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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe expressa

rabiscado pela Gaffe, em 23.05.16

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A Gaffe sempre pensou que o Twitter é um passarinho que permite, para além do piar incipiente de muitos, que alguns esbardalhem em pouco tempo e em pouquíssimas notas o que de mais mimoso e engraçado existe no esconso das suas caves bolorentas.  

 

Andava esta rapariga a saltitar pelo bosque quando ouve o pio súbito de Filipe Santos Costa, douto jornalista do Expresso.

Filipe Santos Costa decidiu mostrar que é também um rapazinho que gosta de piadolas musicais e do seu ninho, a propósito de Adam Lambert, vocalista dos Queen, esbanja:

 

Já percebi. O casting para este vocalista dos "Queen" (com aspas, perceberam?) foi super exigente. Dizia: tem de ser bicha.

Filipe Santos Costa

 

Tão engraçado, tão fresco, tão inteligente, não é?

 

A Gaffe confessa que não gosta de Adam Lambert a tentar reproduzir o que se ouviu na voz de um insuperável ícone, mas também não gostou dos Gift a escancarar todas as vogais de Gaivota,outrora cantada magistralmente por Amália, e reconhece que afinal os milagres demoram mais tempo a acontecer do que os impossíveis, mas esta pobre rapariga não tem o maravilhoso sentido de humor de Filipe Santos Costa e não é capaz de construir piadas em que se enclausura a vida num preconceito.  

 

Mais adiante, Filipe Santos Costa volta a mostrar que não é de todo um rapazola incapaz de jogos semânticos inteligentes e volta a encantar:

 

(…) Wembley foi no tempo da outra senhora - respondendo a uma deixa de um senhor que a Gaffe se abstém de referir, porque sempre achou que fazemos duo com quem merecemos - um faz dueto com Caballé, em Barcelona, Filipe Santos Costa com o cavalheiro, no Twitter.  

 

Neste instante, a Gaffe confessa que decidiu ouvir Freddie Mercury.

 

Love of My Life, I Want to Break Free, The Show Must Go On, A King of Magic, The Great Pretender, We Are the Champions, Bohemian Rhapsody, Somebody to Love e outras, muitas mais, que pertencem ao acervo da música maior que é capaz de saltar mantendo-se impune e brilhante de geração em geração.

 

Depois, tentou ver Freddie Mercury a interpretá-las.

 

Viu siderada quão longe está este brutal e soberbo bicho que magnetiza e galvaniza multidões imensas do insidioso e ambiguamente medíocre comentário de um jornalista do Expresso!

 

A pedrinha solta a tentar roer os pés do Everest.       

 

É evidente que a liberdade de expressão permite estas gracinhas irresponsavelmente idiotas, mas se as fazemos quando tentamos em simultâneo veicular uma imagem de seriedade e credibilidade noutro lado, arriscamo-nos, como disso é exemplo Filipe Santos Costa, a ter de calar definitivamente o passarito.   

 

Já que se fala de música, e para arejar, esquecendo definitivamente este inconveniente, convém ouvir logo que possível Salvador Sobral - irmão, com muitíssimo mais talento e muito menos fanhoso, de Luísa com o mesmo sobrenome - sobretudo o Nem Eu de Dorival Caymme. Encontram-no para já aqui.

 

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