Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe anacrónica

rabiscado pela Gaffe, em 05.02.14

Não é de todo recente, mas a linha RRL de Raph Lauren, porposta para a Primavera/Verão de 2012, acaba por se tornar uma referência perene.

Não há nenhuma rapariga esperta capaz de resistir ao travo vintage recriado próximo do trabalho de Disfarmer.

Há momentos encantatórios que ficam presos na memória do bom gosto e que marcam qualquer estação, próxima ou longínqua, fazendo com que as nossas escolhas se pautem por uma intemporal qualidade.

(mais!) )

 

 photo man_zps989a72a6.png

Autoria e outros dados (tags, etc)

A Gaffe quase metonímica

rabiscado pela Gaffe, em 05.01.14
Não constitui qualquer problema perceber que são as mulheres que, directa ou indirectamente, constroem uma grife.

Problema é quando reconhecemos que são apenas as grifes que constroem uma mulher.

(Charis Tsevis)

 photo man_zps989a72a6.png

Autoria e outros dados (tags, etc)

A Gaffe etiquetada

rabiscado pela Gaffe, em 09.12.13
.

Sou fútil e superficial, talvez possa roçar o ofensivo, sou fascinada por brilhos de diamante e gosto, maliciosamente, do passear do discreto perfume da mais discreta e poderosa burguesia.

Assumo!
No entanto, tenho álibi, tenho redenção, tenho justificativa.
Nunca reclamei para mim o esplendor subtil que algumas conseguem dispersar num bater de asas com travo de indiferença.
Gosto apenas de as ver surgir envoltas no mais perfeito allure, no mais insuperável aroma do luxo e da opulência.
Gosto de as ver usar as sedas límpidas de Armani, os discretos cortes de Cerruti, as extravagantemente simples pulseiras de Chanel, os precipícios Prada, os levemente tontos lenços de Hermès, o charme dos padrões de Valentino, as tolices de Moschino, a sensatez de Saint-Laurent, o poder avassalador de Balenciaga e o charme infantil de Dior.
Todas mulheres deviam ter o melhor de tudo e não há sombra de pecado quando descubro que o melhor de tudo, o mais perfeito, o mais cuidado, o mais sedutor, o timbre e o selo da perfeição absoluta, está invariavelmente cravado com insuperável esmero na etiqueta, junto do nome daqueles que a criaram.
Estou absolutamente livre e limpa. Sem réstia de servil e canina escravidão a conceitos e publicitários truques, sem nenhuma ligação a imagens estereotipadas de gentes que são gente apenas porque são glamour e luxo misturado e embrulhado em capa de revista.
Se creio que uma mulher merece estar vestida por Cerruti e perfumada por Cartier, é só porque estou certa de que nada, mas absolutamente nada, mas rigorosamente nada menos do que isso, lhe poderá tocar a pele.
Para as mulheres nasceram costureiros e foram inventados os perfumes.


Depois é sempre irresistível, fatal e atraente o contraste que com elas os homens fazem sempre.  

 photo man_zps989a72a6.png

Autoria e outros dados (tags, etc)

Gavetas:

A Gaffe étnica

rabiscado pela Gaffe, em 10.07.13

 

David Agbodji - Missoni (Primavera/Verão 2014)

Rodrigo Somalia - Missoni (Primavera/Verão 2014)

O calor que tem desabado sobre a Gaffe, descasca-lhe o cérebro dando origem a uma espécie pindérica de fuga de opiniões sobre matérias que desconhece de modo constrangedor.

Brisa aqui, brisa acolá, a Gaffe recupera o controlo e, numa reviravolta com uma certa falta de consistência, recupera os sentidos.

Na linha acalorada que se experimenta, esta rapariga esperta lança o seu olhar mais étnico a Missoni e fica encantada com o que lhe depara. A escolha dos modelos é sugestiva e esclarece os espectadores mais lerdos que não entendem que a inspiração chega da Mãe África. Esta preocupação é comovedora e revela o carinho do criador por aqueles que na primeira fila do desfile não distinguem um boi de um gnu e que confundem imensas vezes as riscas daqueles burrinhos giríssimos africanos com as zebras nas estradas e que tropeçam vastas vezes na orografia dos terrenos. 

A proposta étnica permanece em todas as colecções e em todos os anos, sendo transversal a quase todos os criadores. Não é necessariamente uma inspiração com raiz africana, mas convém que a selecção de modelos seja interracial de modo a libertar o espectador, logo no primeiro instante, do esforço que o leva a descodificar o sentido e a fonte daquilo que vê.

Missoni é fantástico! Unindo uma assumida urbanidade a pormenores oriundos de paragens menos urbanas e padrões riscados e tribais, consegue imagens belíssimas de homens com capacidade de fazer sonhar em NY com extensas e tórridas paisagens africanas. 

 photo man_zps989a72a6.png

Autoria e outros dados (tags, etc)

A Gaffe arquitectónica

rabiscado pela Gaffe, em 29.12.12

(Vogue, Outubro, 2012 – fotografia de Craig McDean)

Diz-me um amigo que a arquitectura é também, e sobretudo, uma forma de interagir com o ambiente, sem o ferir ou conspurcar.

Acredito, até porque o rapaz é genial em todas as interacções que se lhe deparam.

Cingindo-me a este conceito, encontro a surpresa de perceber que, por vezes, existe uma subtil relação entre o vestuário e o envolvente e que vestir pode consubstanciar um acto quase arquitectónico.

Daí se arriscar concluir que as formas que a Vogue publicitou, já em 2012, sugerem quase de imediato a obra circular, arredondada ou esférica, bojuda e inspiradamente feminina de Oscar Niemeyer, obedecendo desta forma aos conceitos que orientaram, neste caso específico, o talento do genial construtor de cidades.   

A geometria das peças, já patente na colecção Hermès 2013, passa pela escolha criteriosa dos estampados minimais, puros, recorrendo a cores planas delimitadas por fronteiras rígidas, rigorosos nas linhas que os limitam, quase matemáticos, passando pela imagem límpida, nítida e polida, quase traçada a esquadro, régua e compasso de cada modelo que desfila, até aos cortes quase cirúrgicos das peças que se expõem.

A visão oriunda do conceito de arquitectura como interacção com o envolvente, torna-se patente nestes projectos de moda, incluindo cada peça numa determinada rede, sobretudo urbana, pensada e estruturada para complementar os seus usurários, inserindo-os no diálogo constante, imediato e harmonioso, com o circundante.

Existe uma clara tendência para aproximar o que se veste das formas que se habitam.

Vestir é habitar, é dar forma e corpo a determinado objecto, permitindo que esse mesmo objecto esteja em sintonia com o que o envolve e que, em simultâneo, forneça ao inquilino o conforto de uma arquitectura e de um design de excelência.

 photo man_zps989a72a6.png

Autoria e outros dados (tags, etc)

A Gaffe de colorido brilhante

rabiscado pela Gaffe, em 02.07.12

Para que uma rapariga não se perca no princípio, foi cortada a cabeça a este pobre rapaz, embora, neste caso particular, termos ficado com material de sobra para perdermos a nossa.

Sei de fonte segura que as texturas com brilho serão, em 2013, uma epidemia e suspeito que as soluções encontradas para obedecer a esta premissa (fashion victims em alerta vermelho) não serão convincentes e me deixarão afogada de espanto.

No entanto, não posso deixar passar incólume a proposta de Dolce & Gabanna que une o útil ao extraordinariamente agradável neste exemplar onde a profusão de cor estonteante é realçada pelo brilho do tecido tecno.

Não acredito que possa ser usado por cavalheiros discretos, conservadores e com a propensão para abandonar o ginásio logo à primeira gota de suor, mas penso que não é descabido esperar que a cabeça que cortamos, mesmo por ginasticar, se apensa a um corpo similar ao que nos é dado como exemplo, possa arriscar invadir a nossa praia, enfiado, justo, numa proposta brilhante.

 photo man_zps989a72a6.png

Autoria e outros dados (tags, etc)

A Gaffe a preto e branco

rabiscado pela Gaffe, em 10.06.12
.
.

Uma silhueta absolutamente feminina, etérea, com uma fragilidade principesca, envolvida por padrões quase trompe-l'oeil, marcados pela presença constante do preto e branco que disputam a primazia da figura/fundo tão debatida pelos designers e pela estética da Arte, é proposta de Oscar de la Renta para 2013.

Um certo allure Lolita, que jamais passará indiferente, para sedução imediata de todos os Nabokov.

 photo man_zps989a72a6.png

Autoria e outros dados (tags, etc)

A Gaffe arquitecta

rabiscado pela Gaffe, em 07.06.12

É curioso verificar que a maior parte das Casas que chamam a si a eventual responsabilidade de recriarem, alterarem, metamorfosearem, reinventarem o modo como nós, criaturas ínfimas, nos podemos (ou devemos?) vestir em cada estação, gare ou aeroporto, originando poderosos tsunamis no desgraçado, psicótico e neurótico fashion victim, impedindo-lhe o repouso da nudez, estão sediadas em edifícios antiquíssimos, conservadores, de traça arquitectónica passível de classificar e consultar nos arquivos e nas gavetas nas história.

Como se houvesse a necessidade do símbolo e do capital proveniente do passado cultural para suportar e fornecer credibilidade às, muitas vezes, tontas futilidades do presente. 

 

.

.

 photo man_zps989a72a6.png

Autoria e outros dados (tags, etc)

A Gaffe invejosa

rabiscado pela Gaffe, em 02.06.12

Minhas caras, esta rapariga com ar esperto é Hanneli.

Não adianta reconhecermos que nos é indiferente saber-lhe o nome, porque acreditamos que a pequena não se importa. O que realmente interessa neste caso de feminina elegância é distinguirmos com alguma exactidão (não somos exageradas nestes casos de inveja viperina) o que a faz indiscutivelmente fabulosa.

Pesquisando (não muito, porque a imagem vinha legendada), sabemos que o casaco e a camisa são Acne, os sapatos e os brincos Miu Miu e a carteira é Valentino.

Hanneli foi fotografada em Paris.

Não compreendemos, depois de sabermos tudo isto, a fúria assassina que nos acaba de trepar pela coluna e alagar o cérebro.

 photo man_zps989a72a6.png

Autoria e outros dados (tags, etc)

Gavetas:

A Gaffe preocupada

rabiscado pela Gaffe, em 30.05.12

(Clarence Hailey fotografado por Leonard McCombe)

Fico preocupada quando referem a minha falta de clareza. Sou uma rapariga que se incomoda com estes pequenos percalços.

Quando o amabilíssimo Vic declarou, educadíssimo, que não fui explícita aquando da referência à imagem aventureira da Marlboro, tive de injectar um analgésico e engolir um relaxante muscular.

Odeio não ser precisa.

Meu querido amigo, eu sei (e não sei se lamento saber tamanha inutilidade) o nome do cow-boy, fotografado para a Marlboro por Leonard McCombe em 1955! Clarence Hailey foi uma das primeiras imagens da marca. Guardo nos meus pobres e desalinhados papéis a foto do rude, carrancudo, hirsuto e belíssimo fumador que ajudou a tornar definitivamente másculo um certo trejeito feminino que estaria apenso à Marlboro.

Este texano esteve seguramente na origem de uma imagética muito própria de determinado tipo de homem, capaz de se aventurar a montar um animal, grande, normalmente preto, com chifres aguçados e que costuma dar coices e pinotes quando sente que está a ser tratado como se tivesse no dorso o FMI.

Anexo a esta masculinidade, a esta testosterona desenfreada, estão peças com um certo sabor vintage, actualizadas pelos novíssimos materiais e novas formas, que são tratados para se pensarem surgidos de tempos idos e mais destemidos. Pontuam os linhos, as sarjas e as camurças, as peles curtidas pelo tempo que se inventa, os veludos canelados, os lenços de linho amarrotado, os suspensórios e as botas de deserto, que favorecem cortes simples e cirúrgicos e que trazem implícita a ambição latente de aventura e andança, de coragem e de audácia, de arrojo e destemor.

O homem Marlboro é um clássico, eventualmente um estereótipo, um quase arquétipo, capaz de nos arrebatar pelo perigo que é insinuado no modo como, displicente, olha o corriqueiro quotidiano das cidades que passa lento sem saber domar cavalos ou montar a fúria desbravada do touro da existência.

 photo man_zps989a72a6.png

Autoria e outros dados (tags, etc)

Gavetas:

A Gaffe entre cidades

rabiscado pela Gaffe, em 29.05.12

(Louis Vuitton 2012 - fotografia de Brett Lloyd)

Uma conversa entre Paris e Tóquio, é como é definida a colecção Louis Vuitton para o Invernos de 2012, como todos os entendidos já reconheceram e badalaram.

Um conto de duas cidades, como nos é dito por Kim Jones, traz a influência da Viagem (coração da herança Vuitton) e uma influência notória da ilustração de Antonio Lopez que também mescla, no seu trabalho, a cultura europeia com a cultura oriental, nomeadamente a japonesa.

Alister Mackie oferece-nos, através da griffe Louis Vuitton, uma excelente mistura do que é tradicionalmente japonês (camisas kimono, por exemplo) com a elegância parisiense visível sobretudo nos fatos masculinos. A urbanidade é uma constante, alterando positivamente a imagética menos High Tech do velho país sol nascente.   

São peças em que o luxo é combinado com o ecletismo. São trincheiras com manchas de crocodilo, casacos de camelo com gola de pele de canguru, blusões de crocodilo com gola shearling que estilizados por Mackie, geram um homem feito à medida, com uma incrível atenção aos deslumbrantes detalhes.

Mas é a sagacidade dos acessórios que entrega a vantagem incomensurável sobre todo o resto e distingue, mais uma vez, a marca. É de sublinhar nesta aventura, os cintos de segurança, sinalizados, e os brincos de seta, presos no nariz ou nas boinas, que proporcionam ao formalismo da cidade a presença incontornável do inovador, do arrojado e do audaz espírito de um homem que se quer único e distinto por entre a multidão que se aglomera.

 photo man_zps989a72a6.png

Autoria e outros dados (tags, etc)

A Gaffe barroca

rabiscado pela Gaffe, em 21.05.12

(Chanel, Cruise 2013)

Tento, sempre que disposição tenho para tal, evitar publicar fotografias de desfiles, por motivos óbvios. Ninguém, mortal e quotidiano, consegue trazer apenso a multidão de cabeleireiros, de assistentes e de assessores de imagem, repletos de ganchos, de agulhas, de escovas e tem, atrás dos arbustos, dezenas de pequenos acólitos encarregados de manter sem a mais irrisória falha aquilo que nos vai embasbacar em cima da passerelle.

Mas trata-se de Chanel, minhas queridas, e a esta Senhora tudo é permitido (a não ser a hipotética colaboração com os Nazis).

2012/13 é para a Casa Chanel, para além de outras maravilhosas viagens, também o quase Barroco e, se nos atrevermos com alguma maroteira, um discreto apelo ao Rococó.

A silhueta feminina retoma, de forma atenuada e absolutamente subtil, o busto e as anquinhas de Maria Antonieta e os decotes acompanham a infelicíssima austríaca decapitada.

Brocados de seda trabalhados (emborrachados, dirão os especialistas), como os tectos do Petit Trianon, dobras e relevos quase arquitectónicos, em perfeita harmonia com as enevoadas rendas, discretos folhos e dobragens. Origamis de seda pesada que escondem ou revelam os mais requintados pormenores daquilo a que se convencionou apelidar linha princesa.

A fantasia, já patente, é realçada com os magníficos frisos florais e tons pastel ou adquirindo tonalidades mais intensas. Perfeitos, minuciosos, estrategicamente colocados e dispostos a tornar em poética cristalina toda a colecção que adquire uma modernidade frágil e etérea, capaz de contradizer a tecnologia e quase soturnidade empregue pela, por exemplo, pela colecção D&G.

Os pormenores, como não me canso de sublinhar, são de importância vital, como se prova.

Evidentemente que não é nada adequado para arrasar e esmagar rivais à entrada do Pingo-Doce numa súbita promoção de 50% nas carnes, mas resulta se estivermos a descer a escadaria de uma mansão no Douro.

Agora, minhas caras, não desatem a colar florinhas em todos os vestidinhos brancos que esconderam no armário. Nunca esqueçam que Chanel é sempre uma obra-prima e que ter a ousadia de a plagiar é como ir a Roma e ficar, parola e especada, a tentar ver o anel papal, lá longe, na varanda do urbi et orbi.

 

 photo man_zps989a72a6.png

Autoria e outros dados (tags, etc)

Gavetas:

A Gaffe automedica-se

rabiscado pela Gaffe, em 20.05.12

 photo man_zps989a72a6.png

Autoria e outros dados (tags, etc)

Gavetas:

A Gaffe indignada

rabiscado pela Gaffe, em 18.05.12

É lamentável, minhas queridas, farejar a mais irrisória pista que nos traga Prada sem parecermos perdigueiros, especados, a babar, de nariz espetado, pata no ar e com a cauda (persiste em algumas de nós) em riste.

Devíamos aprender a disfarçar estas nossas pequenas incongruências.

 photo man_zps989a72a6.png

Autoria e outros dados (tags, etc)

A Gaffe e velha Senhora

rabiscado pela Gaffe, em 17.05.12

(Chanel Cruise 2012/13)

Minhas caras, este é um dos rostos Chanel 2012/13, portanto, respeitinho. A velha Senhora ainda o inspira.

Num primeiro relance, torna-se evidente a pertença da marca e não é apenas pelo logo de veludo, adesivo, que a menina traz na suavíssima face e que substitui na perfeição os insinuantes e codificados sinais oitocentistas.

Tudo aqui exala Chanel e tenho uma certa esperança que não seja o nº5. Apesar de ser a única gota que Marilyn vestia para dormir, de figurar no Metropolitan Museum of Art e de ter adquirido o portentoso Brad Pitt para o oferecer a todas as ingénuas, sempre me enjoou terrivelmente. Suspeito que a Monroe o usava apenas porque entrava em coma hiperglicêmico e passava uma noite descansada.

Apesar de reter traços muitíssimo vagos (e absolutamente menos tenebrosos) de Rooney Mara, a heroína Lizbeth Salander do “Millenium - Os homens que não amavam as mulheres”, o rosto Chanel está isento da pesada carga e tensão emocional, tantas vezes a rasar o sufocante e sombrio, da personagem do filme.

Interessa reter o mate rosa envelhecido, um esbatido salmão, distribuído uniformemente por todo o rosto e as sobrancelhas que adquirem grossura. Há nuances subtis nas arcadas supraciliares que se aproximam das têmporas com uma cor mais pronunciada, mais densa e mais dramática. Recorda, de certo modo, as gueixas que expandiam o olhar, aprofundando o mistério, com uma gota de vermelho junto ao saco lacrimal e prolongavam os olhos com sombra carmim.

O rosto Chanel 2012/13 torna-se um misto de ingénua e incauta leveza e de perigo insinuado, mas iminente. Como se Lizbeth Salander não tivesse nascido no negro do enredo de Stieg Larsson e que, pelo contrário, Chanel tivesse escrito um enigma de portas abertas.

Um anjo com esporas.

 photo man_zps989a72a6.png

Autoria e outros dados (tags, etc)





  Pesquisar no Blog






Copyrighted.com Registered & Protected 
JIFR-J5MR-Y1XR-YACD