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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe activista

rabiscado pela Gaffe, em 24.11.17

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É tão engraçado, muito para além de se tentar entender a insanidade com que o Black Friday é brindado, descobrir que a origem deste esgrouviado comportamento consumista teve lugar exactamente no seu oposto - Buy Nothing Day, ou Occupy Xmas.

 

Neste contra-ataque, o participante tem apenas de passear pelas montras, empurrar carrinhos de compras vazios - os passeios zombies -, destruir cartões de crédito em público e em festa, ou mesmo caminhar pelas avenidas do dinheiro gasto outrora com crianças e balões e fitas coloridas. Tudo muito mimoso. 

Nada se pode comprar.

O dinheiro é anulado e substituído pela liberdade que é não se ser impelido a gastar.

 

A iniciativa partiu de Ted Dave, do Canadá, em 1992 e torna-se viral - sou moderna! – a partir do momento em que a revista Adbusters Magazine a promove.

A reacção não se fez esperar.

É evidente que os críticos ridicularizam a comemoração deste apelo ao não consumo, classificando-o como uma espécie de gesto vazio, um modo enviesado de se fazer com que os consumidores mais pobrezinhos não se sintam mal, não tendo qualquer impacto discernível na economia global ou no sentimento do consumidor tido como um todo, provocando mesmo um acentuar das clivagens de classes, tendo em conta que o consumidor mais poderoso não irá, no dia seguinte, deixar de comprar o que deseja com ainda mais vigor e motivação, arrastando e denunciando a notória distância que o separa dos que com menos poder de compra tornam o Buy Nothing Day uma constante.

 

Admito que não simpatizo com qualquer uma das iniciativas, embora esteja mais inclinada para desandar hoje pela rua de balão na mão, sem olhar a montras, mascarada de activista do não consumo. 

 

Uma rapariga esperta sabe que o melhor dia para se comprar nos saldos, é a véspera.

 

Na foto - consumidores envergando o uniforme Black Friday - porta do El Corte inglês

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Gavetas:


11 rabiscos

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De Carlos Berkeley Cotter a 24.11.2017 às 17:37

A não ser quando a impressora deu o berro. Aí, não há dias melhores nem piores. São todos maus.
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De Gaffe a 24.11.2017 às 19:10

Podemos sempre recorrer à fotocopiadora!
;)
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De Carlos Berkeley Cotter a 25.11.2017 às 13:34

Não consigo fotocopiar um documento digital.
Agradeço, na mesma, a dica.
Bom fim de semana.
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De Gaffe a 27.11.2017 às 07:34

Então deixo de poder ajudar.
Uma bela semana para si.
:)*
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De Carlos Berkeley Cotter a 27.11.2017 às 11:42

Ajuda sempre, escrevendo.
Muito obrigado e igualmente.
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De Pequeno caso sério a 24.11.2017 às 18:32

Desconhecia a segunda finalidade atribuída a este dia .
Confesso que , para mim, todos os dias podiam ser Black Friday. Uma pena que a minha conta bancária não esteja em sintonia com essa vontade. Enfim, não se pode ter tudo e eu já tenho índices de parvoíce capazes de agitar várias sextas-feiras. E sábados. E domingos.
: )
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De Gaffe a 24.11.2017 às 19:14

Olha que não.
Os saldos são pesadelos mascarados de oportunidades. As pechinchas nunca foram dignas de entrar no reino dos céus e repara na quantidade de "santinhos" e "inocentes" que por lá andam. Nem o menino Jesus se interessa.
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De Maria Araújo a 24.11.2017 às 19:30

Tive de me meter no centro comercial porque precisava de levantar uma encomenda para um familiar.
Hoje, sexta-feira, com chuva, o trânsito está com o sempre: confuso.
As lojas do centro estavam cheias, as sacos de compras eram de mais.
Eu nem consegui levantar a encomenda e não fui à procura de "pechinchas" com 20% de desconto.
Não há paciência para a confusão do trânsito e das compras.
Quanto a isto, também já era:
"Uma rapariga esperta sabe que o melhor dia para se comprar nos saldos, é a véspera."
Um bom fim-de-semana.
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De Gaffe a 24.11.2017 às 20:25

O consumismo irracional ataca como um vírus. Conheço gente que compra o que jamais sonhou comprar, apenas por figurar no papel um provavelmente enganoso 20% de desconto.
Deuses! Parecemos tarados!!!
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De Carlos a 24.11.2017 às 19:36

Desconhecia essa outra comemoração, contudo nem uma nem outra me atrai!
Mas pronto hoje lá fui eu arrastado até ao shopping, apesar de ter sido uma experiência positiva que entretanto partilharei no blog, não é onda consumista que me fascine!
O desconto que se consegue não é, muitas vezes, significativo.
Beijinho
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De Gaffe a 24.11.2017 às 20:22

Uma anulou a outra. Neste caso foi o black friday a extinguir a contrária.
Saberemos nós porquê?

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