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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe de um mail

rabiscado pela Gaffe, em 30.04.15

P.pngA Gaffe tem apenas algumas horas para se transformar numa diva enigmática, numa estrela cadente repleta de mistério, numa deusa deslizando pela brisa da tarde, numa fria princesa das estepes com a inocência e a singeleza do solo que pisa.

Não é difícil.

Um Dior traçado, um bâton pifado, um Lexotan e a pose entediada da Dietrich fazem de qualquer trapo uma aparição sublime.

Toda esta encenação, porque vai reunir às 16.30h com o seu mentor, o seu orientador, o seu chefe de serviço, o sábio, o seu ídolo, a sua canseira.

O homem tem 2000 anos, o sentido de humor de uma moreia e o rigor do General Ramalho Eanes - o que, embora parecendo, não é a mesma coisa.

 

A Gaffe enviou ontem, tarde e a más horas, um mail ao ilustre professor informando mui respeitosa que:

(…) relativamente ao seu pedido, o relatório segue em anexo.

Hoje, manhã cedo, a Gaffe descobre que na sua profissionalíssima mensagem não teclou um d. Não adiantando qual o d em falta, a Gaffe refere também que não anexou o prometido.

 

Resta-lhe portanto entrar na sala de reuniões com o allure de quem não está para se maçar, atirar os caracóis ruivos para trás, erguer a sobrancelha, fazer faíscar o bâton, pisar o soalho como quem ganhou um Óscar e com o spleen de Greta Garbo murmurar ao ouvido do velhote:

- Meu caro, alguém tinha de lhe aconselhar uma alteração na dieta.

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Gavetas:

A Gaffe zoológica

rabiscado pela Gaffe, em 30.04.15

zoo.jpg

A Gaffe lê distraída que existe algures um pequeno macaco furioso que espalha compulsivamente o lixo à volta da gaiola. De acordo com a notícia, o macaquinho da jaula ao lado vai inspeccionando os detritos que consegue apanhar e, não encontrando coisa que deseje, volta a atirar o que recolhe para dentro do espaço do amigo que tem assim o stock assegurado.

 

A Gaffe conhece gente assim.

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A Gaffe enlameada

rabiscado pela Gaffe, em 29.04.15

guerreiros.jpgAo contrário do que se confessa, uma rapariga esperta não gosta sempre de cavalheiros.

A fleuma, cansa. A sofisticação, aborrece. A delicadeza, esgota. A etiqueta, maça. A erudição, aflige. A correcção, importuna. A diplomacia, enfada.

 

Há momentos que uma rapariga prefere a brutalidade do que é banal a empurrá-la contra a parede.

Há alturas em que uma mulher deseja que pérolas e perfumes, bâton e seda, Prada e Valentino, Paris e o New Look e a imaculada elegância dos cisnes, sejam atirados às urtigas, manchados pelas mãos enlameadas de guerreiros bárbaros e amarfanhados pela rudeza agressiva de matulões saídos de torneios de arenas por brunir.

 

Para completar um cenário tão perfeito só temos de esperar ou exigir que esta desgraça nunca venha só.

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A Gaffe comovida

rabiscado pela Gaffe, em 28.04.15

A vida cria aguarelas magníficas. Esta galerista não é grande coisa. É a M.J. que as torna admiráveis em troca de nada.

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A Gaffe pela manhã

rabiscado pela Gaffe, em 28.04.15

12.jpg- Já é tarde. São já horas de me levantar. - Preocupa-se o rapagão. 

- São sempre horas de fazer qualquer coisa. - Respondo, pousando as mãos nas suas costas nuas.  
- Nunca são horas de dormir. O relógio cortou-as dos ponteiros. Agora, todas as horas são horas de ficar acordado só para te ver. - Responde ele, meigo, meigo, meigo!
- Não durmo quando tu estás por perto. - Continua.

 

Tão mentiroso!

O rapaz ressona toda a noite.

 

Tornou-se fácil contornar o seu roncar de animal pré-histórico. Uma cotovelada nos rins, um empurrão vigoroso e o moço emudece quase derrubado.

Tornou-se fácil evitar o vício que ele tinha de adormecer, custasse o que custasse, comigo pousada no seu ombro: babo-o propositadamente a fingir que é sono.

O meu calvário é a perna pesadona que encontro sempre em cima do meu corpo todas as manhãs. Por muito que suplique, não adianta. O gigante adormecido, boca aberta e barriguinha virada para o ar, atira toneladas sobre mim. Acordo com aquele mostrengo esparramado, pousado pesado, colando as minhas coxas ao colchão. A desmesurada perna, a penosa perna, a descomunal coluna de basalto, por muitas voltas que eu dê, vai sempre desabar em cima do meu jovem ruivo e frágil corpo de alabastro.

 

Observei cautelosa, não fosse deslocar parte de mim no já planeado arremessar da perna porta fora.

Que vejo eu?

Descubro que o rapagão não tem noção nenhuma de pudor e o que se me depara, não sendo nada que me faça entrar em choque, é a tentação à mão de semear.
Finalmente a solução servida, não de bandeja, que não se come o sono, mas de calças de pijama esbardalhadas.

Um piparote, uma traquina traulitadita breve, no desprevenido amanhecer masculino e ambas as pernas se erguem espavoridas no meio do espaventoso e desarvorado acordar do homem.

 

Não há rigorosamente nada como um acordar em grande.  

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Gavetas:

A Gaffe acorda mais velha

rabiscado pela Gaffe, em 27.04.15

Fernando Vicente.jpgNão adianta muito disfarçar e fazer de conta que não se importa rigorosamente nada que se esqueçam, com ar apressado, preocupado e inútil, que hoje é dia do seu aniversário.

 

Hoje a Gaffe acordou com a mãe que a olhou e a preencheu de azul; com o pai que lhe beijou a mão e ficou com os olhos a brilhar com água; com a irmã que a sobrevoou com sabor a fruta – o sabor do novíssimo bâton YSL; com o irmão que se ajoelhou e lhe tocou a fímbria do vestido; com a avó que lhe contou uma lenda tonta, com pronúncia estranha, e com a memória do avô apertada num abraço forte como uma árvore gigante.

 

A Gaffe, que fica com dor de garganta só por tentar esmagar as lágrimas de alegria, encolhe os ombros e diz baixinho:

- Hoje faço anos! – Depois fica quieta. 

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A Gaffe diagnostica

rabiscado pela Gaffe, em 27.04.15

Christopher Pethick.jpgA Gaffe conclui que a Ciência tem muitas vezes encontros desagradáveis com o quotidiano.

Para ilustrar o dito é necessário recorrer a um exemplo digno de nota.

 

Todos nós já nos cruzamos algures com uma criatura cuja perturbação de personalidade nos causa algum espanto.

É fácil recorre à sabedoria popular e apensar à indiferença que depois sentimos o famoso dito os tolos também se abatem, ou aprendem, desde que encontrem a paciência do terapeuta adequado.

A verdade é que perante a Gaffe surgem criaturas estranhas que, se esta rapariga se preocupasse, lhe causariam algum desconforto.

São, para sua surpresa, normalmente mulheres cuja vida se exauriu dispersa por conceitos distorcidos e por preconceitos que foram mantidos como verdades intocáveis, perturbando-lhe os movimentos e encerrando portas e janelas até à imobilidade e à solidão total.  

Acreditam piamente que os fantasmas que vão criando são os responsáveis pelas sombras tenebrosas que lhe tolhem todos os cantos e todas as esquinas dos fracassos que acumulam. Defendem-se aos gritos condenatórios, amarrando a fúria que provém de uma frustração constante com as cordas de uma alegada frontalidade que não é mais do que cuspir nos outros quando os outros estão de frente.  

Apregoam desmesuradas a liberdade. Desconhecem que a Liberdade é também um exercício constante de autocensura e, sentadas no banquinho dos medíocres, vão jurando que são maiores do que aqueles que as contradizem, negando-lhes tamanho, enquanto retiram da pochete as moralidadezinhas que dentro enfiaram quando rondavam os WC de Centos Comerciais em decadência manhosa.   

Erguem exércitos de bestas e de monstros cujo único propósito é a destruição das suas preclaras vidas e constroem batalhas de farrapos onde nada existe a não ser o profundo deserto onde sobrevive o cacto das suas existências.

 

São Átila, a galinha.

São garnizés anabolizados.

 

Perante estas criaturas o dito popular torna-se hipótese viável.

É a ciência que o contradiz. O imprescindível DSM - Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders – dedica algumas das suas preciosas notas a estas criaturas, classificando-as como Paranóides, incluídas no grupo B - o Dramático - dos antissocias, borderline, histriónicos e narcisistas.

 

E como toda a gente sabe, não se deve bater nos tolinhos.

 

Foto - Christopher Pethick

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A Gaffe subterrânea

rabiscado pela Gaffe, em 26.04.15

A.Rackham.jpgNasceu ontem à noitinha a quarta neta da senhora do quiosque.
Não há um natal mais perfeito do que aquele que se avista nos olhos da matrona, verdadeiro mastodonte de antipatia e de maledicência que todos os Domingos vende o jornal a esta rapariga.
A Gaffe ficou perturbada porque desconhecia por completo que a senhora era mãe e avó. Possivelmente será filha.

Sempre a viu, ano após ano, demasiado ocupada, entregue à esgotante tarefa de conspurcar os outros que passam incautos pela janelinha do cubículo onde se acoita. Como um boa menina desatenta e mimada, indiferente e egoísta, a Gaffe não percebeu que havia por perto mais mundos do que aquele que se instalou no seu umbigo.

 

O seu grave problema, o seu terror, é que não consegue agora olhar para a senhora sem a imaginar a resfolegar na cama com um homem, mesmo quando tenta imaginar a cara da recém-nascida nos traços amarfanhados da mulher.


A Gaffe é um animal tão estranhamente perverso e subterrâneo!

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A Gaffe em Abril

rabiscado pela Gaffe, em 25.04.15

"Desconfia sempre de um orador que traz a fúria escrita num papel."

Avô

 

A taça escorrendo os riscos de Abril e as flores roubadas de fragilidade e doçura quebradiças.

São do povo, as flores. Um chão que não tenho aqui, mas que existe nas mãos de vidro fosco que pousou na macia madeira antiga do meu quarto.

O dia rola inútil próximo da luz que entra pela janela e a mansa inocência das hastes do florido oscila subtilmente.

Tudo é simples:

O dia vai passar sem o peso de um longínquo Abril sobre os seus ombros.

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A Gaffe pitosga

rabiscado pela Gaffe, em 24.04.15

oftalmologia.jpg

A Vida arranja sempre modo de fazer estalar a mais perfeita das ilusões ou a mais suave das magias.

 

Fui com o rapaz ao oftalmologista.

Acabamos por descobrir que o olhar meigo, escuro, triste e longo como as cisternas da noite; o olhar que nos viola as fronteiras da alma e invade o espaço em que nos movemos para se perder num lugar distante de que somos discretamente expulsos, é, prosaicamente, falta de óculos!
O rapagão não vê um palmo à frente do seu garboso e correctíssimo nariz há já muito tempo.
Como seria de esperar, o homem recusou o diagnóstico.


Acabo a pensar que me cruzo constantemente com gente que, de alma cega, está absolutamente convencida que o negro que vê, ou que não vê, é o único e o derradeiro sopro de vida que percorre o peito da paisagem.
Será que se recusarmos diagnósticos certeiros, se teimosamente insistirmos em não vislumbrar, não reconhecer e não aceitar a cura, acabamos fechados em becos ou mansardas, palácios ou nadas, navios ou plumas, casas ou castelos, dunas ou rochedos mas sempre aos encontrões à vida, a pensar que é a vida que sempre nos empurra e recusa, magoando? 


Se a resposta for afirmativa, espero que o rapagão não fique cego.

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A Gaffe de Sexta à noite

rabiscado pela Gaffe, em 24.04.15

Ernest Chiriaka.jpgLet’s go somewhere and judge people!  

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A Gaffe idiomática

rabiscado pela Gaffe, em 24.04.15

Ernest Chiriaka.pngHá uma expressão francesa que me agrada imenso.

 

Entre le chien et le loup

 

É crepuscular. Define o período de tempo em que a tarde declina, resistindo ao avanço da noite. Dura alguns minutos e mantém os gatos coloridos e pardos os meus olhos.

Se esmagarmos o tempo de duração deste momento, o contido na expressão é ajustado a nós, aquando das caçadas.

Há um espaço ínfimo, uns segundos imprescindíveis, um bater de garra recolhida, no instante em que uma mulher, perante um homem, percebe que tem de desferir o golpe ou então deixar que ele lhe morda a jugular.

É indispensável que a vítima não tenha a mínima noção do decurso do instante. É necessário que não entenda que a nossa ternura, o canino enternecimento, a mansidão, a brandura, o benigno olhar em suavidade emersa, é já lampejo cru de sanguinária fera.

 

Não há nada melhor e de eficácia mais certa do que armadilhar a tarde que vai perdendo as sombras.

 

Ilustração - Ernest Chiriaka

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A Gaffe fleumática

rabiscado pela Gaffe, em 23.04.15

bugs.jpgA Gaffe não é uma rapariga nervosa. Aprendeu com a avó a fleuma da Rainha e apenas espirra quando lhe sobe a mostarda ao narizito.

Há no entanto umas quantas situações que fazem com que lhe apeteça escaqueirar os dentes aos que as provocam.

A NeurótiKa propõe que as enumere. A Gaffe vai aceitar o desafio e referir dez.

 

1 - Gente que ao sentar-se a seu lado - num lugar onde há pouquíssimo espaço, como as cadeiras de salas de cinema antigas -, o faz como quem se espapaça na poltrona de casa a ver novelas. Tudo é ocupado pelo mastodonte que nos vai tocando com os cotovelos e afins até ficarmos anorécticas;

2 - Gente que se aproxima demais do nariz da Gaffe, a vai picando com um dedo em riste enquanto lhe atira confidências escabrosas e um hálito do mesmo calibre;

3 - Gente que aperta a mão da Gaffe como se lhe entregasse um bicho morto há já algum tempo e que espera que seja esta rapariga a fazer-lhe o funeral;

4 - Gente que larga o lixo que faz por todo o lado e que perante a chamada de atenção responde:

- Ainda cá estou, não é?

A Gaffe suspeita que esta gente está sempre no lado errado ou nunca esteve num lado que possa ser referido;

5 - Gente que usa unhas de gel multicolores, com desenhos fofinhos, pintinhas e bolinhas, quadradinhos e rodinhas, que fazem pendant com as chancas com plataformas que podem perfeitamente servir de pilares das pontes portuguesas e com a mola de plástico que prende a oleosidade do cabelo;

6 - Gente que dobrando os doze, diz treuze;      

7 - Gente que se torna acérrima defensora dos direitos das mulheres e que se esbardalha aos gritos a reivindicar a morte daquelas que ousam ter tantos namorados como noites mal dormidas – as depravadas promíscuas! Normalmente é gente que tem desalmadamente menos sexo do que as visadas e o que vai havendo é de pior qualidade que o daquelas que condenam;

8 - Gente que escreve com orgulho e peito cheio aquilo a que o meu querido Amigo chama cuesia e que desanca todos os que não conseguem macerar a verborreia e lho vão dizendo muito devagarinho para não vomitar o tédio e o sono que sentem;

9 - Gente que desdenha dos rabiosques dos rapazes da Brigada de Trânsito e dos novos GNR. A Gaffe não entende como é que se consegue depreciar matéria que deveria ser classificada como património da humanidade;

10 - Gente que não percebe que a beleza é sucedâneo da inteligência e que continua a separar estas divindades acreditando que até um burro pode fingir ser um alazão se pavonear uma albarda YSL.

 

São dez pequenos nadas que apesar de causarem algum atrito, não impedem o deslizar da Gaffe por entre todas as gotas de chuva.

O que realmente lhe causa dano são as pequenas vigarices, as mesquinhas trafulhices, os furtivos arranjinhos e as manobras raquíticas de bastidores empobrecidos. Mirram os useiros e vezeiros nestas manigâncias ao ponto de fazer com que a Gaffe pense que não passam de vítimas de alguma tribo esconsa e tenebrosa que acredita que reduzir as cabeças dos transeuntes lhe enriquece a vida.

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A Gaffe hípica

rabiscado pela Gaffe, em 22.04.15

Thomas SautebinUltimamente a Gaffe tem-se sentido muito campestre e já não aguenta muito mais ter os Prada enfiados no lamaçal onde crescem coisas verdes, ter de fugir de garnizés psicopatas, sentir que as vacas a olham como se fossem assassinas em série, ter de evitar esbofetear uma galinha toda esbaforida - porque a criatura é mãe e a Gaffe não quer traumatizar os petizes -, ter de fingir que não morre de medo dos cavalos e pensar que devia usar um selfie stick para lhes dar cenouras, ter de fixar os nomes das variantes das alfaces que trazem escondidas nas folhas as bêbadas das esposas dos caracóis e ter de achar um encanto armadilhar com copos com cerveja enfiados na terra os trilhos das ditas.

 

Definitivamente a Gaffe não é assim tão telúrica.  

 

Apesar de tudo, esta rapariga, do alto das suas pérolas, está convencida que vale a pena sofrer as agruras do campo quando o agricultor é um rapagão capaz de a fazer sonhar com pioneiros rudemente calejados ou com pradarias trespassadas por musculados cavalos.

 

Embora a Gaffe não simpatize de todo com o que quer que seja relacionado com bestas e cavalgaduras, nestes casos terá de reavaliar o slogan hípico e juntar-se, com alguma humildade, às comemorações do Dia da Terra:

 

Poupe um cavalo, monte o cavaleiro.   

 

Thomas Sautebin por Manny Fontanilla

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A Gaffe de Sherlock Holmes

rabiscado pela Gaffe, em 21.04.15

F. Vicente.jpg

A Gaffe decidiu hoje propor uma charada.

O que se segue, prova que o nosso discernimento é demasiadas vezes toldado ou amarrado por inúmeras imagens, conceitos, estereótipos, preconceitos e formatações que nos facilitam o entendimento do mundo, não nos exigindo esforços adicionais para uma leitura que escapa ao habitual.

 

Romeu e Julieta estão mortos. Jazem prostrados numa poça de água, no meio da sala. Há estilhaços de vidro no chão. Todas as janelas estão fechadas, excepto a que se situa em frente da porta entreaberta.

Como morreram?

 

Podem fazer as perguntas que quiserem, desde que sejam formuladas de modo a que as respostas sejam apenas Sim e Não.

A solução é confrangedoramente simples. Basta que o vosso raciocínio não fique fechado nos espaços que nos enganam tanto.

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