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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe de Mariana Monteiro

rabiscado pela Gaffe, em 16.06.15

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 Protejam-se!

Anda à solta uma fashion adviser com um ar de madrasta da Branca de Neve, nariz adunco e conselhos assassinos, paga por uma marca de tintas para o cabelo - de composição duvidosa tendo em conta os resultados.

A senhora surge de fugida, amorosa e dedicada, a impingir uma mistela que transforma em arame farpado as nossas sedosas cabeleiras, ao lado das vítimas que de súbito ficam com uma peça de LEGO encaixada na cabeça.

A primeira vítima foi a delicada Sara Matos que se tingiu com borra de vinho tinto. A segunda é Mariana Monteiro.

Se Sara Matos, apesar de tudo, tem uma graciosidade capaz de nos distrair e desculpar as ameixas que esmagou na cabeça, Mariana Monteiro não tem ponta por onde se lhe pegue.

A moçoila não é boa actriz, embora provavelmente seja boa atrás. É uma petiza desengraçada que quando sai de um táxi não paga a bandeirada, porque o motorista jura que não transportou vivalma.

Mariana Monteiro esbarra-se loira, com um acessório que parece um cocó ressequido de um Grand Danois com cirrose. Um loiro baço, deslocado, vulgar, quase oxidado, oxigenado, queimado e duro que mantém todas as características do erro capilar de Sara Matos.

Ver a pobre moça a tentar baloiçar a carapaça que se lhe colou à cabeça, é causa de vergonha alheia. Ver surgir a moreníssima rapariga rematada com aquela peça de cimento com corantes tem o mesmo impacto que ver a idosa que depois de fazer xixi fica com a bainha da saia presa no cinto. Apetece remediar o acidente, mas falta-nos a coragem para lhe tocar.

 

A dúvida que sobrevém no caso de Sara Matos que nos surgia com um ar felicíssimo depois de esbardalhar o cabelo, aparece agora neste último desastre muito mais atenuada.

Sara Matos fornecia-nos duas hipóteses muito simples:                 

Seria naturalmente loira ou então uma artista excelente.

 

Sabemos que Mariana Monteiro não é boa actriz.

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A Gaffe relojoeira

rabiscado pela Gaffe, em 16.06.15

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Nos pulsos dos homens colocam-se algemas - em situações várias, algumas agradabilíssimas - e relógios.

Convém recordar que não é sustentável andar com o Big-Ben agarrado ao braço. Raros são os que necessitam de cronometrar uma modalidade olímpica e não é obrigatório que o aparelho dispare granadas ou entre em contacto com espiões industriais através de mecanismos complexos que implicam roldanas e rodinhas, botões e ponteirinhos.

As informações acerca do fuso horário que se troca podem ser pedidas amavelmente à comissária de bordo e continua a ser charmoso o modo vintage de acertar horários manualmente.

Portanto, meus queridos, esqueçam as maquinetas potentes, loiras, brilhantes e complexas dos empreiteiros dos Porches e usem e abusem da simplicidade temporal.

Espreitar as horas que passam não implica em simultâneo cronometrar o tempo que se leva a atravessar a rua. Se tiverem de ser atropelados, sê-lo-ão mais depressa se estiverem a tentar vislumbrar o ponteiro certo.

 

Foto - Rodney Smith

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