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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe e as palavras mais belas

rabiscado pela Gaffe, em 12.02.14

A revista alemã Kulturaustausch decidiu encontrar a palavra mais bela do mundo. 
A selecção tinha em conta a sonoridade condensada, agradável ao ouvido seja onde for que seja dita, e a necessidade de outras palavras para ser explicada. 
As vencedoras foram: 


1 - Yakamoz - palavra turca que significa o reflexo da lua sobre a água;

2 - Hu lu - palavra chinesa – doce sussuro que faz o dormir suave;  
3 - Volongoto -  palavra africana - baganda - caos desmesurado
4 - Opphosvaer – norueguesa – a luz do dia depois da chuva;
5 - Mandala – Níger e Nigéria – a significar graças a Deus

 

Qual a que fica em sexto? 

Saudade

 

Como é lógico, a Kulturaustausch procurou inquirir a origem de todas as palavras escolhidas. Depois de várias pesquisas e pedidos de referência, acabou por concluir pelas informações que recebeu das embaixadas, que saudade é originária do Brasil. 

 

Em sexto lugar, entre as palavras mais belas do mundo, fica, portanto, a brasileira Saudade

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A Gaffe com tachos

rabiscado pela Gaffe, em 12.02.14

Cada vez me indigna mais verificar a quantidade de manobras corruptas que levam imberbes idiotas a lugares decisórios. É habitual em qualquer regime que começa a apodrecer e, por muito que apeteça distribuir chapadas, mantenho uma calma oriental, porque acredito que o sistema tombará sem qualquer acção por parte dos lesados. É impossível manter de pé seja que edifício for, durante muito tempo, quando os alicerces são de plástico colado com saliva. A renovação e a limpeza ocorrerão mais cedo ou mais tarde. Haverá um breve período em que a competência e eficácia serão valorizadas e voltaremos a iniciar o ciclo.

 

O que me repugna é o conjunto de viciados na cunha.

 

Há uma espécie de gentalha que usa todo o processo de corrupção, viciando qualquer jogo, mesmo quando não necessita de o fazer.

 Passam a usar a cunha como quem inala cocaína. Não conseguem dar um passo sem ter assegurado que alguém colocou no caminho um estrado capaz de aguentar o peso da passada e, mesmo que o caminho esteja limpo e seja sólido, são incapazes de o palmilhar sem primeiro meter uma cunha.

Outros há que se tornaram profissionais. A cunha, nestes casos, é institucional, quase uma Fundação, usada para favorecer indiscriminadamente conhecidos e alheios. Não interessa se o cargo, o lugar, a comenda, ou seja o que for, não se lhes dirija directamente. Se há espaço para a cunha, enfiam-na. Enviesados e oblíquos, chegam de língua de fora, com uma mórbida ladainha cheia de lamentos, e cravam a cunha. Podem dela não usufruir, sendo a intervenção corrupta favorável a outro que nem sequer necessita de ser íntimo, mas o capital aumenta e alarga o campo de manobra do viciado.

 

- Hoje, fiz o que tinha a fazer por ti...

 

São os mais nojentos,  repulsivos, asquerosos e sujos medíocres de todas as histórias, porque não admitem e não concebem a vida sem cunhas e se espantam, indignados e revoltados, quando alguém lhes foi indiferente ou negou os seus serviços.

Posto isto, e porque não me apetece criar um post do tamanho de algumas das cunhas que refiro, devo dizer que assisto à proliferação destas manobras com uma espécie de atitude alcoólica ou comatosa. Só com uma bebedeira monumental seguida de coma alcoólico é que se consegue não desatar aos gritos.

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