nas ruas da amargura de uma guitarra sem voz.

Nos seus momentos mais tristonhos e sozinhos, a Gaffe sente-se demasiado portuguesa, sem ex-libris, garrido ou soturno, para a demarcar.  

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Gavetas:

A Gaffe e os cortes

rabiscado pela Gaffe, em 22.03.13

(Baptiste Demay por Karl Simone para GQ Brasil)

Num momento em que parece tudo demasiado constrangido e constrangedor, implicando um limitar do sonho e um corte da ambição, é pertinente olharmos para as peças mais clássicas com projectos de renovação eficazes e que resultam numa actualização sempre interessante.

A tradicional cabana, de espírito lenhador, apertada por pipos, de largos bolsos de chapa e capuz forrado com o mesmo tecido, usada há décadas por valorosos marinheiros, colegiais friorentos e homens de machado em riste, pode ser facilmente transformada de acordo a conjectura actual, ou seja, pode perfeitamente sofrer cortes.

Modificada desta forma, rejuvenesce o dono e entregando-lhe o ar inocente em tons pastel que adorna quase sempre os rapazes tímidos, mas espertos.

Uma proposta a ter em consideração, no momento em que o futuro nos promete apenas carapuços.

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A Gaffe e as abelhas

rabiscado pela Gaffe, em 21.03.13

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Admito a loucura, tendo em conta que as peças atingem facilmente os 800€, mas a primorosa ornamentação da colecção Primavera/Verão 2013 de Sarah Burton para Alexander McQueen é uma fabulosa demonstração de feminilidade oriunda de um certo erotismo e de doirada sensualidade, sobre a pele e não sobre a nudez.

Sobre os tecidos que pairam sobre o corpo, pousam abelhas e favos de mel. Um esvoaçar de brilho em oiro e preto.

São objectos de desejo criados em  plexi, material fascinante para elaboração de acessórios delicados, reconstruindo carapaças de tartaruga que projectam a luminosidade, o requinte e a sumptuosidade do mel. É de referir que o plexi solidifica em três minutos, tendo de ser tratado de forma rápida e precisa, num esforço intenso, que requer o trabalho manual de muitos especialistas de uma só vez. Neste caso, a peça é ajustada à forma do modelo, tornando-se única, e, polida, nela são aparafusadas as extraordinárias abelhas artesanais.

Gargantilhas, colares, cintos, arreios, fivelas, bustos e punho, são capturados com de modo brilhante, pelo fotógrafo Joss McKinley.

São colmeias povoadas pelo desejo.

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A Gaffe laçada

rabiscado pela Gaffe, em 19.03.13

Havendo-os para todos os gostos, inclinações e orientações, a Gaffe aconselha prudência na selecção daquilo que vos pode, rapazes, apertar em demasia o pescoço (quer o da discrição, quer o da sensatez).

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Gavetas:

A Gaffe com barbudos

rabiscado pela Gaffe, em 16.03.13
Como todas as raparigas espertas que se preocupam com o estado da pele e tendo em conta que parece ser inevitável a proliferação de barbudos, absolutamente divinais, indago, junto de um querido amigo que ostenta neste momento uma barba digna do século XIX, belíssima como asas de corvo, macia e sedosa, pronta a passear no nosso corpo sem deixar qualquer tipo de irritação, quais são os segredos que sustentam a perfeição de um prodígio piloso daquela envergadura.

Responde que é essencial o encontro de um velho e sábio barbeiro. Os que rondam os oitenta anos são os mais perfeitos e os mais aconselháveis. Os que trataram da barba do Czar Nicolau seriam os privilegiados, mas para além da Revolução os ter deixado sem cliente, são dificílimos de achar.

Depois, a qualidade dos produtos usados na manutenção desta exuberância são de importância capital.

Envia-me, gentil como sempre, a marca da gama que usa, acompanhada por um minúsculo panfleto donde retiro e dou o que recebo.

Não faço ideia onde se localizam os pontos de venda, mas uma rapariga não vos pode habituar a cómodos mimos preguiçosos.

Rapazes, se ambicionais viajar barbudos pelo corpo de uma mulher, sem que ela pense que há demasiados cactos no veículo, é de todo aconselhável que procureis aveludar os espinhos.

 

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Gavetas:

A Gaffe mais papista que o Papa

rabiscado pela Gaffe, em 14.03.13

Corri desenfreada quando anunciaram que já tinha sido eleito o Papa. É sempre uma ocasião em que uma rapariga pode correr e esbardanhar-se sem contudo perder a dignidade.

Confesso que pensei, tal a quantidade de fumaça branca expelida, que os senhores velhinhos tinham vestido o eleito e, já confusos, o tinham enfiado no incinerador. Mais um bocadinho e tínhamos a Praça inteira a tossir e a ser levada em maca.

Depois, foi uma desilusão constrangedora.

O Papa aparece à varanda franciscanamente despojado.

Maçamo-nos até à exaustão com críticas mordazes e malditas, muito pouco beatificáveis e nada abençoadas, relativas à opulência, ao luxo e ao fausto do representante de Pedro. Se a estola é desenhada por Armani e se os saptinhos, não sendo os de Oz, são Prada, desabamos de indignação e saltamos de revolta pia e de hipócrita repulsa com um sabor ligeiramente populista, mas entristecemos quando nos aparece de braços caídos e barriguita empinada, um papa sem capinha debruada a arminho e sem estola cravejada de jóias e bordada a oiro pelos operários explorados de um costureiro charmoso, caro e consagrado.

Creio que Francisco de Assis ou Xavier (cada um arrasta a sardinha para a sua brasa) e uma ou outro fashion adviser de reconhecida sapiência na área da trapalhada, mesmo a dos trapos santos, aprovam a sobriedade minimal do novo Pontífice, mas eu, que sou imbecil, pecadora e deslumbrada, esperava um Francisco de tipo arquiduque, com capinha de veludo vermelho, encarnado, carmim ou cardinal (cada um escolhe a cor da cereja que remata o bolo) bainhas de arminho assassinado (saio à minha santa avó, pouco ecológica quando há Papas pelo bosque), estola magnífica a curvar-lhe o pescoço com o peso do poder dos ornamentos e báculo de nobre metal na mão que suporta o anel divino.

Resmas de doçaria conventual para se expor e sai-me um jesuíta desbotado!

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A Gaffe e o Demónio

rabiscado pela Gaffe, em 14.03.13

Se Deus está nos detalhes, o Diabo está no modo como são descobertos.

Despir um homem é facílimo. Normalmente não nos demoramos nas pequenas delícias que vamos descartando. Talvez por isso a Santa Madre Igreja tenha condenado a nudez. Não são devidamente abençoadas as peças que tombam por terra.

Vestir um homem é louvado pelos anjos como acção benemérita, digna de tornar santo Martinho de Tours e, no entanto, Satanás, matreiro e provocador hipnótico, espreita cada lanço, cada passo, cada gesto, cada mover de dedos, cada balanço de olhares com que uma mulher esperta desconstrói a nudez de um homem, tornando-a pertença dos sonhos mais privados.

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A Gaffe e uma dúvida

rabiscado pela Gaffe, em 13.03.13
Para que servem os dias de chuva, em que o cinzento brando de uma espera se torna um clássico que finda por nos enfraquecer a vontade de olhar a luz coada e esmaecida que tomba dos telhados, senão para esquecer que em todas as ruas existe um instante em que é essencial sentir que a luminosidade plena dos dias solares pode estar debruçada no parapeito do peito de quem nos cruzamos ou que por nós espera quando não olhamos?

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A Gaffe invejosa

rabiscado pela Gaffe, em 12.03.13

A Gaffe não vai fixar a atenção na rapariga da imagem. Parece ser do tipo adorei, adorei, adorei, mas é o preto que fica bem com tudo. É reconhecidamente esperta, porque de outra forma não trazia apenso aquele matulão divinal que desperta em qualquer das nossas cores e feitios a vontade de o ver solitário e triste, de coração partido e pronto a ser mimado, abraçado e consolado.

Somos meninas más quando se nos depara um prodígio masculino, repleto de matelassé em tons suaves, protegendo peitorais que imaginamos de volume firme e consistente, abdómen rijo e bruto, sulcado pelas ondas de um ginásio, coxas de embondeiro e braços de tenaz que aperta até nos fazer saltar de tontas as maminhas, pertença de uma lambisgóia que, apenas por milagre, o traz à tiracolo.

Somos mazinhas. Desejamos em surdina que a vitoriosa pindérica se enfie no buraco negro que, em sonho, lhe abrimos no caminho e concluímos de imediato que o matulão fantástico é daqueles que acreditam piamente que a Divina Comédia é um musical de La Féria.

A inveja é muito feia! Geralmente é servida a ferver e queima-nos a língua.   

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A Gaffe e os trágicos guerreiros

rabiscado pela Gaffe, em 12.03.13

( Alex Minsky)

Continua tenebroso para mim o escuro da frase que declara assassino o homem que mata um outro, mas que transforma em herói o que, no centro da guerra e em nome de uma pátria, aniquila milhares.

As malhas que os Impérios tecem, não me são inteligíveis.

Creio que heróis ou assassinos, todos se tornam amputados. Decepados no instante em que fazem parar o bater de um coração. O premir do gatilho é a perda irremediável de um pedaço de nós.

A proximidade entre Oscar Pistorius, acusado de assassinar Reeva SteenKamp e Alex Minsky, veterano da guerra no Afeganistão, cujo número de mortes que eventualmente provocou não é contabilizado, está na trágica amputação interior de que foram vítimas ao matar e não na superação da catástrofe física que os atinge. Deceparam a alma.

Os dois absorveram a calamitosa beleza do que é trágico, superaram o corpo incompleto com proezas laureadas nos estádios ou hiperbolizaram o que resta, marcando-o com cifras e sinais irreparáveis, como se reivindicassem o domínio total do que ficou, mas não acredito que consigam sublimar, metamorfosear ou reinventar o que na alma não admite próteses.

São agora, os dois, trágicos guerreiros em batalhas com derrota anunciada.

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A Gaffe de Valentim Quaresma

rabiscado pela Gaffe, em 11.03.13

Finda que está a recente edição de Moda Lisboa, passo o Domingo saltitando, esvoaçando e debicando desfiles e apensos comentários, de acordo com o permitido pela minha paciência e capacidade de tolerância à tolice.

Não consigo (lamentavelmente, porque me afirmaram ser rentável) cingir a minha pobre e irrisória opinião ao adorei, adorei, adorei, mas do que mais gostei foi dos sapatos. Admiro e invejo, com uma sinceridade de coração aberto, os queridos que recheiam a conta bancária com notas deste teor, mas sou uma provinciana incapaz de arranjar rechonchudos (ou mesmo enfezados) patrocínios.

Acabo, portanto, a despejar sem peias, limites ou condições, o que espremi do evento.

Acredito que a criatividade, a originalidade, a inovação e a ousadia pensada e projectada com asas de faíscas de quem cria os imaginários da metamorfose – filhas legítimas da inteligência – são as primeiras órfãs da época carcomida que vivemos.

A edição da Moda Lisboa reflectiu a letargia e a imobilidade que grassa nos tempos referidos, demarcadas pelo monótono e pelo repetido. Todos os desfiles foram previsíveis e esbatidos (mesmo o do querido e inteligente Luís Buchinho e o do charmoso e ambíguo, mas provocantemente masculino, Nuno Gama, me pareceram atabalhoados - adorei, adorei, adorei os galgos!). A esmagadora maioria declarou uma semelhança empobrecida, quase uniformizando todas as propostas, provocando um fenómeno que se insinuava já nas edições anteriores, embora de forma muito ténue: a acentuada transferência do foco de atenção do interior da esperada inovação em desfile, para uma determinada fauna (que eu, por ser rústica e saloia, sou incapaz de compreender) que no exterior espera que aconteça a explosão de glamour, de criatividade desfraldada, de assunção da diferença, de renovação e aliança entre a inteligência do design, a técnica, a originalidade e a mutação.

Os desfiles sucederam-se e acabou tudo, não no mais do mesmo, mas no mais do muito parecido.

Reflexos subtis de uma recessão deprimente.

Nesta unanimidade e conformidade enfraquecida, destaca-se um outsider que, não sendo pertença directa do meio, acaba por conquistar definitivamente o evento.

Valentim Quaresma.

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É lamentável que não lhe seja dada a importância devida.

Leio brevíssimos comentários que se resumem a uma descrição árida do apresentado pelo criador, resumindo o que foi visto a uma procura de um ponto de ligação entre a industrialização e a criatividade.

É Valentim Quaresma o responsável por conclusões que são, apesar de pouco legíveis, vagamente esclarecedoras:

A criatividade é a materialização da imaginação, a ideia de "sonhar acordado" surge como uma oportunidade de estar em contacto com uma realidade transfigurada, que interpreta uma fantasia visionária. A industrialização surge através de uma cadência de movimentos, materializando-se na busca de cores e formas ambíguas aliadas a um espírito retro-futurista que caracteriza o seu universo criativo.

Creio que a criatividade é a materialização da inteligência. Valentim Quaresma tropeçou nas palavras, entregando à magnífica colecção Daydream uma semântica que a descreve de forma complexa e também (segundo esta miúda que não tem qualquer competência para discordar do que diz o autor) para inglês ver.

Quaresma é, em última análise, um escultor. Um belíssimo escultor, capaz de nos entregar peças esteticamente soberbas.

O ponto fulcral da colecção apresentada está na capacidade de tornar imprescindível, e notória, a fusão de um ilusório quase medievo, de másculos ferreiros de aventais de couro, de cavaleiros protegidos por articuladas placas de incompletas armaduras e de personagens femininas oriundas deste mesmo irreal, que habitam os lagos donde emergem as míticas espadas, e a tecnologia de ponta que projecta o objecto-futuro.

É simples, embora pareça rebuscado. Toda a obra inteligente permite um manancial de interpretações que escapa ao autor, porque se espalha por inumeráveis deltas.

Não é indispensável ouvir o criador quando a obra o supera de tal forma que se torna pertença do imaginário de cada um que a vê.

Valentim Quaresma fez esquecer a fauna e a flora dos espaços envolventes. Tornou-se único e única salvaguarda de um evento que não encontrou o Graal, mesmo um de plástico.

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A Gaffe e Tolstoi

rabiscado pela Gaffe, em 07.03.13

É claro que hesito.

Se pensar ligeiramente mais alto acabo por descobrir a mais evidente das verdades:

Não interessa absolutamente nada aquilo que aqui faço, especada frente ao monitor a escoar frases patetas (patéticas, também) que tropeçam e escorregam, acabando esparramadas nos meus braços.

Depois chega, no labiríntico tempo das nuvens e do vento, com a simplicidade doce do início de tudo, a natural conclusão oferecida pela tonta e inocente futilidade que saltita:

Não tenho a veleidade de acreditar que trago as chaves das catacumbas das catedrais da mente e nem sequer ouso falar das catedrais dos céus com a certeza absoluta de que há alguém a ouvir, babado e interessado, a alterar a vida, a repensar o ser, a duvidar do ego, a rastejar só para me ler, a piamente orar por mais uma palavra, a beber desesperado os despojos das sílabas que repenso, cruzo, entranço, misturo, embebo e torço.

Mas, como diz a Guiduxa Rebelo Pinto: Não há coincidências.

Folheio, neste instante, o labirinto da minha guerra e da minha paz e na vida de Nada que é a minha, recomeço a ouvir o velho russo: 
Narra a tua aldeia e narrarás o mundo.
E bem ou mal, atarantada e trôpega, lá volto eu a abrir os portões da quinta.

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