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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe mais dez condenados

rabiscado pela Gaffe, em 24.10.15

 

Agarrem-se, meninas!

 

A Gaffe decidiu enumerar dez tipos de homem que cedo ou tarde vão destroçar todos os nossos sonhos mais românticos.

De aparente inoquidade e fácil controlo, estes rapagões são explosivos colocados nos nossos corações, prontos a detonar a qualquer momento. Perante as ruínas que deixam acabamos a acreditar que a Duquesa de Alba é – ainda - uma possível candidata a Miss Universo. Os cacos que ficam são piores e não há cirurgião plástico que acuda às cicatrizes que nos deixam como recordações.  

 

A ordem é aleatória, porque a perigosidade é semelhante.

Meninas, agarrem nas armaduras ou nos camuflados, enfiem-se em tanques, submarinos, aviões e Jaguares, puxem das munições e saquem de armas brancas. Se nada disso encontrarem, usam as vossas pernas e os vossos jogos de cintura, valha-vos Deus!

 

Que a batalha comece:

O Confuso

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Não confundir com Confúcio – rapaz que não oferece risco. De uma inocência quase infantil, este rapagão é capaz de nos enganar nas mais pequenas coisas. Descobrimos que também nos mente nas maiores. Normalmente encontramo-lo nos lugares onde descobrimos a nossa lingerie desaparecida. Percebemos então, já vergadas pela dor, que lhe fica melhor a ele do que a nós.  

 

O Deprimido

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Rapaz com saudades da mãe que sempre lhe deu colo. Por norma inspira cuidados e chupeta, favorecendo o aparecimento da enfermeira que temos dentro e que não é propriamente aquela que desperta fantasias com um ligeiro travo erótico. As meias brancas são sintoma da maleita e se nos aparecer sempre de cuecas, o caso é de fácil diagnóstico. Os grandes deprimidos deixam-nas nos nossos corações, normalmente já usadas.

 

O Fantasioso

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Faz-nos acreditar que somos princesas encantadas. Esquecemos depressa que se assim o pensam é apenas por narcisismo. Não admitem ter um caso externo aos seus círculos nobiliárquicos, embora pouco reais. Usam e abusam das nossas fantasias em proveito próprio, fazendo com que acreditemos que somo nós que os manipulamos ou que assim quisemos.

Encontram-se facilmente na Disney a fazer de príncipes.  

 

O Religioso

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Este tipo de rapagão é useiro e vezeiro em nos fazer acreditar que somos míseras pecadoras perante a luminosidade impoluta da preclara rectidão da sua vida. o pecado mora sempre do outro lado da cama, aquele onde nos deitamos. Ao contrário do que seria de esperar, somos sempre nós que acabamos a rezar.

 

O Queixinhas

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Tem doi-dói em todo o lado e choraminga. Nada cura a sua dorzinha de cabeça. A canja de galinha, ninguém a faz tão bem como a mamã e o supositório faz arder o mimoso rabinho agasalhado. Ideal para, nos dias mais febris, ser tratado pela mãe que, segundo diz, coze a porcaria da bicha melhor do que ninguém. Não nos deixa ligaduras quando se recompõe para ajudar a sarar o nosso coração ferido.

 

O Desleixado

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Facilmente se confunde com o distraído ou com o descuidado, mas este caso entra directo no domínio da patologia.

Não só perde a noção das horas e do espaço, ou do que traz vestido, como também da nossa existência. Não é por idiotice que não repara que viemos do cabeleireiro e não é por indiferença que ignora a novíssima Louis Vuitton que trazemos no braço. É apenas porque estão a passar desenhos animados na TV e o rapaz não é capaz de se focar em mais do que em metade de uma coisa. Vai desconhecer que nos destroçou o coração, apenas porque nunca soube que ele existia.

 

O Limpinho

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Obcecado. Fanático. Obstinado. A limpeza é um Universo a descobrir de luvas de borracha. Odeia partículas de pó, mesmo as que o primo sacana fornece às escondidas. Passa horas de esfregona em punho e detergente ao lado a desinfectar a vida e a polir o tempo. Tão ocupado anda em tais limpezas que se esquece que no cérebro tem teias de aranha. Costuma deixar-nos, no entanto, o lixo à porta.

 

O Sacana

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Como o nome indica, normalmente saca as Anas, mas não exclui as outras. Todas são areia para o seu camião. Uma espécie de predador dos subúrbios do cavalheirismo, acredita que uma mulher é sempre manipulável se for usado o seu desprendimento de quem sabe e de quem já viveu muito. Por experiência nossa, morre cedo.

  

O Mecânico

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Nunca está connosco. Dorme e sonha com motos, carros, barcos e toda a parafernália que inclua parafusos e porcas, macacos e feros de soldar. Mesmo nuas corremos o risco de nos confundir com a motorizada do amigo que acaba por nos apetecer experimentar. Ao contrário do que se pensa, nem sempre têm coisas grandes no meio das pernas. Às vezes andam de triciclo. Quando escapam, deixam-nos sempre um cheiro a óleo queimado.

 

O Morto

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Por motivos óbvios.

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