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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe monumental

rabiscado pela Gaffe, em 07.06.17

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A Gaffe não compreende a ira que suscita a utilização de monumentos para finalidades que não são as apensas aqueles mamarrachos.

 

O objectivo daquilo é ser monumento, o que se torna maçudo, monótono e nada proactivo. Umas coisas grandes, paradas, velhíssimas, com imensos corredores e correntes de ar, que não conhecem o conceito de minimalismo, preenchendo todos os buracos com arrebiques que não lembram a D. Manuel - e cuja única vantagem é terem o pé-direito altíssimo -, facilmente fazem com que os seus funcionários se percam! Não admira que sejam encontrados depois aflitos e em pânico nas obras privadas dos directores daquilo, ou que se esqueçam que os dois ou três mil euros que levam para casa em dias em que chove que Deus a dá obrigando o povo a fugir para debaixo dos arcos - que não os das Capelas Imperfeitas de outro paspalho a ter em conta -, pertençam à bilheteira do mastodonte e não necessitam de protecção acrescida contra as intempéries.

 

A Gaffe não entende a preocupação verificada com 20 botijas de gás incendiado nos claustros do Convento de Cristo. O Convento está mais do que habituado a fogareiros e a fogueiras, tendo em consideração os churrascos de carne de Templário a que com certeza assistiu da janela da História.

As telhas partidas e as pedras quebradas, são de pouca monta e abrem mais uma outra janela, desta vez de oportunidade. Que se aproveite o percalço e se erga um miradouro nos telhados, abençoado com um restaurante chefiado por Ljubomir Stanisic - o homem é tão atraente! - com o alto patrocínio da TVI, ou que se inaugure um SPA na sala do Capítulo, entregando a responsabilidade de o inaugurar a Rita Ferro Rodrigues. Capaz é ela e é sempre de valor acrescentado tendo em conta que até aos mortos a rapariga pede a ligação.    

 

A Gaffe sugere que se aproveite, entre tantos outros espantalhos, Conímbriga - para encontros motard com strip masculino -, o Mosteiro da Batalha, os Jerónimos e Alcobaça - e neste é de transformar os túmulos de Inês e Pedro em dois excelentes balcões de bar aberto, um em frente ao outro, para aguentar assim as oscilações ébrias dos convivas -, a Igreja de S. Francisco e a Torre dos Clérigos que facilmente albergariam raves, festivais de Verão e festas de finalistas do Secundário, porque são todos frescos, têm boa acústica e já se acostumaram ao tráfico de estupefacientes nas imediações.

                                                                                                            

É verdade que os lugares para estacionar não pululam nestes recantos. É verdade que o Museu dos Coches fica longe e não é prático retirar dali o nosso Fiat híbrido, mas o Automóvel Clube de Portugal com certeza - se bem conduzido -, repetiria a ajuda e o povo poderia outra vez esbardalhar o veículo nos pátios de qualquer um dos monos referidos.  

 

 O importante, como diria o meu querido Mexia, é haver rendas para a luz.  

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16 rabiscos

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De oBomIdiota a 07.06.2017 às 13:15

Tão, tão je ne sais quoi de quelque chose. Há quem escreva tanto e não diga nada. Mas definitivamente não é o teu caso. Tu fazes as palavras serem tão lindas de se ler.

Tens um dom tão bonito querida Gaffe 😊
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De Gaffe a 07.06.2017 às 13:36

Tão bonito de se ler o que escreveu!
Tão simpático e tão carinhoso.

Obrigada.

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