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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe de Sexta à noite

rabiscado pela Gaffe, em 24.04.15

Ernest Chiriaka.jpgLet’s go somewhere and judge people!  

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A Gaffe promove a leitura

rabiscado pela Gaffe, em 11.04.15

biblioteca.jpgA Gaffe dá consigo a pensar que a desertificação das bibliotecas talvez se possa também atribuir às rígidas normas de funcionamento destes depósitos de livros e à falta de iniciativa dos bibliotecários.

Se um rapagão tatuado, de tronco bem legível e com o resto dos capítulos dignos de figurar nos escaparates do MET, ousasse quebrar as regras de compostura e folheasse posições inusitadas, balançando-se ao ritmo do passar das páginas, com o beneplácito da Instituição, a Gaffe acredita que uma chusma de raparigas e um razoável número de congéneres no masculino, até os dentes cravariam nas estantes à procura do título que se lê com tanto despojamento musculado.  

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A Gaffe faz seis sugestões

rabiscado pela Gaffe, em 13.12.14

Rapazes! Saibam que existem regras que transformam as vossas manhãs no nosso prazer.

Não se fala, como é evidente, de escovar os dentes de modo a não intoxicar o beijo matinal, mas sim de pequenos truques que deveis conhecer para manter a nossa atenção à medida que a relação amadurece sem cair de podre.

 

I

1.jpgAntes de levantar, colocar dois saquinhos, frios de preferência, de chá de camomila sobre os olhos. Esmaece as olheiras e disfarça o cansaço e a ressaca de uma noite agitada.

II

2.jpgApós esta operação, que deve demorar no mínimo cinco minutos, é conveniente lavar a cara com água fria procurando não a transformar na roupa branca que a gente estendeu, três corpetes, um avental, sete fronhas, um lençol, três camisas do enxoval, que a freguesa deu ao rol.  

III

3.jpgO escanhoar deve ser suavíssimo, evitando-se as máquinas de barbear que não respeitam o normal crescimento dos pelos e fazem da barba uma confusão de arame farpado e grosseiro. A velha e boa Gillette é sempre a opção mais acertada.

IV

4.jpgQuer o hidrante, quer o after-shave, devem ser cremosos e jamais comprados num estabelecimento de Jerónimo Martins ou de Belmiro de Azevedo. Normalmente esses cheiram a mercearia. Poder-se-ia referir aqueles que nos deixam sideradas pelo encanto, mas só se pedirem muito.

V

5.jpgTratar o cabelo com os produtos comprados nas mesmas superfícies é meia careca andada. Se tentarem a Gaffe com uma suplica a acrescentar à insistência anteriormente referida, esta rapariga aconselha o frasco de nuvens que sabe que existe.

VI

6.jpgUm perfume é o mais seguro caminho para o coração de uma mulher e o mais eficaz para regiões mais ou menos próximas. É proibido Hugo Boss e a gama mais rasca de Armani!

A condição que é reportada em IV e V é agora agravada, tendo em conta que se trata da indicação para a conquista dos órgãos femininos referidos.

 

São seis pequenos nadas que nos podem salvar o acordar e compensar-vos por uma manhã que antecede o tormento das ruas friorentas.

Convém no entanto não demorar muito nestas andanças sugeridas. Uma rapariga não aguarda mais do que trinta minutos pelo fim destas manobras e, caso se ultrapasse o tempo indicado, sereis apenas um rapaz lavadinho a olhar para o brutamontes que decide não acatar estes conselhos, mas que mesmo assim e, com uma facilidade desarmante e ligeiramente consfrangedora, arrebata esta rapariga cansada de esperar.

VIII.jpg

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A Gaffe da árvore de Natal

rabiscado pela Gaffe, em 02.12.14

São amorosas as propostas de árvores de Natal que surgem por tudo quanto é lado!

Elas são de tábuas, de vidros, de canudos de papel higiénico, de novelos de lã, de garrafas vazias de whisky (neste caso é compreensível o desarranjo), de papelinhos, de luzinhas suspensas, de retratos de família, de rolhas, de espuma, de embalagens de gel de banho, de livros coloridos, de cestos de fruta, de pauzinhos secos, de peluches e de tudo o que nos queiramos lembrar.

Um universo de criatividade sempre disponível no Natal.

Normalmente é um aborrecimento reproduzir na sala estas propostas. Nunca ficam tão radiosas como as das fotografias e enchemos os dedos de cola que custa imenso a sair e dificulta o trabalho à manicure. Quem não for talhado para a bricolage é brindado com um pesadelo natalício.

Meus caros, aquilo que nos mata de trabalho deve vir já feito. É por alguma razão que os chineses vendem árvores de plástico já decoradas!

É uma maçada desatarmos a recolher coisinhas para construir o que se pode perfeitamente comprar já completo num armazém qualquer. Poupamos imenso tempo que depois podemos gastar a escolher os presentes.

As árvores de Natal originais, muito recicladas, muito in, que a nossa vontade de inovação apanha fotografadas, são como os cigarros que se preparam a uma esquina deprimente da vida. Existem já prontos, empacotados, matam da mesma forma, só que são mais baratos.

Uma árvore de Natal tem de ser o tradicional e gigantesco trambolho verde vestido de luzinhas, bolinhas, fitinhas, estrelinhas, anjinhos e tralha a brilhar, capaz de fazer tropeçar a travessa das rabanadas que se esqueceu que o gigantone se tinha erguido há uns dias pelas mãos calejadas do Natal das nossas memórias.      

A árvore de Natal tem de ser verde, gorda, farfalhuda, grande, maternal, profusamente enfeitada com insignificâncias que cintilam, quente, refulgente, envelhecida e ficar espapaçada na sala a ocupar o lugar da poltrona da avó.

O resto é mariquice, mas se não concordam comigo, meus queridos, podem sempre experimentar a proposta que vos deixo.

árvore de Natal.jpgFoto de Geof Kern

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A Gaffe apertada

rabiscado pela Gaffe, em 15.07.14

O nosso primeiro estúdio! Aquele que nos faz cantarolar Aznavour:

 

 Je vous parle d'un temps
Que les moins de vingt ans ne peuvent pas connaître
Montmartre en ce temps-là accrochait ses lilas
Jusque sous nos fenêtres et si l'humble garni
Qui nous servait de nid ne payait pas de mine
C'est là qu'on s'est connu
Moi qui criait famine et toi qui posais nue

La bohème, la bohème. Ça voulait dire on est heureux.

 

Lindo e apertado. A canção é maior.

No entanto, há pequenos truques que possibilitam a ilusão de vivermos num espaço maior com a mesma vontade de se ser feliz. Eis alguns:

Usemos todos os cantos da sala!

Há espaços escondidos, não importa onde. Encontre-os e use-os a seu favor.

Faça seu apartamento parecer maior e mais luminoso, usando espelhos e cores claras.

Pendure a sua roupa e coloque estantes nas paredes. Evite armários grandes. Poupa espaço e acaba por publicitar a novíssima t-shirt Chanel que lhe levou metade do ordenado.

Crie salas diferentes, colocando, por exemplo, um armário no meio.

Faça pequenos cantos relaxantes.

Se mesmo assim lhe parece que para abrir a porta do WC tem de afastar os móveis do vizinho, é tempo de procurar um nababo do Dubai com um visto doirado entregue em mão pelo Paulo Portas.

Em alternativa, pode aceitar as horas extras e passar menos tempo dentro do cubículo.   

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A Gaffe com bichinhos

rabiscado pela Gaffe, em 28.05.14

Os nossos bichinhos merecem tudo!

Mesmo quando não estamos, nós, raparigas espertas, a referirmo-nos aos rapagões que povoam as avenidas dos nossos contentamentos, temos de admitir que é sempre fofinho entregar ao bichinho o design nascido em Paris que tem como papás Marc Ange e Fred Stouls, da Chimère, a primeira loja dedicada aos móveis contemporâneos para os nossos bichanos.

Um mimo para quem, embora conheça os homens, cada vez gosta mais dos outros animaizinhos. 

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A Gaffe com um cartão de visita

rabiscado pela Gaffe, em 26.05.14

A primeira impressão perdura mais do que aquilo que se pensa. A imagem que retemos mal avistamos o que desconhecemos, influencia demasiadas vezes uma apreciação futura e objectiva.

A importância de cartão de visita é notória e existe uma panóplia de criatividade a coadjuvar estes pequenos, mas significantes, modos de nos apresentarmos a alguém.

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A Gaffe tropical

rabiscado pela Gaffe, em 16.05.14

Rapazes!

Neste Verão usem e abusem do allure aventureiro. Tramas artesanais. Linhos e algodão do puro.  

Falem-nos de aventuras bravas e de perigos de selvas tropicais, de jibóias e jacarés gigantes, de florestas-virgens e de feridas e das tropicais tempestades que vos encharcaram.

 

Não interessa nada que saibamos que o vosso estado se deve apenas a um balde de água fria.

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A Gaffe padronizada

rabiscado pela Gaffe, em 13.05.14

A Half Design tem como seu primeiro projecto uma sacola ecológica onde o usuário se pode expressar personalizando um padrão que já vem impresso. As canetas utilizadas permitem uma lavagem segura e em consequência uma nova aparência.

Uma forma divertida de substituir os tenebrosos sacos dos hipermercados! 

Depois, como todas sabemos, qualquer uma de nós tem imenso tempo para desatar a rabiscar saquetas e saquinhos entre a secção dos legumes e o talho. 

Ver mais )

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A Gaffe leonina

rabiscado pela Gaffe, em 29.01.14

Esta é apenas a imagem que considero mais sugestiva para recomendar um livro extraordinário.

A Confissão da Leoa de Mia Couto está assente numa história real - as sucessivas mortes de pessoas provocadas por ataques de leões numa remota região do norte de Moçambique – mas rapidamente se transforma na paisagem severa e extrema onde não há polícia, não há governo, e mesmo Deus só há às vezes e onde se percebe que a brutalidade, a guerra, a fome e a superstição, nos ferem de modo igualmente fatal.

Através de dois narradores, Kulumani e Gustavo Baleiro, o caçador contratado para matar os assassinos, acabamos como Mariamar, a fabulosa figura feminina do romance, a reconhecer que foi a vida que a desumanizou. Tanto a trataram como um bicho que você se pensou um animal.

É uma obra de frustração e terror omnipresente que ultrapassa de imediato os limites da narrativa medonha da caçada, fazendo trespassar toda a história pelo Medo mais subterrâneo, mais insidioso, mais desleal e doloso, comum à Humanidade. Não se circunscreve ao pavor que surge da hipótese de novo ataque dos felinos, mas alastra sanguinariamente, invadindo a alma de cada figura construída no romance e retalhando a sua capacidade de resposta.

O sangue na boca dos felinos acaba por ser o mesmo que tinge as mãos dos homens.

Uma obra magnífica!

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A Gaffe num T1

rabiscado pela Gaffe, em 09.01.14

A Gaffe, nos seus tempos de estudante, viveu num T1 amoroso, lindamente situado, com uma estupenda vista para o mar e dois vizinhos exemplares (um senhor encanecido e alquebrado, simpático, terno e paternal que lhe regava as plantas esquecidas por completo e que acabavam ressequidas ou anoréticas e um outro, jovem matulão musculado e moreno, com um QI tão ressequido como as plantas, mas com muita vontade de apoiar uma rapariga ruiva pouco exigente em capacidade cerebral depois de um pavoroso dia de estudo e de canseiras livrescas).

O T1 era perfeito, mas a Gaffe receava abrir a porta do armário e ser empurrada e projectada pela janela fora e entrar de supetão no quarto do vizinho atraente! O espaço não sobrava tendo em conta que só o guarda-roupa da Gaffe poderia ocupar todo o edifício.

Esta rapariga outrora apertada fica logicamente seduzida pela solução encontrada por Till Könneker da illDesign e lamenta que a proposta tenha sido apresentada apenas em 2013 quando a Gaffe já consegue respirar num espaço largo e (em segredo suspeita) com demasiados metros quadrados e o vizinho bonzão que não se cansava de a apoiar tenha decido frequentar um curso pós laboral que lhe ocupa a noite toda.

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A Gaffe com um aplicativo

rabiscado pela Gaffe, em 06.01.14

Mr. Porter, um dos mais elegantes sites de compra masculina do mundo, lançou um novo aplicativo para iPhone e Android: o Suit Yourself.

É um espaço que permite construir diferentes figurinos num manequim digital, oferecendo variadíssimos modelos de calças, casacos, gravatas, camisas e mais que não se diz porque é exaustivo e consegue aborrecer. Possibilita ainda a partilha do look escolhido nas redes sociais.

Para que não se fique apenas pelo digital, o aplicativo oferece a opção de compra das peças usadas na construção do boneco. Existe ainda uma área reservada aos conselhos de Mr Porter, com sugestões sobre o que se vestir em diferentes ocasiões, apresentadas juntamente com opções de produtos para compra.

Um pequeno e mimoso auxiliar para o homem que não tem a Gaffe por perto.

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A Gaffe n’O Monte dos Vendavais

rabiscado pela Gaffe, em 11.12.13
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Eram três, se não contarmos com a morte que se agarrava às saias e aos saiotes, aos laços e às golas que asfixiam, às mangas, aos corpetes, às luvas e às toucas debruadas.

Passeiam no planalto pantanoso e escoam-se depois na luz vermelha de Haworth que se introduz nas almas como labareda muda, inexplicável. Ficam sozinhas a torcer tecidos com os dedos aguçados, a tecer cintilações e livros, de olhos preenchidos por ausências com um desprezo imenso pelo mundo. Sérias, desmesuradamente sérias, isentas de ironia, fechadas por dentro, sem haver dentro provável ou previsível, porque o que é gerado e fica no interior das almas chega primeiro das vidas que se cruzam. Elas não cruzam as vidas de ninguém.

Falo das Bell, as três do presbitério. Assim. Como nos livros que assinaram.

Currer, Ellis e Acton Bell. Como elas querem.   

Mas soa tão melhor dizer os nomes delas!

Charlotte.

Emily.

Anne.

Das três, escolho Emily que vejo junto das outras posando para o inquietante retrato que elimina o irmão, expulso do quadro.

Emily é o clarão da medonha superfície encrespada que esconde o inexplicável ferver dos sentimentos, a improvável fúria das emoções, as sagas prodigiosas protagonizadas por figuras que nunca viu viver.   

Nunca a entendi completamente. Nunca compreendi Haworth vazado na sua alma perturbante, sombria e introvertida, capaz de descrever o medo absoluto, a devastação, a mais intrépida das ardências e o maior dos fulgores.

Raros são os que se cruzam na vida com o furor endoidecido do vento e com a inquietude da luz vermelha incandescente do sol que invadem o presbitério e que encontram apenas os seus reflexos em Wuthering HeightsO Monte dos Vendavais - onde Emily Brontë consegue lancetar a escrita, abrindo a ferida, rasgando personagens intemporais que tornam o livro inquietante, poético, nodoso, agreste como raiz cravada na terra de Yorkshire.

Dentro do escrito, Heathcliff e Catherine, são projecções mútuas, são a invenção da mais interior, cavernosa e quase visceral das duplicidades reflectidas. São os centros fulcrais das obras-primas. É Catherine que o revela quando Brontë a faz dizer:

- Heathcliff is me.

 

Heathcliff e Catherine somos nós, em silêncio a arder.

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A Gaffe escolhe um livro

rabiscado pela Gaffe, em 02.12.13
(Joel Dicker)

 Um policial extraordinário. Um thriller de génio.

A verdade sobre o caso Harry Quebert do jovem e atraente suíço Joel Dicker, foi Grande Prémio de Romance da Academia Francesa, Prémio Goncourt des Lyséens e Prémio da Revista Lire para o Melhor Romance em Língua Francesa.

Um puzzle fantástico, um labirinto muitíssimo bem construído por onde vagueiam múltiplos géneros e visões literárias que vão desde a história policial passando pela falsa biografia e incluindo, para adensar o enredo, um livro escrito dentro de um livro.

A história antiga, com décadas, e de súbito redescoberta de Nola Kellergan, uma adolescente assassinada, uma Lolita simultaneamente luminosa e sombria, e as investigações que daí surgem e que erguem todos os fantasmas de uma pequena localidade adormecida, dá origem a uma obra que de imediato nos envolve irreversivelmente, obrigando-nos a devorar sem cansaço página por página.

A verdade sobre o caso Harry Quebert de Joel Dicker é um livro magnífico. Obrigatório para quem deseja ser invadido ou absorvido por enredos que submetem e viciam e que fixam durante horas o leitor que de imediato se rende à mestria do autor.

Uma belíssima prenda de Natal!   

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A Gaffe enjoada

rabiscado pela Gaffe, em 10.09.13

Por favor, rapazes, larguem a imagem que já se transformou em fardamento!

Basta de fatinhos justos com calcinhas pelos tornozelos, camisinhas limpas, às risquinhas ou pintinhas, agarradas aos esqueletos, chapeuzinhos raquíticos e pastinhas de proporções exageradas!

Uma rapariga deixa de vos reconhecer quando apareceis sem o uniforme. Sois entediantes, monótonos, cansativos, maçadores, enfadonhos, aborrecidos, fastidiosos, enjoativos e maçudos saídos da mesma linha de produção e do mesmo departamento que abre logo pela manhã cedinho para vos tornar reproduções sem qualquer réstia de originalidade.

BASTA!

Sejam homenzinhos e deixem de parecer uma manada de gnus enfezados no encalço dos cascos uns dos outros e enfrentem os crocodilos com a ousadia, a coragem e o ímpeto que são esperados por qualquer rapariga mais esperta.

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