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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe sem brilhos

rabiscado pela Gaffe, em 28.12.16

 

Segundo os especialistas em neuromarketing - eu sei, há profissões sinistras -, com a concordância de neurocientistas de renome e muito sumariamente dito pela Gaffe, os diamantes são realmente os melhores amigos das mulheres.


Não é necessária a parangona publicitária dos primeiros, nem a comprovação científica dos segundos. Uma rapariga que prefere um deslumbrante ramos de flores a uma gargantilha de brilhos preciosos, ou não é, de todo, esperta, ou está definitiva e irremediavelmente apaixonada - o que em muitos casos é redundância.


O brilho desperta regiões cerebrais que impulsionam o consumo.


Subornamos, traímos, mordemos, sacrificamos e lancetamos o coração de quem quer que se aproxime dos brilhos afiados e ofuscantes que vemos, quase cegas, a cegar-nos.
Compramos mais, se encandeadas.


Creio que o mesmo acontece com os masculinos carros a que a testosterona junta uma parafernália de luzes.

 

Por isso, seguida devidamente pelo neuromarketing e pela neurociência - sou um rapariga de boas companhias -, declaro oficialmente de uma pobreza incomensurável e sério contributo para o agravamento da crise, as ruas do Natal 2016, paupérrimas de brilhos de milhares de luzinhas pirosas e pindéricas a tremeluzir, a cintilar e a luciluzir, em cima da nossa apagada esperança já sem fio nem tomada.   

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Gavetas:

A Gaffe com Fawas

rabiscado pela Gaffe, em 28.12.16

Fadi Fawaz.jpg

 

Dando razão aos seus anónimos que a consideram uma criatura fria, distante, vil, má, cruel, cínica e sempre pronta a esmagar os pobrezinhos, a Gaffe vai parecer uma cabra insensível, mas considera que um bocadinho de pragmatismo não vai acrescentar muitos mais adjectivos ao rol de vitupérios com que é brindada de quando em vez.

 

Admite que o talentoso George Michael nunca a fez choramingar. Nunca o rapagão foi banda sonora dos seus desgostos e tristezas, das suas melancólicas prostrações amorosas, nem a fez pinchar nos momentos mais histéricos salpicados pelo brilho dos espelhos, embora tenha de confessar que, já maduro e com uma imagem de carismático navio couraçado, tenha tido sobre esta rapariga tonta um apelo que não dista muito do sexual.

 

A Gaffe gosta dos duetos com Aretha Franklin e com Elton John, da vibrante e emotiva homenagem a Freddy Mercury e de alguns trechos de Faith e de muitos de Listen Without Prejudice, mas nada que não a deixe dormir em silêncio.

 

Tal como o Senhor Marquês, a Gaffe – também de muito boas famílias -, adopta a célebre parangona enterrar os mortos e tratar dos vivos.

 

É sobre um vivo muito específico que a Gaffe gostaria muito de se debruçar.

Fadi Fawas.

 Indiscutivelmente, e mesmo ao longe, o melhor dueto de George Michaeal.

 

Não adianta, raparigas, desatarem a carpir o escândalo que é esta referência indecente a um viúvo tão recente, porque todas, mas TODAS, perante um portento destes, no aconchego dos lacinhos da lingerie mais ténue, muito reservada, muito escondidinha nos escombros do desgosto, pensaram que este belíssimo animal é capaz de provocar paragens de toda a espécie - incluindo as de autocarros -, acelerar desastres e provocar todas as pequenas mortes que quiser, que nos deixamos.

 

Para grande tristeza nossa - seria caso para dizer, se fossemos grosseiras, que temos Fawas sem chouriço -, este vivo prova-nos apenas que George Michael foi, para além de tudo o que de bom dele dizem - e provavelmente com razão -, um brutamontes com um cabelo muitíssimo bem tratado.           

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