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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe normal

rabiscado pela Gaffe, em 30.11.14

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A Gaffe et les liaisons dangereuses

rabiscado pela Gaffe, em 30.11.14

ligações.jpgA meio do filme encosta-se e pousa a cabeça no ombro da Gaffe.

- Estou tão ligado a ti! Estamos tão ligados!

A Gaffe afasta-se suavemente. Aponta com o queixo o ecrã e mando-o calar com o dedo encostado à boca.

Estão ligados. Também se consegue o mesmo com as telecomunicações e com menos interferências.

A Gaffe tem de o avisar que, se não se acautela, vai receber uma assustadora conta de roaming.

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Gavetas:

A Gaffe e a MJ

rabiscado pela Gaffe, em 29.11.14

hemisfériosQuando duas raparigas se unem é muito provável que haja sangue.

A Gaffe e a MJ estão juntas no Hemisférios, que mudará de nome dentro em breve. 

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Gavetas:

A Gaffe monárquica

rabiscado pela Gaffe, em 28.11.14

8440632-lg.jpgNo Dubai, onde foi informar os príncipes árabes que também já podem vir limpar os pés ao capacho português com baixos salários e alta flexibilidade laboral, o presidente da República lembrou que se o cante alentejano foi nomeado património imaterial da humanidade muito se deveu ao lanchinho que foi dado pelo casal presidencial no palácio de Belém a uma resma e meia de alentejanos muito polifónicos.

Ao lado da declaração, Maria Cavaco Silva de pashmina na cabeça, tailleur sem graça e sapatinhos cambados, exibia o seu ar de governanta presunçosa que chegou ao topo por não haver pessoal disponível, mantendo os cantos dos lábios descaídos e olhando para o horizonte, um metro acima da cabeça dos ouvintes.

Segundo a minha avó, uma Senhora na diplomacia sabe sempre quando se deve tornar invisível e as rainhas, aquelas que o são apenas por se terem casado com o coroado herdeiro do título, como raparigas espertas que são, sabem que em situações oficiais devem permanecer sempre um metro atrás do real esposo. Maria Cavaco Silva é uma espécie de emplastro antipático convencido que a sua omnipresença é direito apenso à sua situação de consorte. A sua permanente visibilidade não eleita é a de um rato morto colado à mesa do nosso jantar.

Esta faceta monárquica da presidência da República faz olhar Duarte Pio de Bragança com alguma seriedade. Coroado, evitaria que se sustentassemos uma data de famílias presidenciais que se vão sucedendo e acumulando. Isabel de Herédia é uma senhora discreta e amável, perfeitamente consciente do papel que lhe foi atribuído e, com uma maior carga simbólica, capaz de coadjuvar o marido nas funções desempenhadas por Cavaco. Aparecer de vez em quando e tentar não dizer nada parecendo dizer qualquer coisita.

Depois Duarte Pio, digam o que disserem, come com a boca fechada e jamais se distanciaria tanto dos cidadões e das suas pensões, mesmo das daqueles que foram capitões de Abril.

Tudo vantagens!

 

Fotografia - Jacqueline Roberts

 

 

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A Gaffe babada

rabiscado pela Gaffe, em 26.11.14

David Gandy.jpgMinhas caras, a verdade é que a Gaffe tentou fazer de conta que apreciava a indumentária deste menino, tentando disfarçar a comoção comentando a quadrícula das calcinhas do pijama e a beleza do rolo (do sofá), mas a verdade é que não adiantam subterfúgios quando para o teclado escorre a baba que não conseguimos prender com a boca escancarada.   

 

Na foto - David Gandy

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A Gaffe com livros

rabiscado pela Gaffe, em 26.11.14

ler.jpgLer não é, ou não deve ser, um exercício e um prazer controlado?

A leitura deve fluir no som dos ventos ou obedecer a regras implícitas na vontade de se crescer dentro das bibliotecas, construindo livro a livro a nossa própria estante?  

Lembro-me do meu querido amigo, assustadoramente inteligente, que pela noite de Paris procurou a Biblioteca que lhe esclareceria a dúvida que o impedia de dormir. Em Paris, os livros, as brutais multidões de livros, estão sempre ao dispor a qualquer hora.

É certo que a noite tinha vodka a perturbar-lhe o negrume e a sobriedade, mas o impacto, o confronto bestial com os milhares de títulos em silêncio escuro, provocou-lhe o desabar de todas as certezas. Desatou a chorar compulsivamente, porque percebeu naquele instante que jamais conseguiria ler tudo o que ali em ordem o olhava.

Esta estupenda homenagem ao livro, foi também o início de um agudizar quase obsessivo do rigor na selecção das obras que o acompanhariam posteriormente.

De acordo com este homem, ler é também um processo penoso, difícil, muitas vezes angustiante, tantas vezes doloroso e tantas vezes traumatizante. Também por isso deve ser humilde.

O leitor - falo do grande leitor - é um atleta de alta competição, mas não vai sequer vislumbrar a linha da meta se não tiver aprendido o modo como deve colocar o pé na linha de partida e não tiver percebido que cada movimento que faz é o impulso para a concretização do seguinte.

Da mesma forma, torna-se mais provável, por exemplo, não compreender Lobo Antunes se desconhecermos Faulkner.

Este reconhecer da necessidade de contínuo na leitura, de perceber que a obra que temos na mão é também um palimpsesto e que nele somos capazes de ouvir outras vozes, outros sons, outros cheiros e sabores, outras épocas e outros universos, só é possível se o passado for eterno. Transformamos uma obra numa ilha solitária e perdida se não tivermos o mapa do arquipélago e desconhecermos o oceano onde poisou.

É impossível lermos tudo. A humildade de partirmos do princípio, devagar e conscientes que não temos tempo para abarcar a Biblioteca toda, fornece a coragem de escolhermos os "velhospara podermos depois saber escolher e saber ler os "novos" sem atribuirmos grande importância ao cânone literário que será sempre uma membrana permeável e falível.

Ler é um trabalho árduo de oficina. Se começarmos muito novos, se aprendermos com os velhos mestres o modo de manobrar as ferramentas, se tivermos a modéstia de aceitar que nunca sabemos do ofício o que o ofício tem para nos dar, é muito provável que encontremos a vontade de continuarmos a ser felizes a aprender.    

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Gavetas:

A Gaffe maldosa

rabiscado pela Gaffe, em 25.11.14

enchidos de maldade.jpgA Gaffe pode esbardanhar o estômago com doses descomunais de iguarias, manjares, banquetes, guloseimas, gulodices, pitéus, repastos, festins e regabofes, mesmo sabendo que alguns são sinónimos, que não engorda um grama!

A maldade consome e como criaturinha perversa que é, a Gaffe decide partilhar com a sua muito querida MJ os enchidos portentosos, os presuntos, os chouriços, os salpicões, a mortadela, as fatias de fiambre, a broa de milho, de centeio e a de Avintes, as azeitonas, as manteigas e as pequenas tigelas de pedaços de pecado.

A sua querida amiga bem pode mirrar de inveja ou secar de fome para manter a linha. A Gaffe de tão má enfarda tudo, todos os enchidos de maldade, mesmo que depois lhe dê uma coisinha má.

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Gavetas:

A Gaffe à Yakitori

rabiscado pela Gaffe, em 25.11.14

Yakitori.jpgA Gaffe achou uma maçada a medida de coação aplicada ao seu querido cliente Armani capaz de habitar o 16e arrondissement com o recato e a sobriedade de quem mora numa assoalhada em Massamá.

A Verdade - a Gaffe não se cansa de sussurrar - é que o dinheiro não transforma os homens, revela-os e o meu querido prisioneiro esqueceu que a pompa e as circunstâncias dúbias são como um verniz rasca. Estalam facilmente.

O meu charmoso detido, nos tempos que se aproximam, terá oportunidade de meditar sobre o seu destino e, como rapaz esperto que nunca deixou de ser, perceberá que a culinária japonesa tem metáforas divinais para o que lhe vai acontecendo.

 

Frango Yakitori

 Ingredientes

  • 500g de peito de frango - corte em 2.5 cm;
  • 1 pimenta vermelha cortada e sem sementes;
  • Cebolinhas;
  • 6 cogumelos shiitake mushrooms;
  • 3 colheres de mirin;
  • 3 colheres de molho de soja japonês;
  • 3 colher de sake;
  • 1 colher de açúcar.

Preparação

  • Passe os pedaços de frango em espetos de bambu pré-embebidos, intercalando cada pedaço de frango com cebolinha, pimenta e cogumelos.  
  • Misture o mirin, soja, vinho de arroz e o açúcar e mexa até dissolver o açúcar.  
  • Aqueça uma frigideira e pincele o frango com o esmalte.  
  • Coloque numa forma redonda para bolo virando a cada 30 segundos. Escove a parte superior até que o frango coza e a carne adquira uma cor de mogno.
  • Sirva em seguida.

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A Gaffe policial

rabiscado pela Gaffe, em 24.11.14

G. Haderer.jpgUma conterrânea de um ex-primeiro-ministro, pastora com oitenta anos de irónica sabedoria:

- Não lhe vai acontecer nada! Ele roubou de acordo com a Lei.  

Cartoon - G. Haderer

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A Gaffe questionada

rabiscado pela Gaffe, em 24.11.14

Freeman Elliott.jpgO meu menino desafiou-me!

Apesar de não simpatizar com estas tontices, faço tudo o que estiver ao meu alcance para o tornar feliz.

 

1 - Como te defines?

Defino-me sempre sem lingerie.

 

2 - O que te levou a criar um blog?               

Aconteceu. Diverte-me. Gostava de dizer que existe, porque não consigo deixar de escrever, que respiro escrita ou que não consigo viver sem a escrita. Não é verdade. Se deixar de escrever nada me acontece. Se deixar de esrever, não acontece nada em lado nenhum.

(Lembro-me sempre de Virginia Woolf – what’s the meaning of death? The end of this notes.)

 

3 – Qual a primeira impressão do blog que te nomeou?

Uma mistura de Oliver Mellors e de Vronsky. Para uma rapariga esperta, uma desgraça nunca vem só.

 

4 – Qual a tua cidade de sonho?

Paris. Sonhada e vivida.

 

5 - O que fazes nos tempo livres?

Procuro prende-los. Fazê-los só meus.

 

6 – Qual o produto de maquilhagem, roupa ou acessório favorito?

O meu perfume e o olhar de um homem.

 

7 - O que ainda te falta fazer?

O que deixo para amanhã.  

 

8 – Qual tem sido o maior desafio da tua vida?

Os dias que passam.         

 

9 - O que é que te inspira?

As ruas que percorro dentro e fora de mim.

 

10 – Qual o teu maior sonho?

Ser a mesma em todo o lado.

Pin-up - Freeman Elliott

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A Gaffe segreda

rabiscado pela Gaffe, em 24.11.14

gaffe.jpgGirls do not dress for boys.

They dress for themselves and, of course, each other.

If girls dress for boys, they’d just walk around naked at all times.

Pin-up - B. Jhonson

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A Gaffe do IEFP

rabiscado pela Gaffe, em 24.11.14

IEFP.gifRecém-licenciado em Ciências Farmacêuticas, um querido amigo enviou CV para uma imensidão de possíveis empregadores.

Teve resposta de quatro, que se prontificaram a entrevistá-lo.

Antes de mais devo referir que o rapaz em causa, para além de claramente competente, é altíssimo, espadaúdo, elegante, com olhos de gazela cor de avelã (os olhos e a gazela), corpo de linho, lábios de mosto, cabelo atravessado por estradas de oiro, rosto com linhas de fazer roer de inveja Brad Pitt e com uma atitude absolutamente vencedora.

Quer se queira, quer não e por muito injusto que seja, conta muitíssimo.

É quase um milagre, tendo em conta o charco onde tentamos esbracejar para não nos diluirmos em desespero e frustração, que este homem, ao fim de cerca de três meses, tenha tido a hipótese de escolher uma entre quatro ofertas de trabalho.

Escolheu Lisboa.

A farmácia contratante vai incluí-o no âmbito dos Estágios Profissionais, embora em condições francamente superiores às habituais que rasam a mais completa exploração laboral patrocinada de forma imbecil pelo Estado que fomenta desta forma o enviesar das estatísticas relacionadas como o desemprego ao mesmo tempo que facilita o miserável uso e abuso dos jovens licenciados por parte dos empregadores que lhes pagam mal e os vão substituindo por quem se segue na lista. Uma infinidade de oportunidades de poupança. Uma infinita sucessão de descartáveis.

Para obedecer às regras, o farmacêutico teve de se inscrever no IEFP para que fosse possível ser abrangido pelo programa Estágio Profissional.

Conhecendo a demora habitual dos acéfalos que movimentam este sistema, a Farmácia, por necessidade evidente, acolheu o seu novo funcionário mesmo antes do contrato estar assinado, suportando as despesas por inteiro até à resolução final do IEFP.

O meu querido amigo iniciou as suas funções há cerca de um mês.

Recebeu ontem uma cartinha do IEFP – Porto – convocando-o para frequentar uma Sessão de Informação - Técnicas de procura de emprego.  A sua ausência implica a perda por 90 dias de todos os direitos garantidos pelo IEFP (!?). Teria de se deslocar mais de 300 Km, ausentando-se do seu recém-conquistado local de trabalho, impossibilitando a sua presença numa acção de formação organizada pela entidade empregadora.

Comunicou a sua indisponibilidade ao IEFP, relatando a situação. 

- Mas não pode estar a trabalhar!!! É obrigado a aguardar aprovação do IEFP para iniciar o Estágio Profissional!

Esta autorização leva sempre cerca de três meses a ser assinada do IEFP.

A Farmácia vai ter que resolver o problema, embora a data da sessão tenha sido adiada por quinze dias.

Corre o risco de perder aquilo o que o IEFP está longe de ser capaz de entender, apoiar ou promover.  

 

Ou o IEFP tem poucos interessados nas suas sessões informativas e quer ver a casa cheia ou é mais um arrastado mastodonte invertebrado que se alimenta do próprio muco.

Estou mais inclinada para a 2ª hipótese.

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A Gaffe no banco de trás

rabiscado pela Gaffe, em 23.11.14

bozena jelcic.jpgAté à auto-estrada o caminho é de buracos e curvas apertadas e estreitas.

A mulher ao lado do condutor acomoda-se no banco de forma a minorar o transtorno dos solavancos. Usa o cabelo apanhado por um lenço de seda. Na terra havia apenas um cabeleireiro, um hair stylist, chamado Vitinho, que levava quatro euros e meio por lavar e pentear. Jamais a indignada cabeleira seria entregue a manápulas que, segundo lhe reza a história dos outros, de tão baratas não podem ser perfeitas.

Está em silêncio. O condutor olha-a de soslaio. A boca carnuda, o nariz recto e a barba por tratar. Vê-a retirar da carteira a cigarrilha.

- Não podes fumar aqui. – Diz o rapaz.

- Vamos ultrapassar a Sharon Stone e abrir a janela do teu lado.

Acende o cigarro e espalha o fumo do primeiro travo como se fosse urgente o nevoeiro para disfarçar imperfeições que não existem.

- A tua agressividade é de uma inutilidade confrangedora.

A mulher permanece calada. O fumo do cigarro a esvair-se.

- Que foi agora?!

- Estou a imaginar a tua frase dita pela Eunice Munoz vestida de freira, encenada pelo Diogo Infante.

- Viste a peça?! Sempre achei que fosses mais Ionesco.

- No máximo Brecht.

Calam-se.

São cúmplices há demasiado tempo e o silêncio é permito sem constrangimentos entre os dois. Ambos reconhecem o que é inútil e o rapaz percebeu há muito tempo que a mulher manipula as decisões do clã de forma insuspeita, mas irrepreensivelmente eficaz. Ela sabe que o homem que agora tossica de forma irritante repleto de fumo, resiste às investidas do touro que é solto quando nas arenas o público o exige.

Seduzem os dois da mesma forma. Espiando a vítima. Preparando o lugar da emboscada e conseguem suportar a espera, aninhados contra o vento, rasteiros, rasando o traiçoeiro, atentos a mais ínfima distracção daqueles que desejam e, na altura certa, escolhem o lugar exacto, o desacautelado movimento, o mais desprevenido gesto, o sítio, a veia, a artéria, o órgão onde cravar as garras.

Usam, os dois, um egoísmo exacerbado como arma, incontrolável e indomado.

É a força que provém desse egoísmo que os torna insensíveis à dor dos seduzidos e lhes apaga, anula e incapacita a urgência que é sentir o padecer dos outros como se deles fosse e os tocasse. São dois animais unidos pela única vontade de possuir por inteiro o que desejam. Esta é razão da indiferença absurda com que olham as vidas dos que não lhes acicatam apetites.

Nenhuma bandeira, pendão ou insígnia, nenhuma causa, partido ou revolta os irá motivar. São criaturas ímpias, sem nada que os force a erguer barricadas e a içar a voz, em forma de espada, em nome de alguém.

O rapaz entra na derradeira curva.

Vê o mar.

- Devíamos ser amantes.

A mulher hesita. Desvia o olhar e acende outro cigarro.

- Seria incesto, creio eu.

- Eu gosto do pecado. Até a palavra me seduz.

- Eu gosto de pecar, mas é mais sedutor ficar a desejar-te.

 

Ao longe, assim narrados, são bem mais fáceis de entender.

 

Na foto - Bozena Jelcic

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Gavetas:

A Gaffe de T-shirt

rabiscado pela Gaffe, em 22.11.14

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A-Streetcar-named-Desire-marlon-brando-30586022-15I've always thought of the T-shirt as the Alpha and Omega of the fashion alphabet. The White T.

Armani

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A Gaffe dos comentários apagados

rabiscado pela Gaffe, em 21.11.14

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 Portanto, meus queridos, tenham maneiras!

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Gavetas:

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