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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe cronista social

rabiscado pela Gaffe, em 05.09.16

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A Gaffe não resistiu e espreitou, seguindo links por aí fora, os chamados cronistas sociais portugueses.

Há bastante mais do seria de esperar, mas todos enfiadinhos no formigueiro dos acéfalos - nicho a que a Gaffe pertence por afinidade.

 

Depois de ter lido umas balelas no primeiro, a Gaffe decidiu investigar os outros. Tudo muito científico.
Nunca se espantou tanto. Nunca na sua vida inteira pensou encontrar gente tão microscópica.
As coisas que a Gaffe leu, impossíveis de transcrever - mas até lisonjeiras, porque a fazem acreditar que há por aí gente bem pior do que ela, - levam-na a pensar que dentro daquilo o José Castelo-Branco consegue ser uma criatura engraçada e capaz de aguentar o boneco que criou com algum sentido de humor e mesmo uma dose de inteligência significativa.


A pobreza circular deste universo é angustiante e esmaga qualquer hipótese de arrancar dali a mais ínfima partícula de bom senso e de bom-tom.
Não são para lamentar. Ultrapassam o limite que a mais básica das inteligências traçou para o lamento e para a piedade. A Gaffe nem sabe se é possível deixá-los ali, a espernear colados aos trilhos ranhosos que acabam por criar ou se nestes casos é aconselhável a condenação imediata e envio dos tipos para uma prisão mexicana repleta de marmanjos trogloditas obcecados e com vícios bestiais, por crimes de lesa-inteligência.


O que lhe causou o maior espanto, daqueles que fazem uma rapariga abrir a boca e pensar que nunca mais a vai poder fechar, foi o facto de todos, mas todos, se levarem a sério; de todos acreditarem piamente que existem; de todos pensarem que aquilo tem ponta por onde se pegar.

A Gaffe não devia  - não devia mesmo, - mas de quando em vez fica palerma e vai por aí fora sem nenhum juízo. Acaba a marcar passo e a coscuvilhar porcaria com a sensação de que se vai transformar em côdea. Para além do colchão, deve ter uma costelinha masoquista a puxar para baixo.


Depois, é claro, quando mexemos em lixo açucarado não nos podemos queixar que as moscas picam ou que as formigas invadiram o nosso rodapé.

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A Gaffe rosa-real

rabiscado pela Gaffe, em 05.09.16

Depois de hesitar muito em falar nisto, a Gaffe pensou que se se preocupa com o material com que faz estes posts, acaba desinteressada e a alterar o objectivo com que esta coisa foi criada.
Sendo assim, vai voltar à carga e a dizer tralha sem qualquer intuito sério, para vergonha dos intelectos brilhantes e indignação geral.

 

Comecemos pelo cor-de-rosa.
A Gaffe tem de dar o braço a torcer:
a Rainha Letízia saiu melhor do que a encomenda e do que era previsto.

Verdade.

A mulher usa tudo o que aprendeu enquanto rodava e tornou-se exemplar. A rapariga é realmente muito elegante. Tem bom gosto, é muito bem aconselhada e agrada à maioria dos espanhóis que já sentem saudades de Sofia.

Compreende-se perfeitamente que se considerem bem representados por uma mulher que se pode aproximar com facilidade, pelo porte e pela elegância, de Grace Kelly ou rivalizar com a princesa que foi contra um poste aqui há uns bons anitos. Escolhe suficientemente bem os criadores que veste e mostra-se muito reservada.

O problema é que tem tendência a exagerar. Numa recepção qualquer ao lado do pasado Cavaco, Letízia, toda sentadinha, toda compostinha, toda sapatinhos, não cruzou a perninha - o que só lhe fica bem e prova que sabe que não deve cruzar a coxinha em frente dos mortos, - e permaneceu caladinha e toda chic, mas os pezinhos ficaram em pontas.

Voilà!

Em pontas, como se a moçoila fosse uma bailarina debutante. Esbardalhou tudo. Aquela pose denunciou o plano e demonstrou que a rapariga é esperta mas que força os espartilhos até as fitas começarem a doer.

Se a Sua Alteza aguentar a pressão e a pose, com o tempo aquilo corrige-se e ainda a vamos ver deslumbrar a espanholada toda e a reposicionar a monarquia. Até os republicanos se deixam influenciar por imagens deste calibre e não se conseguem separar totalmente duma mulher que devagarinho vai encarnando as mais inconscientes fantasias reais: elegância, discrição, charme e sedução. 

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