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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe e uma carta aberta a um pássaro

rabiscado pela Gaffe, em 22.10.13

Ontem choveu nos vidros duplos da janela. Uma chuva sem gargantas. 
Ontem a minha avó abraçou-me. Encostou-me a cabeça ao ombro dela. Senti-lhe os dedos frios no cabelo e um alfinete em forma de pássaro a magoar-me a cara. 
Ontem choveu e a minha avó abraçou-me. Ou talvez não tenha sido ontem ou talvez nem sequer tenha chovido, mas o pássaro de olhos de pérola a voar-lhe sobre a clavícula continua na minha cara a magoar-me, a mim, que sou o pássaro de olhos sem pérolas preso por um alfinete aos tecidos dos casacos. 
Na minha cara e na clavícula dela. Eu e o pássaro, presos pela chuva sem garganta e um alfinete que não vejo, a reter as migrações das aves. 
Em mim, onde não chove nunca uma voz presa. 


Et je suis comme un oiseau mort quand toi tu dors. 

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A Gaffe aristocrata

rabiscado pela Gaffe, em 22.10.13
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Este Inverno, rapazes, usem e abusem da mistura e sobreposição de padrões discretos. A subtileza do conjunto e os jogos de rapports com traços semelhantes cor das chuvas, aproximam-nos da textura dos muros, das paredes e das pedras de solares antigos e perdidos.

Neste Inverno, rapazes, não se esquecem de nos contar histórias de fantasmas.  

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