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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe e o cibersexo

rabiscado pela Gaffe, em 15.05.15

ciber.jpgQual a relação estabelecida entre a Gaffe e o cibersexo?

A normal e sobretudo a possível.

Temos de estar sempre bem enquadradas e procurar não parecer demasiado desfocadas. Não há muitas hipóteses de variar a nossa posição frente à um MAC que não seja o prefixo do nome de um irlandês vivo, palpitante e musculado que nos arrebata, controla e sufoca, qual FMI romantizado.

Como se deve imaginar, há uma colorida panóplia de sexualidades que engloba os seus queridos heterossexuais, os seus fabulosos homossexuais, os seus flexíveis bissexuais - uns sortudos, já que estão abençoados com uma dupla chance de ir para a cama com alguém às Sextas-feiras à noite -, e mais que não se diz por ser verdade.

No entanto, fala-se pouco dos trissexuais que são os meninos e as meninas que gostam, também, de ter sexo com eles próprios. O cibersexo é uma variante mediatizada deste espaçoso nicho.

 

A Gaffe recomenda sempre cuidado com o teclado. Não há nada mais desagradável do que ver teclar onde o insert e o enter são apenas quadradinhos de plástico, arredondados nos vértices e muitos próximos do delete.

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A Gaffe e uma família feliz

rabiscado pela Gaffe, em 15.05.15

F. feliz.jpgSoube por linhas travessas, que são as melhores linhas para se saber tragédias caseiras sem nos obrigar a colocar um ar constrangido, que um casal que conhecia há bastante tempo se tinha separado. O menino, segundo apurei, não se comportou de forma correcta e nos últimos tempos viajava imenso. A menina, esperta, acabou por perceber qual o destino dessas ausências e atirou o menino pela janela juntamente com os dossiers das viagens.

 

Este modo de operar não é o mais conveniente. Há que ter algum discernimento nestas aproximações à ruptura.

Na empresa que ambos tinham, a minha amiga era, por motivos de engenharia financeira que sempre me causaram muita confusão, apenas uma funcionária, embora fosse totalmente dela o capital investido. No processo de separação o rapaz arrecadou a empresa e a minha amiga foi liminarmente despedida, com dois filhos a seu cargo e as despesas de manutenção suportadas pelo subsídio de desemprego.

O menino foi a correr choramingar para os braços que antes o acolheram durante este percurso.


Por princípio não tomo partido. Aprendi que a paleta de cores com que é pintada esta vidinha, nunca está bem definida. É, diga-se, uma mescla salpicada. No entanto, espanto-me quando percebo que, no meio desta trapalhada, quem tem o pincel, ao contrário do que se possa pensar, é a minha querida atraiçoada. Vasculhando com atenção os pormenores, acaba-se por descobrir que a rapariga tem uma conta bancária recheadíssima, embora calada, e que o marmanjo traidor continua como sempre foi: pindérico e pelintra. Casaram com separação de bens e foi só por ela ter depositado uma confiança absolutamente cegueta no homem, é que a empresa fugiu das mãos de quem devia.


É estranho ter de admitir que, neste Século de mulheres, ainda as há dominadas pelo savoir-faire da testosterona. A percentagem de raparigas, espertas como nós, a controlar as decisões mais básicas - em última análise, as cruciais -, é cada vez maior e é confrangedor saber que basta um anjo roto e ranhoso, de arco na mão e pila pequena, disparar uma seta de encontro ao nosso sucesso, para que nos caiam as cuequinhas ao chão e fiquemos tontas e confusas a ver passar navios.
Não podemos abrandar a vigilância e há que observar à lupa todo o movimento do parceiro. Não nos iludamos! A guerra só agora vai no adro.

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