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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe incumbida

rabiscado pela Gaffe, em 10.02.17

A Gaffe foi incumbida de questionar os amigos do Gui.

Como menina obediente, a Gaffe deixou as questões que o rapazito queria muito que fossem respondidas e os votantes tiveram o fim-de-semana para o fazer.

 

Surpreendemente consideraram que valia a pena não se esqueceram de colaborar com o Gui, que vos agradece e apresenta o quadro que foi obtido.

 

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Notita - onde se lê, Sei na última questão, deve ler-se Se. Era só para ver se estavam atentos... 

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Gavetas:

A Gaffe labial

rabiscado pela Gaffe, em 10.02.17

A Gaffe traz-vos uma novidade!

 

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Reconhecido, pelas instâncias do mais superior que há, o seu irrepreensível gosto, a Gaffe surge na Baton palrando comme d’habitude acerca do amor.

  

Não há nada como trazer na carteira uma boa revista.

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O desporto

rabiscado pela Gaffe, em 10.02.17

Eu gosto muito de desporto e até vejo na televisão os Jogos Olímpicos que nasceram na praia do Meco no mês de Agosto. As pessoas andavam todas nuas a jogar à macaca e à bola depois aquilo foi evoluindo. Desde que entrou o Nelson Évora os jogadores tiveram de se vestir porque não dava jeito nenhum ao Nelson Évora andar a saltar com a pila de fora já que nunca batia recordes porque quando ele caía na areia a pila ficava sempre muito lá atrás. Os outros ficavam muito deprimidos e depois tinham de beber umas coisas que saíam na urina que é uma atleta russa que não é portuguesa como o Nelson Évora que é filho de uma senhora assim para o feio mas muito bonita no interior que cantava sôdade sôdade matacumba ô lé lé que significa saudade saudade matacumba-ô-lé-lé em língua morna que é uma língua falada pelo mornões que vem do país dos mormons que são uma tribo americana que vive mesmo ao lado dos índios das conservas. No desporto só não gosto muito dos comentadores como o senhor detective Quintino Aires que a minha prima conheceu  na quinta do Mocho que é uma quinta lá para os lados de Santarém onde o senhor detective Quintino Aires diz que foi comentar uma coisa muito grave. A minha prima Idalina viu uma senhora loira muito aflita e diz que aposta o cu em como aquilo tinha a ver com pretos mas não podemos confiar na minha prima Idalina porque ela gosta muito de perder coisas destas e ainda por cima não costuma andar por aqueles lados porque diz que há muito pó. Ela é alérgica ao pó desde o dia em que lavou os dentes com pó de talco que vinha nuns pacotinhos que lhe deu um senhor em troca de uma aposta que ela fez e que também perdeu. Também é alérgica aos iogurtes que dão volta à barriga da dona Fátima Lopes. Diz que basta o cheiro para ela sentir o Obikwelu nos intestinos o que até nem era mau porque o Obikwelu é um corredor muito bonito no interior. O meu primo Zeca até jura que não era o senhor Quintino Aires e que era mas é senhor doutor que já foi freira e sacristão e que se chama Eduardo Sá que tem uma grande bondade e um cabelo de muito bonito no  interior e fala com a voz que a Nossa Senhora de Fátima usou quando falou com os pastorinhos mas sentado numa cadeira porque agora não se usam árvores que a Amazónia diz que está fechada por causa da neve. A Amazónia não é como os Jogos Olímpicos que abrem também aos Domingos como a EuroDisney que é onde os atletas portugueses ficam porque a camioneta que os leva pára em S. Mamede Santa Apolónia Santarém para comer bifanas e só depois arranca para a China para ver o Mickey que é uma ratazana muito bonita no interior mas muito confundida com o José Rodrigues dos Santos que anda na Geórgia que vem do latim Jorgius Gabriel. Aqui na terra o senhor José Rodrigues dos Santos não tem oportunidade de usar os coletes com bolsos de chapa e de dizer que não vê muitos tanques a retirar mas que isso pode ser só impressão dele. A minha professora que acha que o José Rodrigues dos Santos devia ir também aos Jogos Olímpicos porque quando alguém dá um salto que a senhora professora diz que vem do latim traqus no meio da guerra o senhor José Rodrigues dos Santos arranca logo a medalha de ouro na corrida de fundo o que nem é verdade porque os russos e até alguns morenos não fazem muito barulho porque não gostam de assustar os atletas portugueses. Eu gosto muito de desporto.

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A Gaffe da Frederica

rabiscado pela Gaffe, em 10.02.17

Fredrica

 

A Gaffe, num dos seus momentos menos conseguidos, decidiu parecer imbecil e examinar a mais cintilante polémica em torna de Cristina Ferreira, para se certificar que não a considera sem razão válida o protótipo da parola esperta que enriqueceu de repente.

 

Deu início a tarefa folheando os blogues de referência e que se debruçam sobre o assunto e estancou no primeiro que passou pelo seu monitor.

 

A amorosíssima Vanessa Martins mostra toda a sua mimosa indignação e bate com os pezinhos no chão perante o carrossel que não abranda movido pela perseguição invejosa que fazem à apresentadora que odeia ser vista e sobretudo ouvida.

A Gaffe tem de admitir que concorda com a irritadíssima Vanessa. Diz-nos num lamento revoltado esta rapariga inteligente que na sua vida profissional há pessoas que questionam como ganha dinheiro com um blogue e acrescenta, sábia, que existem pessoas que só querem saber da vida dos outros. A talentosa Vanessa sente também que as pessoas estão mais ocupadas com a vida dos outros do que com a sua própria vida.

 

Queixumes e revelações que arrancaram à Gaffe, revista nestes pungentes lamentos, uma ou duas lágrimas de solidariedade.

 

Não interessa compreender que é exactamente por causa destas malfadas características do povo que a Vanessa ganha dinheiro com o blogue - segundo as suas belas e expressivas palavras. Não interessa descobrir que a doce menina esbardalha por todo o lado, canto e esquina, pormenores ilustrados da sua vida amorosa que permitem escacar na praça pública o que a rapariga faz em privado - sinto isso na minha vida amorosa, ou seja, faz de conta que sente os cacos do olhar do populacho a picar as fitas e fotografias do seu casamento a cavalgar por todas as redes sociais. Sofre, porque é inocente, porque apenas gosta de viver e partilhar, porque sabe montar o touro da vida e mostrar como é capaz de equilíbrios, porque é feliz e ganha uns trocos com os pequenos nadas do seu quotidiano que publica incessantemente apenas para mostrar ao mundo como é uma menina boa, alegre e não para se expor como carne num talho, mesmo correndo o risco de depois ficar zangadita por perceber que as pessoas não davam nada pelo seu namoro - vingou-se destes abutres, porque entretanto se casou quando ninguém acreditava. Não é preciso fazer notar que o marido é nada mais do que um rapaz muito cerebral de músculos inflacionados que participou, espalhando sofisticação, discrição, charme e discernimento, criando inúmeros momentos de raro raciocínio capaz de ser apenas entendido por Eduardo Lourenço, nas várias edições do Big Brother, que é como sabemos um programa de entretenimento onde a privacidade pugna por se fazer notar.

 

Isso agora não interessa nada.

 

Ilustração - Joachim Barrum

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