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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe rendida

rabiscado pela Gaffe, em 18.09.13

Absolutamente inebriante o espaço aberto, floral e amadeirado, criado por Jean-Claude Ellena em 1998, Declaration de Cartier é uma fragrância floral amadeirada Musk para homens declaradamente inteligentes, inevitavelmente maduros, construtores de individualidade original e indelével que percebem que um aroma é o traço, o risco, o lanho, a inconfundível marca de uma presença única e inimitável e que aprenderam a saber moldar os mundos como querem. 

Num frasco de perfeito rigor masculino ressoam, com a efervescência de uma rara subtileza, as notas  altas de artemísia, cominho, coentro, vidoeiro, mandarina, bergamota, neroli e laranja amarga, dentro do coração do perfume esvoaçam  íris, gengibre, canela, pimenta, zimbro, raiz de lírio, jasmim e cardamomo da Guatemala, envolvidos pelas secretas colunas que o fazem latejar, couro, âmbar, chá, vetiver do Tahiti, musgo de carvalho e cedro.

Inigualável e genial.


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A Gaffe no Rio

rabiscado pela Gaffe, em 18.09.13

Não gosto do Corcovado. Não aprecio o clima brasileiro e sempre me fez muita confusão ver as pessoas de eternas bermudas, com tropicais flores estampadas e vistosas, que se usam com camisolas de alças coloridas de chinelos de plástico com uma tira de se enfiar entre os dedos, de perna alçada por tudo quanto é recanto fresco e sombra, a mastigar pipocas de modo a que seja possível verificar o trajecto das ditas até ao trato intestinal.

Brasília é um gigantesco trem de cozinha pousado no chão e em Copacabana correm surpreendentemente menos deuses do que no paredão da nossa atlética imaginação.

Não gosto do modo como o Brasil fala do que veste.
O singular mata-me.

Pergunto-me curiosa por onde será que ficou o outro sapato?! A peúga desculpo, mas onde pára a outra manga da camisolinha?! Será que o moço de que fala a obra é rapaz perneta que só tem um braço?!

Mas gosto do caução do menino do Rio que madruga no meu Havaí e por mais que tente não deixo Caetano Veloso trautear sozinho canções que são beijos.

 

Menino do Rio
Calor que provoca arrepio
Dragão tatuado no braço
Calção corpo aberto no espaço
Coração de eterno flirt
Adoro ver-te
Menino vadio
Tensão flutuante do Rio
Eu canto p'ra Deus proteger-te 
Menino do Rio
O Havaí, seja aqui
Tudo o que sonhares
Todos os lugares
As ondas dos mares
Pois quando eu te vejo eu desejo o teu desejo
Menino do Rio
Calor que provoca arrepio
Toma esta canção como um beijo


- iéli trázia um sapatchinho pretcho, cum meiinhá brãnca, camisolinha cum monguinha curtcha e uã singletche cu auça linda de morrê. A caucinha táva um pouquichinhu féa, má deu p'rá disfarçá, viu?

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