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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe também não!

rabiscado pela Gaffe, em 28.02.14

Bati contra um blog que quero muito tornar um dos meus favoritos.

É quase contrário ao meu. Estas avenidas são invadidas por tolices cheias de adjectivação, por recantos onde a própria dona se perde, o E agora? Sei lá! é o meu encontro bruto com a realidade contada por alguém que usa as palavras como quem lida com terra ou com barro, de modo directo, sem rodeios, muitas vezes cruel, outras tantas grosseiro e muitas vezes sarcástico.

Às vezes penso que, ao ler o que é ali escrito, embato contra a vida nua e crua e sinto-me envergonhada por não conseguir olhar os outros exactamente como eles passam pelas ruas que eu não sei, longe das avenidas frívolas que conto.    

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A Gafffe amedrontada

rabiscado pela Gaffe, em 27.02.14

A Gaffe não teme as pessoas que lhe mostram o lado negro que possuem, mas fica arrepiada de medo com aquela gente que o esconde.  

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A Gaffe regrada

rabiscado pela Gaffe, em 27.02.14

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A Gaffe no Rause Café + Vinho

rabiscado pela Gaffe, em 26.02.14

O Rause (palavra norueguesa que significa generoso), premiado com o Bom Gourmet, é um café que se tornou  um lugar in na cidade de Curitiba – Brasil e que atribui lugar de destaque ao design em que o artesanal é elemento chave, criando um ambiente exclusivo e acolhedor.

O cardápio foi concebido por Criatipos e Cristina Pagnoncelli e é uma excelente forma de receber com um sabor antigo e de provar os vinhos sempre diferentes que são apresentados às Quintas-ferias pelo  sommelier.

De salientar que a gentileza e a originalidade fazem parte do cardápio. A equipa do Rause implantou a ideia do deixe um café pago a alguém. O consumidor chega e faz o seu pedido. No momento de pagar, é convidado a fazer uma gentileza a um desconhecido, deixando um café pago. Se o próximo cliente pedir um café, é informado que não o precisará de pagar, porque um desconhecido lho ofereceu. Uma delícia!

entrar! )

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A Gaffe renascida

rabiscado pela Gaffe, em 26.02.14

Uma interpretação de O Nascimento de Vênus, de Botticelli, protagonizada por Heather Byrd, modelo internacional impedida de continuar a desfilar por causa dos tratamentos contra o cancro.

Uma fotografia de Jonathan Thorpe sobre a tenacidade da beleza, mas também sobre a fragilidade do efémero.

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A Gaffe assim-assim

rabiscado pela Gaffe, em 25.02.14

A Gaffe ficou a tomar conta da casota de uma amiga.

Rega plantas, recolhe o correio e trata do peixe preto com olhos esbugalhados que tem passado os últimos dois dias, muito quieto, a boiar e com fastio. Deve ser do frio. Como não há muito que fazer e o apartamento (que não fica perto) está ao dispor, trazendo apenso o faz o que bem entenderes, a Gaffe decidiu pernoitar no buraquinho e usar o exército de cremes que a amiga recrutou para cuidar da beleza.

Uma máscara facial esverdeada que lhe calcificou as pálpebras e um banhinho de espuma relaxante com óleos miraculosos. A Gaffe suspeita que atirou uma quantidade exagerada para a banheira, porque o rabo escorregava sempre que se mexia e viu-se grega para se levantar sem deslizar e dar um tombo. Depois disto, comeu esparguete à la carbonara que comprou na esquina (nunca comprem nada nas esquinas. Tem sempre um péssimo gosto) e decidiu ver um desfile de moda na televisão.  
Deu consigo então a pensar que deve ser maçador ser-se considerada bonita por uma multidão de gente.  
Estas coisas são infernais, mas mais importantes do que se pode pensar, sobretudo quando falamos no feminino. Os homens arranjam, apesar de tudo, quase sempre escapatória.

Estas coisas são infernais, mas mais importantes do que se pode pensar.

Ora vejamos exemplos concretos, ultrapassados, para não ferir o respeito que devemos ao presente. Podemos escolher Carla Bruni como exemplar mais favorecido e a Gaffe deixa livre a escolha da representante do lado menos apadrinhado pela beleza. Há um leque vastíssimo de potenciais candidatas e basta que se dê um varridela no cá dentro para encontrar a eleita.  

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A Gaffe azeiteira

rabiscado pela Gaffe, em 25.02.14

Criada pelo português Alexandre Mendes, a nova embalagem especial do Azeite Gallo, comemorativa de 2013-2014, é tão bonita que apetece ter na nossa cozinha em lugar de destaque.

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A Gaffe no circo

rabiscado pela Gaffe, em 24.02.14

De aorcdo com uma peqsiusa de uma uinrvesriddae ignlsea, não ipomtra em qaul odrem a lteras de uma plravaa etãso, a úncia csioa iprotmatne é que a piremria e útmlia lteras etejasm no lgaur crteo. O rseto pdoe ser uma consufão ttaol, que vcoê anida pdoe ler sem pobrlmea. Itso é poqrue nós não lmeos cdaa ltera isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo. 

 

Fixe os olhos no texto abaixo e deixe que o seu cérebro leia correctamente o que está escrito. 


35T3 P3QU3N0 T3XTO 53RV3 4P3N45 P4R4 M05TR4R COMO NO554 C4B3Ç4 CONS3GU3 F4Z3R CO1545 1MPR3551ON4ANT35! R3P4R3 N155O! NO COM3ÇO 35T4V4 COMPL1C4DO, M45 N3ST4 L1NH4 TU4 M3NT3 V41 D3C1FR4NDO O CÓD1GO QU453 4UTOM4T1C4M3NT3, S3M PR3C1S4R P3N54R MU1TO, C3RTO! POD3S  F1C4R B3M ORGULHO5O D155O! 4 TU4 C4P4C1D4D3 M3R3C3! P4R4BÉN5. 

Caso tenham vontade de me insultar, informo que não sou responsável por esta surpresa. Foi-me enviada via e-mail por um amigo que sofre de dislexia. 

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Gavetas:

A Gaffe sem correspondência

rabiscado pela Gaffe, em 23.02.14

O senhor Fernando José Fragoso Moreira, o fajoca para os amigos, tem sessenta e sete anos.

Viveu sempre numa aldeia do Peso da Régua.

Há um mês pegou numa mala a cheirar a plástico e a petróleo comprada numa loja chinesa, meteu dentro tudo o que podia e abalou para França, com tudo direitinho.

Vai limpar os corredores de um Hospital no turno da noite que de manhã faz uns biscates como electricista e de tarde vai podar as árvores de um jardim.

Tem saudade do filho, emigrado na Suiça há uma data de anos, que não lhe sabe escrever cartas bonitas.

Nenhum dos dois tem facebook.

 

Lembrei-me deles. Vá lá saber-se porquê.

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A Gaffe no Tibete

rabiscado pela Gaffe, em 23.02.14

Estou a ler afincadamente um livro sobre o Tibete (O Livro Tibetano da Vida e da Morte de Sogyal Rinpoche) e emperrei no capítulo que descreve de forma que considero clara e concisa a filosofia subjacente ao conceito de vida e morte.

Não vou sequer discorrer sobre o assunto, porque não tenho capacidade para espirrar o que quer que seja perante a magnificência do que ali é referido, mas há um pequeniníssimo pormenor que me deixou perplexa e que me atrevo a referir aqui.

Diz o volume, a certa altura, que entre o impacto do reconhecimento de um drama ou de uma tragédia, de uma alegria ou de uma felicidade extrema (entendamos drama e tragédia, alegria e felicidade de acordo com as nossas subjectividades) e as reacções que provocam, existe um instante em que a nulidade surge aliada a uma impotência com características universais e transversais. Ficamos absolutamente vazios nesse brevíssimo instante que poderá não durar não mais do que décimos de segundo.

Esta absoluta nulidade, esta nudez, não é nada mais do que a Libertação. O facto de durar um tempo ínfimo, permite a imediata invasão do raciocínio e da emoção correspondente ao facto ocorrido. 

Está na aprendizagem do prolongar deste vácuo o segredo dos mestres tibetanos. É neste espaço que procuram a existência e é neste intervalo oco que colocam a vida, isentando-a e expurgando-a. 

Tudo isto pode não passar de um apontamento insultuoso perante a esmagadora sabedoria dos mestres tibetanos, mas talvez não seja disparatado pensar que seriamos considerados um bando de autistas, ou dignos de internamento compulsivo ou com elevadíssimos défices cognitivos se, no Ocidente, desatássemos todos a aprender a flutuar nos intervalos da chuva.

 

No Ocidente não nos molharmos é circense. 

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A Gaffe e a estrelinha

rabiscado pela Gaffe, em 21.02.14

Aila Wang, sobrinha de Alexander Wang, uma vedeta de três anos, absolutamente fabulosa, capaz de diluir num instante qualquer rapariga esperta que se atreva a desfilar perante o charme da nova estrela guia de toda a fashion victim.

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Gavetas:

A Gaffe aristocrata

rabiscado pela Gaffe, em 21.02.14

Não me espanta terem surgido quase em simultâneo duas obras sobre Leonor de Almeida Portugal de Lorena e Lencastre (prazer, minha senhora), Marquesa de Alorna e mais que se não diz por ser verdade.

É bom sinal.

As Luzes de Leonor, de Maria Teresa Horta, levou mais de dez anos a vir a lume e é um extraordinário estudo sobre o Iluminismo Português e as origens do Romantismo oitocentista em Portugal, levado a cabo por uma mulher que, como curiosidade, descende da Marquesa e que, por mérito, é uma das mais importantes e incontornáveis escritoras da actualidade.

Marquesa de Alorna, de Maria João Lopo de Carvalho, é um romance histórico que tem a vantagem de poder ser facilmente fotografado (o romance também) ao lado de Marcelo Rebelo de Sousa.

Nada se retira à eventual qualidade que o romance fotogénico eventualmente terá. Não o li e sou uma preconceituosa que parte do princípio que ter uma Margarida Rebelo Pinto que até vai estudando o que escreve não vai contribuir significativamente para o acervo cultural de um país.    

Ajuda este preconceito as declarações da autora, numa festa pontuada por caras conhecidas em excelente forma física, a uma revista que publicita o livro:

 - Escrever faz parte de mim como respirar e é algo que me dá prazer.

Escolho Maria Teresa Horta. É mais seguro. Chega-se a uma idade em que não se pode perder tempo com gente que confunde, ainda que metaforicamente, funções fisiológicas com o ofício da escrita.    

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Gavetas:

A Gaffe vampira

rabiscado pela Gaffe, em 21.02.14

Há homens que não conseguem atravessar as avenidas sem provocar as sequiosas criaturas do desejo que dentro dos covis do Inverno os vão espiando.

 

Rapazes, protejam o pescoço!

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A Gaffe de Cristina Troufa

rabiscado pela Gaffe, em 21.02.14

Cristina Troufa é uma das minhas paixões desde há algum tempo.

Apaixonei-me pela sua obra vibrante e colorida logo que a encontrei e reconheço-lhe a capacidade de tocar, através da expressividade das suas figuras maioritariamente femininas, os lugares que são comuns a todos e onde todos nos acabamos por encontrar.

Às vezes, atrevo-me a pensar que a autora recolhe alguns vestígios de Paula Rego e de Graça Morais, refazendo-lhes as temáticas e alterando-lhes a paleta, mas Cristina Troufa tem voz própria e a aproximação é abusiva.  

Não sou crítica de Arte, mas sei que a anulação dos traços que perfazem um conjunto, fornecendo-lhe uma leitura ou descodificação imediata ou mesmo subentendida, provoca no observador a atracção que é apanágio do iniciático e que a síntese pode entregar ao imaginário. A ausência propositada do considerado acessório, que é incluída nos espaços que acabam também por ser descritivos, arquitecta conjuntos enigmáticos que apaixonam irremediavelmente o que é confrontado com o desconhecido adivinhado nos fragmentos que foram escolhidos.

Existe em Cristina Troufa, sobretudo nas obras mais recentes, uma espécie de greve na imagem. Um descontínuo, um embargo e uma ausência do inteiro, que acabam por se tornar aproximação às sucessivas e inevitáveis ausências e falhas do real, os seus reflexos pictóricos, uma espécie de greve onde a imagem reivindica a realidade e onde o não visto é substância de suporte a esta reivindicação.

As figuras interrompidas de Cristina Troufa são imagens de ligação com o presente, com a história de cada um, e fazem parte integral e integrante para a construção do total, sendo, sozinhas, já total. Resultam por isso em obras em que o talento permite que sejamos colocados nos nossos próprios labirintos.

 

Imagem - "O Dom" - Cristna Troufa -  acrílico s/tela, 86 x 100 cm, 2012

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A Gaffe e o anti-herói

rabiscado pela Gaffe, em 18.02.14

Rapazes, a subtileza de um toque de sofisticação e colorido efémero ou do discreto glamour de um enigmático suspense é sempre uma mais-valia quando o único ponto que vos liga a Batman é a cor da fatiota.

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Gavetas:

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