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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe no sapato

rabiscado pela Gaffe, em 06.06.13

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Gavetas:

A Gaffe e os monkstraps

rabiscado pela Gaffe, em 27.05.13

Dificílimos de encontrar no mercado português, os monkstraps são por excelência os mais elegantes sapatos que um homem pode calçar.

As duas fivelas podem ser apertadas, como é habitual no mais clássico e reservado usurário, embora a descontracção de uma delas desapertada forneça ao dono uma subtil rebeldia que, apesar de continuar dentro dos parâmetros exigidos pela regras de um óptimo gosto, não deixa de ser uma pequena e interessantíssima rebelião, uma minúscula transgressão que torna o homem mais curioso e apelativo. Aconselháveis a todas as espécies de rapagões.

(Miyagi Kogyo - double monks)

(double monks)

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Gavetas:

A Gaffe preveniu

rabiscado pela Gaffe, em 16.05.13

Tornaram a exagerar, não foi, rapazes?

Por muito que vos agrade pintalgar o Verão, há alguns espaços que se devem preservar inócuos.

Não podem choramingar depois, se teimam em dalmatar o que encontram no caminho, quando em vez de seduzirem uma rapariga esperta, arrastam atrás uma legião de alegres foliões com carteirinhas Chnanel (que ficam bem com tudo) debaixo do bracinho.

A ousadia inteligente não está num arrojo provocador e transgressor, mas gratuito e demasiado óbvio. Só acontece quando somos surpreendidas com determinados pormenores que, à vista desarmada, são indetectáveis. 

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A Gaffe tricolor

rabiscado pela Gaffe, em 02.05.13

Os sapatos Prada, do agrado muito pouco refreado do Papa emérito, destinados à Primavera/Verão 2013, são um misto de ousadia tricolor, de sofisticação bem-humorada e de arrojo franjado.

Dificílimos de coordenar, porque se tornam de imediato focos de atenção generalizada, apagando ou enfraquecendo todas as outras peças passíveis de os coadjuvar, são necessariamente usados apenas por homens que, por intuição, conseguem atenuar o seu impacto, talvez demasiado apelativo, com pequenos embates de efeitos similares.

Não é obrigatório o uso de traços circenses vincados e identificados de imediato, mas o controlo do equilibrista, necessário ao uso correcto destes Prada, torna necessário o arrojo dos domadores de leões.

Nota - A Gaffe não resiste a uma bela imagem publicitária!

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A Gaffe descalça

rabiscado pela Gaffe, em 13.02.13

 

Porque é sempre bom saberem onde enfiam os pés.

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Gavetas:

A Gaffe a caminho

rabiscado pela Gaffe, em 04.07.12
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Sabendo que, por exemplo, Prada e Hermès, vão alterar, no ano que se avizinha, o modo como os homens se calçam, usem e abusem, rapazes, da atraente mistura de matérias e de materiais com que os vossos pés não se cansam de ser vistos.

A atenção desloca-se invariavelmente para os vossos sapatos, no momento actual, em que as calças os tornam perfeitamente visíveis, e jamais poderão caminhar fabulosos pelas ruelas da vida se não conseguirem transformar a máxima o caminho faz-se caminhando acrescentando-lhe uma dose maciça de bom gosto.

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Gavetas:

A Gaffe odeia as havaianas

rabiscado pela Gaffe, em 23.05.12

Façam um esforço, meus queridos!

Suplicamos que neste Verão não nos apareçam de havaianas. Nenhuma rapariga esperta acha atraente o vosso dedo grande do pé encaixado numa tira de plástico, nem considera sensual ouvir o som que a borracha da sola faz de encontro aos vossos calcanhares.

Sejam arrojados, de modo simples e banal, de forma evidente e consensual e atrevam-se a usar os Pablo Artesa Canvas Espadrilles.

São fabulosos se acompanhados pelos jeans correctos, aqueles que vos deixam os calcanhares de Aquiles sem protecção.

Ferindo-os, podemos fixar-vos onde queremos.

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Gavetas:

A Gaffe a navegar

rabiscado pela Gaffe, em 19.05.12

Rapazes, acreditem que ser-se obrigado a usar óculos deixou há muito tempo de ser caso inibidor.

As lentes de contacto não contactam e as coloridas metem medo.

Procurem as hastes tartaruga de Armani. São estupendas (as dos óculos que das outras não sei) e esqueçam as fotossensíveis, que escurecem mal apanham um raiozinho de sol e que nos fazem crer que estamos em plena rua a dizer disparates tamanhos que obscurecem até as vidraças.

Existem adaptadores com um charme à prova de bala e de sol, que são divinais ver colocar com a perícia que nos garante as outras (perícias), mais íntimas e muito menos visíveis.

Depois, meus caros, encham-nos de azul!

Azul-marinho, eléctrico, do céu, azul profundo ou claro, azul apelativo ou mais conservador, azul impulso, azul magnético, azul em tons de azul aos quadradinhos, azul que tem azul dentro da alma, azul de tempestade ou azul bonança e façam-nos ondear nessas marés.

Esqueçam que sempre suspeitamos da Marinha. Esqueçam que sabemos que um marinheiro sempre teve beijos garantidos em cada porto estranho onde atracava e tornem-nos azuis de tanto mar.

Tudo isto existe, tudo isto é fado, nem todo triste.

Sobretudo não esqueçam, nunca, que as vossas calças nunca devem terminar com a correcção de um corrector e que para navegar não precisam de peúgas.

Uma rapariga esperta odeia ver-vos, depois, despidos de azul, com os pés enfiados em meias de algodão, por muito doce que seja.

 

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A Gaffe em 1956

rabiscado pela Gaffe, em 16.05.12

Sempre achei aflitivo, assustador, tenebroso e sinistro ter unhas maiores do que os dedos! Sempre me horripilaram as nails de gel com desenhos florais, riscas, zebras e tigresas.

Mas, minhas sofisticadas amigas, esta fotografia data de 1956 e pertence a Richard Rutledge que a captou para a Vogue.

Morro de inveja!

A cor do verniz é divinal, o recorte das unhas ajuda-nos imenso a passear pelos Ipads e a enviar SMS tocando levemente no BlackBerry, os anéis da Cartier, tal como os diamantes, sabemos de quem são os melhores amigos e, admitamos, os sapatos são de uma beleza indestrutível.

Há em nós, reconheçamos minhas queridas, pormenores que jamais necessitarão de bótox. São intemporais e dominam o tempo com a inoxidável classe daquilo que é perfeito.

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A Gaffe incontornável

rabiscado pela Gaffe, em 10.05.12

Incontornáveis, neste Verão!

Ouso mesmo dizer lamentavelmente incontornáveis, porque se nos atrevemos, ficamos o resto do mês a comer enlatados em promoção no Pingo-Doce(ou coisa que o valha). 


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A Gaffe com a lição estudada

rabiscado pela Gaffe, em 28.04.12

Tudo aqui se reune para produzir um imaginário que, por muito que uma rapariga se recuse a aceitar, faz parte de uma das fantasias femininas mais perenes. O affair escaldantemente secreto com o professor de Literatura que deslumbra com a sumptuosa análise de Thomas Mann.

Encontramos os sapatos facilmente - Tricker’s - mas a maçã que deixaremos no fim da aula sobre a secretária do Professor, tem o sabor dos anos 50. Uma Monblanc, apesar de mais cara, é hoje capaz de surtir muito mais efeito.

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A Gaffe e Louboutin

rabiscado pela Gaffe, em 24.04.12

 

 


Para que não me possam acusar de me deliciar apenas com os elementos masculinos que volteiam e flutuam por aqui, transformando a vida de um rapariga modesta num oceano de hesitações, suores e calafrios, decidi chamar a atenção para aquilo que é susceptível de tornar uma mulher, pacífica e controlada, num bicho tenebroso e capaz de trucidar sem piedade os calcanhares de quem ousar reivindicar estas jóias sem primeiro obter o consentimento de quem as viu primeiro.

Os sapatos!

Depois da matemática avançada, da física das partículas, e da mecânica dos fluidos, a paixão avassaladora de todas as mulheres.

No Éden, minhas queridas, a serpente chamava-se Christian Louboutin e se Adão pecou foi só porque se viu obrigado a morder uma maçã, para evitar, sem qualquer protecção que amortizasse os possíveis danos na região frontal, rastejar, nu, atrás do escarlate tacão da elegância.

Sei dos locais onde Christian Louboutin está com 80% de desconto, mas, minhas queridas, não sou uma delatora ingénua. Não os revelo, assim, sem mais nem menos.

Uns Louboutin? Sim!!! Mas, minhas queridas, sem alvíssaras há que calcorrear todas as capelas.

 

 


 


Nota - Os Pumps fazem-me sentir que, cedo ou tarde, sofrerei de modo atroz de problemas ortopédicos.

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