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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe num processo de "adopção"

rabiscado pela Gaffe, em 03.02.17

Gui.jpg

 

Decidi adoptar uma criança.

Dentro de algum tempo por estas Avenidas saltitará o Gui

 

Não é um projecto original. Foi maravilhosamente inventado por Luís de Sttau Monteiro e perfilhado com perícia por um amigo que agora mo entrega com a promessa de me ajudar a cuidar do petiz quando a traquinice me arrasar os nervos.

 

O Gui é um rapazinho comum, minúsculo, muitas vezes infeliz, curioso, incompreendido, espantado com o mundo que interpreta de acordo com as ferramentas que vai descobrindo sozinho, rodeado de adultos que o deixam confuso, embora arranje sempre explicação e razão para uma espécie de surrealismo pacóvio, de parolice primária, que atinge o seu pequeno mundo e que resolve com a eficiência e com a eficácia que a idade lhe traz.

 

O Gui frequenta o 1º Ciclo e tem o que é usual chamar-se algumas dificuldades de aprendizagem, apenas porque ninguém percebeu que o Gui explica o Universo inteiro - e os aquários que ele contém -, com os lápis de cor que esconde nos olhos.

 

O Gui só gosta do Natal, porque é no Natal que se esquecem dele.  

 

O Gui é ruivo e é apenas uma personagem inventada que vai viver aqui. 

 

Vai chegar em breve.

 photo man_zps989a72a6.png

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Gavetas:


50 rabiscos

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De Gaffe a 03.02.2017 às 18:25

Nem sempre tive como certa a hipótese de adopção. Coloquei-a de parte sem apelo bem agravo durante vários anos. Creio que desde que soube que não seria mãe.

Há cerca de um ano, aproximadamente, a hipótese voltou a ser equacionada, mas apenas porque sei que o rapagão gostava de ser pai. Essa razão impediu-me de pensar no assunto. Não adopto apenas porque quem está perto de mim assim o quer.

Mais recentemente percebi que, aconteça o que acontecer, quem está comigo permanece e não hesita em abdicar da paternidade se essa for a condição para me acompanhar.

Provavelmente nem será este rapagão e não faço opções deste calibre em nome de ninguém.

Lentamente, muito lentamente, a hipótese voltou sem ninguém saber.
É evidente que os valores mais altos se "alevantaram" quando foi expressa de modo audível.
Mas sempre fui uma doida teimosa e muitas vezes deixo de me sentir obrigada a cumprir normas e perceitos e convenções e tradições.

Pelo menos já admitem a possibilidade, desde que seja um rapaz.

(O Gui, este daqui, vai aparecer não tarda.)
:)

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De Pequeno caso sério a 03.02.2017 às 18:51

A maternidade assusta mas posso garantir - te que é das coisas mais bonitas que te vão acontecer.
Muda - nos por dentro mas para bom, para muito bom.
Claro que tem dias maus mas até esses (depois de passados) se tornam em lembranças boas.

Fui mãe por opção.Num tempo escolhido por mim porque EU assim o determinei. Fazia parte do meu plano de vida embora quando comecei a trabalhar na coisa não pensasse engravidar logo. Quis o destino que a coisa se desse na primeira tentativa.
Tive medo...fiquei zangada quando vi o corpo a mudar...assustada quando ela mexia 24/24h sem dar descanso...pensei muitas vezes se estava à altura da tarefa que me esperava.

Ela nasceu e vivi durante quatro anos o período mais feliz da minha vida.
Hoje ,14 anos depois, olho para ela com admiração e penso : como é que consegui fazer isto?

A minha filha preenche todos os dias a árvore da minha vida com as folhas mais bonitas do mundo .
Verás que contigo acontecerá o mesmo.

;)
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De Gaffe a 03.02.2017 às 20:58

Por muito que faça - e não faço nada - não vou ver o corpo a mudar (não vai mudar por causa de uma gravidez) nem vou ficar assustada quando o bebé se mexer 24/24h dentro do útero, sem dar descanso.
Não vou engravidar, minha querida. Vamos ultrapassar essa fase.
:)
Coisas do fado e do destino.

Sabias que em termos imunológicos a gravidez pode ser considerada uma infecção?
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De Pequeno caso sério a 03.02.2017 às 21:10

Eu percebi. ;)
(Apenas quis partilhar contigo um bocadinho da minha experiência)

Acho que já te disse isto mas repito: ser mãe não é só gerar biologicamente . (Ficarias surpreendida com a quantidade de mulheres que geraram e pariram mas que de mães têm zero)

Ser mãe é muito mais que isso: é cuidar, é amar, é deixar que aquele ser nos preencha enquanto pessoa e partilhar com ele tudo o que temos. Nisso, minha amiga, terás com certeza nota 20.

Como saltarás a parte "imunológica" da coisa , esse menino terá o privilégio de ter a MÃE a 100%.
;)
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De Gaffe a 03.02.2017 às 21:40

Vamos esperar.
Passei todos estes anos sem sequer pensar nisto. Nada que se relacionasse com a maternidade me dizia fosse o que fosse. Creio que ainda me diz demasiado pouco para tomar uma decisão segura.
:)
Vamos racionalizar o assunto. Dou-me muito bem com a racionalização do que me parece demasiado complexo.
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De Pequeno caso sério a 03.02.2017 às 21:44

Faz isso.
Leva o tempo que for preciso,o TEU tempo.
Tenho a certeza que saberás quando será o momento certo. Entretanto terás o Gui para ...estagiar.

;)*

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De Gaffe a 03.02.2017 às 23:25

Isso.
Vamos deixar o assunto a "marinar".
:)
Vamos lá ver o que nos diz o Gui.

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