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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe Comissária

rabiscado pela Gaffe, em 23.07.14

A Gaffe tem acompanhado com bastante interesse, embora com alguma dificuldade, porque tem imenso medo que ela descubra e lhe atice o fisco, o percurso de Maria Luís Albuquerque.

Tem admirado incondicionalmente os seus conselheiros de imagem. Não há nada como um trabalho bem feito e neste caso a coisa tem corrido mesmo muito bem. Tão bem que a senhora é uma possível Comissária (europeia e não de bordo, mas mesmo assim já é qualquer coisita).

No lugar das Gayet deste mundo e das Obama do outro, uma senhora de tailleur pastel e pasta gigantesca debaixo do braço, para despertar seriedade; calada, para cultivar a expectativa; com ar sisudo para inspirar confiança; com um penteado vindo do túmulo, para evitar futilidades; sapatinhos semi-rasos para começar caminho e com um colar de pérolas muito discreto, para revelar contenção, é um golpe de mestre!
Depois, trocar de quando em vez os acessórios discretos por outros ligeiramente mais ousados, faz com que o ar caseiro pareça um bocadinho mais cosmopolita. Fica sempre bem.
A senhora tem vindo a ganhar adeptos europeus e embora nos pareça não fazer ideia nenhuma daquilo que quer para o país - nenhum político faz e ela não diz grande coisa, para não ter que escrever cartas no fim - tem sido cativante pela reserva com pinta de competência, do tipo eu sei-mas-não-digo, que já ajudou Cavaco em circos anteriores.

Maria Luís Albuquerque é possivelmente uma das Comissárias de Juncker, o que fará Moedas sair da sombra do bonsai onde se esconde e provará às raparigas espertas que uma imagem retro-renovada com um pintinha de sisudo é sempre um passaporte europeu.


Parece no entanto que a equipa que trata do allure de Albuquerque, não é a mesma que acompanha o restante elenco governamental!

A Gaffe recorda que não basta a Paulo Portas vestir lindamente – as gravatas são irrepreensíveis! – para a convencer. Ao contrário do habitual, Paulo Portas usa um penteado que imita um capachinho e tendo em conta que para Paulo Portas o tema perucas é como o dos submarinos – quanto mais visíveis, mais se afundam – não é de todo aconselhável trazer na cabeça uma imitação rasca das ditas. Paulo Portas não deve ter muitos amigos!

 

Já Passos Coelho prova que há claras alternativas ao uso do capachinho. Uma tonalidade L’Oréal  - porque merece - apaga algumas brancas, embora deixe careca a oposição, e com uma heróica madeixa rala atirada com rigor e laca para trás, consegue fazer passar despercebido o couro cabeludo desde que a luz não incida directamente na tinta.

 

A verdade é que o governo actual apresenta um grave défice de bons cabeleireiros.

 

A Gaffe podia percorrer o restante elenco da coligação que a governa, mas confessa que não está disposta a isso, até porque a impressiona imenso ter de referir Marques Guedes! O senhor lembra-lhe um velho conhecido, homem que de tão obcecado pela profissão, foi acusado de assédio sexual. Um mártir de trabalho, este seu ex-ginecologista!

 

No entanto, esta rapariga pode perfeitamente estar enganada. A Gaffe é muito propensa a erros de apreciação, costumando nadar contra a corrente, como prova a sua incapacidade, que deve envergonhar todos os comentadores que tem ouvido, em ver quem é o preto (vá lá, negro, como eles dizem) que foi eleito presidente dos Estados Unidos. Continua a afirmar a pés juntos que o homem é mulato (pronto, mestiço) e que isso até faz uma diferença substancial.


Preto, preto era o Michael Jackson!

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