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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe de Dijsselbloem

rabiscado pela Gaffe, em 22.03.17

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A Gaffe não fica irritada com o eurodeputado polaco que acredita que as mulheres são menos inteligentes e mais fracas se comparadas com homens, devendo ganhar menos por isso. O senhor polaco é a prova viva do que foi ouvido. Um homem que é capaz de afiançar e abalizar esta corrente de pensamento, muito mais activa do que se pode aferir, não é nada parvo, nada imbecil, não é nada velho e demonstra ser capaz de raciocínios que apenas ombreiam com o seu corpo musculado vigoroso, forte, dominador e imponente.

A Gaffe abençoa o eurodeputado polaco, porque é ele que iliba e eleva ao cume da genialidade a mulher mais imbecil que consigamos encontrar.

 

Com Jeroen Dijsselbloem a Gaffe tem de admitir que ficou amuada e aconselha-o a ler este maravilhoso pedacinho de ironia. 

 

O menino holandês que usa fatinhos apertadinhos, que deixam o rabinho redondinho a espreitar, que usa uns óculos muito hipster pousados no rosto redondinho e encaracoladito e que se ajoelha para ouvir o dono, mostrou que  sabe como os países do Sul da Europa são canalhas, bebedolas, mulherengos e pedinchões a viver da disponibilidade caridosa do Norte europeu.

 

Uns safados.

 

A Gaffe considera que Dijsselbloem devia levar tautau no rabinho - não com muita força, vá! - com uma chibata empunhada por um casal vestido de látex, com mascarilhas de Zorro, tacões agulha - os dois -, mamilos apertados por molas de estendal e portugueses - não há nada como um casal de bons, velhos e divertidos portugueses bêbados para compor esta imagem -, depois de ser sodomizado com as tampas das canetas com que falsificou o currículo - embora o menino já tenha experienciado coisa pior, tendo em conta o resultado das eleições holandesas.

 

Dijsselbloem esqueceu o futebol e os milagres.

Imperdoável.

Mulheres, copos, bola e milagres. Eis como caracterizar correctamente os países do Sul da Europa.

 

Os dois meninos europeus, mesmo provenientes de países diametralmente opostos, são encarnações da Europa a duas velocidades que converge num ponto demasiado perigoso para ser encarado como um pormenor de somenos importância:

 

O preconceito.

 

É este um dos alfinetes cravados na pele frágil da União e um dos que vai sangrando devagar e sem se dar conta a tão desejada e publicitada coesão europeia, permitindo equacionar uma Europa retalhada em dois territórios. A região-desenrasca e demarcada dos pobres chico-espertos e a região benemérita dos ricos sacrificados que fazem crer à primeira que é bêbada e frequenta prostíbulos, exactamente da mesma forma como a fez acreditar que vivia acima das suas possibilidades. Repetindo até entranhar o que lhe é conveniente e o que permite salvar potentados financeiros do colapso trafulha.

 

O menino polaco e o menino holandês podem unir trapinhos. Afinal, pensam da mesma forma e só se estraga esta europa.

 

Ilustração - Gerhard Haderer

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