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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe da árvore de Natal

rabiscado pela Gaffe, em 02.12.14

São amorosas as propostas de árvores de Natal que surgem por tudo quanto é lado!

Elas são de tábuas, de vidros, de canudos de papel higiénico, de novelos de lã, de garrafas vazias de whisky (neste caso é compreensível o desarranjo), de papelinhos, de luzinhas suspensas, de retratos de família, de rolhas, de espuma, de embalagens de gel de banho, de livros coloridos, de cestos de fruta, de pauzinhos secos, de peluches e de tudo o que nos queiramos lembrar.

Um universo de criatividade sempre disponível no Natal.

Normalmente é um aborrecimento reproduzir na sala estas propostas. Nunca ficam tão radiosas como as das fotografias e enchemos os dedos de cola que custa imenso a sair e dificulta o trabalho à manicure. Quem não for talhado para a bricolage é brindado com um pesadelo natalício.

Meus caros, aquilo que nos mata de trabalho deve vir já feito. É por alguma razão que os chineses vendem árvores de plástico já decoradas!

É uma maçada desatarmos a recolher coisinhas para construir o que se pode perfeitamente comprar já completo num armazém qualquer. Poupamos imenso tempo que depois podemos gastar a escolher os presentes.

As árvores de Natal originais, muito recicladas, muito in, que a nossa vontade de inovação apanha fotografadas, são como os cigarros que se preparam a uma esquina deprimente da vida. Existem já prontos, empacotados, matam da mesma forma, só que são mais baratos.

Uma árvore de Natal tem de ser o tradicional e gigantesco trambolho verde vestido de luzinhas, bolinhas, fitinhas, estrelinhas, anjinhos e tralha a brilhar, capaz de fazer tropeçar a travessa das rabanadas que se esqueceu que o gigantone se tinha erguido há uns dias pelas mãos calejadas do Natal das nossas memórias.      

A árvore de Natal tem de ser verde, gorda, farfalhuda, grande, maternal, profusamente enfeitada com insignificâncias que cintilam, quente, refulgente, envelhecida e ficar espapaçada na sala a ocupar o lugar da poltrona da avó.

O resto é mariquice, mas se não concordam comigo, meus queridos, podem sempre experimentar a proposta que vos deixo.

árvore de Natal.jpgFoto de Geof Kern

 photo man_zps989a72a6.png

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12 rabiscos

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De miss X a 02.12.2014 às 16:15

Esta proposta é do mais fashion que há. Estou seriamente a pensar em pedir férias este mês...
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De Gaffe a 02.12.2014 às 16:38

É sobretudo muito confortável.
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De Dona Pavlova a 03.12.2014 às 10:23

A árvore mais original que já vi....
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De Gaffe a 03.12.2014 às 10:50

E prática! Um sucesso em todo o lado.
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De Maria Araújo a 03.12.2014 às 11:49


É mesmo, mas eu vou sempre para a tradicional e já está pronta.
É pequena, mas é a minha árvore.
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De Gaffe a 03.12.2014 às 16:20

Pequena, mas nossa! É o que digo sempre.
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De Ana Machado a 03.12.2014 às 12:31

Concordo plenamente. A árvore tem que ser tradicional, só isso a identifica.

Obrigada

Anita
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De Gaffe a 03.12.2014 às 16:20

As bolinhas e as luzinhas também ajudam.
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De Lizzie Bennet a 03.12.2014 às 19:10

Deixei de acreditar no natal, não sei porquê,mas deixei de acreditar.
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De Gaffe a 03.12.2014 às 20:20

O Pai Natal não vai gostar de ouvir...
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De Lizzie Bennet a 03.12.2014 às 21:00

:) paciência.
Já deixei de acreditar à muito no Pai natal.
O natal para mim deixou de ser uma época feliz.
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De Anónimo a 03.12.2014 às 21:46

Eu com a minha perna peluda, as mãos com calos , mal respirado com o cheiro a resins, soltando ums esperros, pelas cossegas no nariz, que linda arvore de natal eu fazia. Teria sim um natal com frio nas nalgas. Natal também é fazer uma arvore de natal, a minha arvore de nalal.

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