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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe de opereta

rabiscado pela Gaffe, em 28.01.16

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Reconheço que me afecta a prevista alteração do meu viver. O meu regresso a Paris - por birra ou mimo -, invocando o desconforto das obras por concluir, desgasta-me a solar luminosidade dos acordes dos meus dias e começa a provocar em mim a sensação de mergulho nas mais internas catacumbas da alma. Sinto-me a escorregar para dentro, como se o chão do meu sentir fosse de vidro ou gelo e o mover da minha vida um trôpego e incipiente patinador sem o deslumbre das melodias que o rodopiam.

 

Desço amiúde as escadas do sentir-me e não encontro no último degrau ninguém, a não ser eu, espectral, à espera. Em mim, cá dentro, há uma partitura de ópera com fantasma e no barroco corredor que desce, uma mulher que não sabe o que é crescer, porque saber e querer não vivem juntos.

 

Desço e diminuo, como se a descida alargasse o muro, reconstruísse a pauta, fazendo do que tomba apenas um corpúsculo, minúscula colcheia que se perdeu no ritmo.

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Gavetas:

A Gaffe dúbia

rabiscado pela Gaffe, em 28.01.16

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A Gaffe ouve condenar as mulheres que têm duas caras.

Um disparate!

Não há nada errado em termos duas caras, desde que uma delas seja desumanamente bela.

 

Na foto - Leni Riefenstahl, 1998

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