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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe e a Cidade

rabiscado pela Gaffe, em 20.08.13
.

 Paris abre-me os braços sempre que o desejo.

Paris amanhece e entardece toda nua na cama onde me deito devagar e vem de voz doirada murmurar-me:

(...)
Plus bleu que le bleu de tes yeux,
Je ne vois rien de mieux,
Même le bleu des cieux.
Plus blond que tes cheveux dorés
Ne peut s'imaginer,
Même le blond des blés.
Plus pur que ton souffle si doux,
Le vent, même au mois d'août,
Ne peut être plus doux.
(...)

Paris tem os mais belos sorrisos do planeta e os corpos mais ágeis, secos e plenos de promessas redondas e macias nos peitos rasos, lisos, planos e abertos.
Tem luz de oiro sobre azul quando amanhece ou de ferrugem no final da tarde e cafés com mesas pequeninas nas esquinas redondas das ruas que me perdem e onde pouso a vida como quem se esquece de dormir.
Domar Paris é como ter um gato ou molhar o corpo com o azul dos anjos.
Paris é minha! Desde que eu a vi, há muito tempo.
Sei o que ela quer e dá-me tudo: Um rasto de Dietrich, azul e de oiro; um traço de Dean, sem causa, apenas rebeldia; um risco de mistério emoldurado no traçar de pernas instintivas e o caixilho ruivo e perfumado do seu corpo.
Em Paris eu sou o que cidade quer: Uma obra sua, sem ter destino o Louvre.

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