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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe e a estrelinha

rabiscado pela Gaffe, em 21.02.14

Aila Wang, sobrinha de Alexander Wang, uma vedeta de três anos, absolutamente fabulosa, capaz de diluir num instante qualquer rapariga esperta que se atreva a desfilar perante o charme da nova estrela guia de toda a fashion victim.

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Gavetas:

A Gaffe aristocrata

rabiscado pela Gaffe, em 21.02.14

Não me espanta terem surgido quase em simultâneo duas obras sobre Leonor de Almeida Portugal de Lorena e Lencastre (prazer, minha senhora), Marquesa de Alorna e mais que se não diz por ser verdade.

É bom sinal.

As Luzes de Leonor, de Maria Teresa Horta, levou mais de dez anos a vir a lume e é um extraordinário estudo sobre o Iluminismo Português e as origens do Romantismo oitocentista em Portugal, levado a cabo por uma mulher que, como curiosidade, descende da Marquesa e que, por mérito, é uma das mais importantes e incontornáveis escritoras da actualidade.

Marquesa de Alorna, de Maria João Lopo de Carvalho, é um romance histórico que tem a vantagem de poder ser facilmente fotografado (o romance também) ao lado de Marcelo Rebelo de Sousa.

Nada se retira à eventual qualidade que o romance fotogénico eventualmente terá. Não o li e sou uma preconceituosa que parte do princípio que ter uma Margarida Rebelo Pinto que até vai estudando o que escreve não vai contribuir significativamente para o acervo cultural de um país.    

Ajuda este preconceito as declarações da autora, numa festa pontuada por caras conhecidas em excelente forma física, a uma revista que publicita o livro:

 - Escrever faz parte de mim como respirar e é algo que me dá prazer.

Escolho Maria Teresa Horta. É mais seguro. Chega-se a uma idade em que não se pode perder tempo com gente que confunde, ainda que metaforicamente, funções fisiológicas com o ofício da escrita.    

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Gavetas:

A Gaffe vampira

rabiscado pela Gaffe, em 21.02.14

Há homens que não conseguem atravessar as avenidas sem provocar as sequiosas criaturas do desejo que dentro dos covis do Inverno os vão espiando.

 

Rapazes, protejam o pescoço!

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A Gaffe de Cristina Troufa

rabiscado pela Gaffe, em 21.02.14

Cristina Troufa é uma das minhas paixões desde há algum tempo.

Apaixonei-me pela sua obra vibrante e colorida logo que a encontrei e reconheço-lhe a capacidade de tocar, através da expressividade das suas figuras maioritariamente femininas, os lugares que são comuns a todos e onde todos nos acabamos por encontrar.

Às vezes, atrevo-me a pensar que a autora recolhe alguns vestígios de Paula Rego e de Graça Morais, refazendo-lhes as temáticas e alterando-lhes a paleta, mas Cristina Troufa tem voz própria e a aproximação é abusiva.  

Não sou crítica de Arte, mas sei que a anulação dos traços que perfazem um conjunto, fornecendo-lhe uma leitura ou descodificação imediata ou mesmo subentendida, provoca no observador a atracção que é apanágio do iniciático e que a síntese pode entregar ao imaginário. A ausência propositada do considerado acessório, que é incluída nos espaços que acabam também por ser descritivos, arquitecta conjuntos enigmáticos que apaixonam irremediavelmente o que é confrontado com o desconhecido adivinhado nos fragmentos que foram escolhidos.

Existe em Cristina Troufa, sobretudo nas obras mais recentes, uma espécie de greve na imagem. Um descontínuo, um embargo e uma ausência do inteiro, que acabam por se tornar aproximação às sucessivas e inevitáveis ausências e falhas do real, os seus reflexos pictóricos, uma espécie de greve onde a imagem reivindica a realidade e onde o não visto é substância de suporte a esta reivindicação.

As figuras interrompidas de Cristina Troufa são imagens de ligação com o presente, com a história de cada um, e fazem parte integral e integrante para a construção do total, sendo, sozinhas, já total. Resultam por isso em obras em que o talento permite que sejamos colocados nos nossos próprios labirintos.

 

Imagem - "O Dom" - Cristna Troufa -  acrílico s/tela, 86 x 100 cm, 2012

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