Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe no facebook

rabiscado pela Gaffe, em 16.10.13

.

A verdade é que a página já tem o ícone na barra lateral destas avenidas e podem desde já ter a Gaffe como amiga, bastando para isso comportarem-se como é habitual.

O problema da Gaffe é que desobedece à regra incontornável das redes sociais. Não interage! Entedia-se e acaba por abandonar as ruas transversais. O twitter vai morrendo à míngua de alimento e apenas se sustem porque a dona não se consegue desfazer do layout criado propositadamente para ela pelo seu querido e paciente amigo.

A Gaffe é uma rapariga inconstante e louca, uma cantiga da rua que jamais se habitua aos lábios de alguém.

É de toda a gente, não é de ninguém.

 photo man_zps989a72a6.png

Autoria e outros dados (tags, etc)

Gavetas:

A Gaffe de Xiomara

rabiscado pela Gaffe, em 16.10.13
.

Uma das características essenciais a um criador de trapos é sem dúvida a capacidade de produzir peças que, sofrendo ligeiras alterações, conseguem ser transversais a todas as idades da mulher ou do homem. Verificarmos que aos sessenta conseguimos deslumbrar envergando, com ligeiras mutações, Luís Buchinho como seria expectante se tivéssemos trinta, é clara afirmação do criador.

Para além daquela que secciona e selecciona de modo inteligente um mercado específico ou um alvo determinado, a capacidade de atingir públicos de variadíssimas idades com a mesma colecção exige arte e engenho e é talvez a derradeira prova de talento.

Katty Xiomara não detém esta potencialidade.

Todas as criações até agora vistas destinam-se a uma mulher talvez demasiado infantilizada, dulcíssima, pastel e malmequeres, eventualmente frágil e romântica, mel e rosmaninho. A sensualidade inata, carnal e apelativa, da Venezuela, ponto de origem da criadora, não sendo obrigatório estar patente, desaparece por completo das suas colecções sendo substituída por uma ingenuidade de vestal apoiada por uma cândida e pueril imagem tímida, demasiado leve e inocente.

Katty Xiomara não consegue unir os tempos.

A colecção que apresenta agora, apesar do dito, consegue a proeza de não ficar cativa desta imagem etérea.

A criadora arrisca num mais sisudo e pensado allure e atinge uma maior maturidade nas cores que escolhe, nas silhuetas que oferece e sobretudo no desenho interessantíssimo das peças que a libertam, esperemos que definitivamente, das fadas saltitantes com que nos irritava.

Não é inata a capacidade de se tocar em todas as gerações, mas é sempre possível aprender a envelhecer com os sentidos voltados para todas as curvas do tempo.

 photo man_zps989a72a6.png

Autoria e outros dados (tags, etc)


foto do autor




  Pesquisar no Blog






Copyrighted.com Registered & Protected 
JIFR-J5MR-Y1XR-YACD