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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe policial

rabiscado pela Gaffe, em 24.11.14

G. Haderer.jpgUma conterrânea de um ex-primeiro-ministro, pastora com oitenta anos de irónica sabedoria:

- Não lhe vai acontecer nada! Ele roubou de acordo com a Lei.  

Cartoon - G. Haderer

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A Gaffe questionada

rabiscado pela Gaffe, em 24.11.14

Freeman Elliott.jpgO meu menino desafiou-me!

Apesar de não simpatizar com estas tontices, faço tudo o que estiver ao meu alcance para o tornar feliz.

 

1 - Como te defines?

Defino-me sempre sem lingerie.

 

2 - O que te levou a criar um blog?               

Aconteceu. Diverte-me. Gostava de dizer que existe, porque não consigo deixar de escrever, que respiro escrita ou que não consigo viver sem a escrita. Não é verdade. Se deixar de escrever nada me acontece. Se deixar de esrever, não acontece nada em lado nenhum.

(Lembro-me sempre de Virginia Woolf – what’s the meaning of death? The end of this notes.)

 

3 – Qual a primeira impressão do blog que te nomeou?

Uma mistura de Oliver Mellors e de Vronsky. Para uma rapariga esperta, uma desgraça nunca vem só.

 

4 – Qual a tua cidade de sonho?

Paris. Sonhada e vivida.

 

5 - O que fazes nos tempo livres?

Procuro prende-los. Fazê-los só meus.

 

6 – Qual o produto de maquilhagem, roupa ou acessório favorito?

O meu perfume e o olhar de um homem.

 

7 - O que ainda te falta fazer?

O que deixo para amanhã.  

 

8 – Qual tem sido o maior desafio da tua vida?

Os dias que passam.         

 

9 - O que é que te inspira?

As ruas que percorro dentro e fora de mim.

 

10 – Qual o teu maior sonho?

Ser a mesma em todo o lado.

Pin-up - Freeman Elliott

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Gavetas:

A Gaffe segreda

rabiscado pela Gaffe, em 24.11.14

gaffe.jpgGirls do not dress for boys.

They dress for themselves and, of course, each other.

If girls dress for boys, they’d just walk around naked at all times.

Pin-up - B. Jhonson

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A Gaffe do IEFP

rabiscado pela Gaffe, em 24.11.14

IEFP.gifRecém-licenciado em Ciências Farmacêuticas, um querido amigo enviou CV para uma imensidão de possíveis empregadores.

Teve resposta de quatro, que se prontificaram a entrevistá-lo.

Antes de mais devo referir que o rapaz em causa, para além de claramente competente, é altíssimo, espadaúdo, elegante, com olhos de gazela cor de avelã (os olhos e a gazela), corpo de linho, lábios de mosto, cabelo atravessado por estradas de oiro, rosto com linhas de fazer roer de inveja Brad Pitt e com uma atitude absolutamente vencedora.

Quer se queira, quer não e por muito injusto que seja, conta muitíssimo.

É quase um milagre, tendo em conta o charco onde tentamos esbracejar para não nos diluirmos em desespero e frustração, que este homem, ao fim de cerca de três meses, tenha tido a hipótese de escolher uma entre quatro ofertas de trabalho.

Escolheu Lisboa.

A farmácia contratante vai incluí-o no âmbito dos Estágios Profissionais, embora em condições francamente superiores às habituais que rasam a mais completa exploração laboral patrocinada de forma imbecil pelo Estado que fomenta desta forma o enviesar das estatísticas relacionadas como o desemprego ao mesmo tempo que facilita o miserável uso e abuso dos jovens licenciados por parte dos empregadores que lhes pagam mal e os vão substituindo por quem se segue na lista. Uma infinidade de oportunidades de poupança. Uma infinita sucessão de descartáveis.

Para obedecer às regras, o farmacêutico teve de se inscrever no IEFP para que fosse possível ser abrangido pelo programa Estágio Profissional.

Conhecendo a demora habitual dos acéfalos que movimentam este sistema, a Farmácia, por necessidade evidente, acolheu o seu novo funcionário mesmo antes do contrato estar assinado, suportando as despesas por inteiro até à resolução final do IEFP.

O meu querido amigo iniciou as suas funções há cerca de um mês.

Recebeu ontem uma cartinha do IEFP – Porto – convocando-o para frequentar uma Sessão de Informação - Técnicas de procura de emprego.  A sua ausência implica a perda por 90 dias de todos os direitos garantidos pelo IEFP (!?). Teria de se deslocar mais de 300 Km, ausentando-se do seu recém-conquistado local de trabalho, impossibilitando a sua presença numa acção de formação organizada pela entidade empregadora.

Comunicou a sua indisponibilidade ao IEFP, relatando a situação. 

- Mas não pode estar a trabalhar!!! É obrigado a aguardar aprovação do IEFP para iniciar o Estágio Profissional!

Esta autorização leva sempre cerca de três meses a ser assinada do IEFP.

A Farmácia vai ter que resolver o problema, embora a data da sessão tenha sido adiada por quinze dias.

Corre o risco de perder aquilo o que o IEFP está longe de ser capaz de entender, apoiar ou promover.  

 

Ou o IEFP tem poucos interessados nas suas sessões informativas e quer ver a casa cheia ou é mais um arrastado mastodonte invertebrado que se alimenta do próprio muco.

Estou mais inclinada para a 2ª hipótese.

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