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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe ciclista

rabiscado pela Gaffe, em 08.04.15

Ciclismo.jpgA Gaffe está sempre pronta a correr, desde que seja à frente de um rapagão belíssimo, porque sabe que a forma mais rápida de sermos apanhadas por quem queremos, é fingir que desatamos a fugir.  

Há no entanto outras práticas que são bastante mais caras a esta rapariga afogueada de tanto se esforçar por cumprir as regras de toda a boa atleta.

O ciclismo, tomemo-lo por acaso, para além de desenvolver músculos interessantes - o costureiro é um belo exemplo soando a alta-costura - é uma experiência que permite a uma rapariga mais exigente obter um prazer acrescido ao pedalar por entre a paisagem. Basta que seja criteriosa na escolha do selim.

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A Gaffe dos sete anões

rabiscado pela Gaffe, em 08.04.15

Fernando Vicente.jpgEstas Avenidas estão abertas exactamente há sete anos.

São mil quinhentos e trinta e quatro (por extenso para impressionar) posts e o espanto de se verem escritos.

Os primeiros, titubeantes, espaçados e tantas vezes despudorados, foram dando lugar a uma constância que surpreende a Gaffe, mas tudo o que foi rabiscado pelas paredes desta espécie de confessionário tonto é fiel ao que esta rapariga pensa e sente. É estranho a Gaffe manter sem mover uma vírgula tudo o que foi dito.

São Avenidas onde reuniu pequenas memórias, pedacinhos que quer guardar dentro das páginas dos seus livros favoritos, apontamentos vagos e inúteis, tontices que fez esvoaçar sem dar importância aos seus destinos e sobretudo uma colecção de nada que faz parte da rapariga que é.  

Nestas Avenidas cruzou-se com gente e aprendeu a olhar. Os seus olhos cresceram. Aprendeu a ficar parada no deslumbramento da descoberta de outros lugares, antíteses dos seus, e a deixar-se surpreender pelas paragens que são iguais às suas.

 

Estas Avenidas fazem hoje sete anos!

 

A Gaffe não sabe se cumpriram no tempo passado o que delas se pedia, porque nunca esperou mais do que pouca e banal coisa e a banalidade não constroi arquivo. Talvez seja esse o segredo da sua persistência e pernanência. A consciência de que, quer continuando, quer deixando de de se mostrar aos outros, não acontece absolutamente nada e o mundo passa indiferente atravessando os dias. 

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