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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe namoradeira

rabiscado pela Gaffe, em 14.02.18

Denis Sarazhin

 

Há na alma uma sala pasmada que se fecha com estrondo, connosco lá dentro, quando descobrimos que a única carta de Amor que queremos escrever pode não ter destinatário.


Entra! Senta-te comigo. Há um lugar vago mesmo junto a mim.

Hoje podemos fingir que somos o destino um do outro.

(Não faz mal. Ninguém se importa.)

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10 rabiscos

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De Patife a 14.02.2018 às 17:10

"Hoje podemos fingir que somos o destino um do outro". Tão bom de denso. Tão real. O carnaval social é todos os dias... ;)
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De Gaffe a 14.02.2018 às 18:10

Chegamos a fingir que é amor o amor que deveras sentimos.
Gosto de Pessoa.
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De Fleuma a 14.02.2018 às 18:35

Considere-me um venerável insolente. Ocupo o lugar vago e mesmo sem permissão observo esta pequena preciosidade.

Venerável. Também.
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De Gaffe a 14.02.2018 às 19:39

Não seja precipitado, meu querido Fleuma. Concluiu com demasiada rapidez que não tinha permissão.
Sente-se ao meu lado. Fiquemos em silêncio - em silêncios -, já que é apanágio dos cúmplices.
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De Maria Araújo a 14.02.2018 às 20:01

Belo!
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De Gaffe a 14.02.2018 às 21:52

Oh! É mais triste do que isso.
:)*
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De Maria Araújo a 14.02.2018 às 22:27

Mas a tristeza também algo de belo.: " Entra! Senta-te comigo. Há um lugar vago mesmo junto a mim.
Hoje podemos fingir que somos o destino um do outro."

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De Gaffe a 14.02.2018 às 23:10

Creio que tem razão.

Eis o fado dos Românticos.
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De Maria Araújo a 15.02.2018 às 14:42

O fado escrito no seu post de hoje.
Belo!
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De Gaffe a 15.02.2018 às 14:59

Obrigada.
Escrevi-o exactamente por causa destes nossos comentários. Queria saber se podia. Afinal, não sei.

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