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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe na jogatina

rabiscado pela Gaffe, em 09.04.15

Jogos.jpgA Gaffe, perita nestas andanças de carácter eminentemente científico, decidiu investigar as taras masculinas.

Tendo em conta que acabamos sempre reduzidas a três ou quatro estereótipos, recorrentes e muito populares, a tarefa não se afigura complicada, requerendo apenas meia hora de dedicação.

Após reunir os dados e se ver circunscrita àquilo que parece ser comum ao imaginário erótico masculino, a Gaffe está pronta a enumerar os jogos eróticos preferidos dos rapazes.

 

O jogo da Colegial

Muito simples e o favorito dos homens mais maduros que vestem calças cor de morangos com açúcar e balzer assertoado com botões dourados. É também muito popular entre os Nabokov de pacotilha que sentem que se vestirmos uma saia de pregas pelo joelho, blusa com gravata regimental e calçarmos meias altas e sapatos masculinos, somos Dolores e os transformamos em Jeremy Irons. De fácil controlo, este jogo funciona mal com casais que já comemoraram as bodas de oiro ou quando a Lolita saiu de um bairro problemático e decide usa a o material de geometria no rabo do seu mentor.

 

O jogo da Enfermeira

Muito profilático. Exige algum cuidado no manuseio dos adereços.

É o favorito dos homens que tiveram uma relação conflituosa com a mãe, que carecem de protecção especializada e que sentem que podemos substituir na perfeição a megera que não lhes cuidou do dói-dói. Funciona lindamente se o rapaz não suplicar que lhe meçamos a temperatura como a medimos aos bebés. Nestes casos, convém anestesiá-los.

 

O jogo da Serviçal

O favorito dos sindicalistas e dos rapazes com um nível de testosterona muito higiénico. Não é aconselhável a quem trata os criados com um humanismo retrógrado e piedoso e não como trabalhadores no exercício da sua actividade profissional, com diz, e bem, uma qualquer criatura desfraldada.  

Funciona lindamente quando urge retirar as teias de aranha em locais relativamente afastados do cérebro e o pó que se acumula em coisas abandonadas. Causa algum transtorno quando a serviçal decide usar o cabo da vassourinha nas esquinas mais esconsas do patrão.       

 

O jogo da Professora

Que pode desembocar no jogo da Bibliotecária.

Convém que a mulher tenha um livrinho à mão enquanto o rapazinho faz os trabalhos de casa. Sempre vai rentabilizando o tempo. É o jogo preferido dos homens sem qualquer tipo de autoridade, mas que acreditam quotidianamente que trazem o rei na barriga. Por norma sofrem de pseudociese ou então a gravidez é ectópica.

É o jogo que permite com mais facilidade atribuir um castigo o que é visto com agrado sobretudo pelas docentes.

 

A Gaffe confessa que não é apreciadora destas brincadeiras. A única em que participou, já lá vão anos, mal se aproximava das enumeradas. Foi o jogo das escondidas. O rapaz propôs esconder-se todo nu num recanto qualquer e só aparecer quando a Gaffe o chamasse. A Gaffe aceitou.

O rapaz ainda lá está.  

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