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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe batalhadora

rabiscado pela Gaffe, em 25.03.14

Há raparigas espertas que atingem a maturidade deslumbrante das mulheres seguras que nas mãos agarram o poder e o consideram seu, por mérito ou herança.

Mérito e herança. Esta dupla conjugação de perigo e quase paradoxal aliança de factores, permite-lhes sorrir e acalmar quando as ameaças ao trono dado ou conquistado (ou a conjugação de ambas as formas de o deter) se fazem sentir a assombrar o ceptro.

Com o poder nas mãos, da cor das unhas, entram dispostas a exigir, porque lhes é inerente e epidérmica a necessidade de exigência. Reclamam qualidade, a mais cuidada, a mais pensada, a mais minuciosa, aquela que é considerada direito inalienável e, em consequência, impossível de lhes ser negada.

São detentoras de um bestial magnetismo, de uma fragilidade enganadora e de movimentos pensados. A elegância absolutamente interior extravasa e espalha-se em todos os gestos. Trazem a poderosa vontade de triunfo que lhes faísca nos dedos e aquela consciência aguda das armas que usam para o alcançar.

Ao lado delas somos pequeninas, somos bagatelas, e no entanto sei, no silêncio sinistro do fundo da minha alma, que, das duas, a mais amada é sempre a mais pequena.

  

Descubro que nos campos de batalha que o amor provoca, não basta possuir as armas certas para garantir a vitória. Basta (tantas vezes!) que o guerreiro não encontre razões para combater.

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