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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe num processo de "adopção"

rabiscado pela Gaffe, em 03.02.17

Gui.jpg

 

Decidi adoptar uma criança.

Dentro de algum tempo por estas Avenidas saltitará o Gui

 

Não é um projecto original. Foi maravilhosamente inventado por Luís de Sttau Monteiro e perfilhado com perícia por um amigo que agora mo entrega com a promessa de me ajudar a cuidar do petiz quando a traquinice me arrasar os nervos.

 

O Gui é um rapazinho comum, minúsculo, muitas vezes infeliz, curioso, incompreendido, espantado com o mundo que interpreta de acordo com as ferramentas que vai descobrindo sozinho, rodeado de adultos que o deixam confuso, embora arranje sempre explicação e razão para uma espécie de surrealismo pacóvio, de parolice primária, que atinge o seu pequeno mundo e que resolve com a eficiência e com a eficácia que a idade lhe traz.

 

O Gui frequenta o 1º Ciclo e tem o que é usual chamar-se algumas dificuldades de aprendizagem, apenas porque ninguém percebeu que o Gui explica o Universo inteiro - e os aquários que ele contém -, com os lápis de cor que esconde nos olhos.

 

O Gui só gosta do Natal, porque é no Natal que se esquecem dele.  

 

O Gui é ruivo e é apenas uma personagem inventada que vai viver aqui. 

 

Vai chegar em breve.

 photo man_zps989a72a6.png

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Gavetas:


50 rabiscos

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De Corvo a 03.02.2017 às 18:28

Não vi imbecilidade nenhuma.
Não diz no final do post, "O Gui é ruivo e é apenas uma personagem inventada que vai viver aqui." E antes: "O Gui só gosta do Natal, porque é no Natal que se esquecem dele."
Que mais é preciso para interpretar o texto correctamente?
Vi o post pela manhã e compreendi perfeitamente do que se tratava. Só não comentei por dois motivos.
Primeiro porque não se coadunava com os textos que gosto de comentar, e segundo porque palpitava-me que me ia divertir com o seguimento, como efectivamente não me enganei.
:)
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De Gaffe a 03.02.2017 às 18:40

Foram acrescentos que fui fazendo. O texto inicial permitia o que sucedeu.
Seja como for, está esclarecido. O comentário foi evitado apenas porque não fazia sentido neste contexto, apenas por isso, mas era simpático, parecia sincero e, confesso, mesmo muito inesperado.

O importante é tudo ter ficado claro.
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De Corvo a 03.02.2017 às 19:00

Não me recordo dos acrescentos, como lhe disse vi o post pela manhã e prevendo o seguimento, Voltei agora.
O que não tenho dúvidas é disto:
"Não é um projecto original. Foi maravilhosamente inventado por Luís de Sttau Monteiro e perfilhado com perícia por um amigo que agora mo entrega com a promessa de me ajudar a cuidar do petiz quando a traquinice me arrasar os nervos."
Onde subsiste a menor dúvida de erro de interpretação?
Primeiro "não é um projecto original." Logo passa a ser um projecto inspirado.
Segundo "Foi maravilhosamente inventado por Luís de Sttau Monteiro e perfilhado com perícia por um amigo." Logo é uma personagem criada por um e trabalhada com perícia por outro.
Confesso que por vezes os seus textos obrigam-me a um cuidada interpretação, mas neste só não compreende quem não quer, ou está obcecad..a por lhe soltar a matilha.
:)
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De Gaffe a 03.02.2017 às 20:51

O assunto está encerrado, não é?
Ficou tudo esclarecido. Não vamos acrescentar nada mais que valha a pena.
:)*
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De Gaffe a 04.02.2017 às 17:53

Admiro-lhe a sábia experiência, meu caro Corvo!
Como tinha razão!
Acaba de me ser enviado um print que torna o comentário que considerei simpático num amontoado de hipocrisia beata e o transforma em patética tentativa de intromissão toda florida, para além de o tornar imbecil.
Tenho de o ouvir mais vezes, meu caro.
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De Corvo a 05.02.2017 às 10:44

Experiência do mundo cara Gaffe.
E do mundo feminino, exponencial.
Não há fúria maior no Inferno do que o ódio de uma mulher despeitada.
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De Gaffe a 05.02.2017 às 11:52

Creio que também se deve ao facto de ter acordado deste período de repouso intensivo muito benemérita. Entreguei por instantes o benefício da dúvida "àquilo". Fui demasiado magnânima e afastei-me um bocadinho da postura da rainha Vitória que sempre me inspirou em relação ao assunto: "aquilo não existe".
A verdade é que nunca me lembrei de "brincar" com a adopção. Repare que digo "lembrei". Se consideresse o assunto digno de caricatura - provavelmente também o é, mas nunca me interessou esse desenho - não hesitaria. É evidente que criava um problema ao Charlie que todos temos dentro - às vezes adoptado - que só levanta o bracinho com o papelinho vermelho a dizer que está ali apenas quando se trata do profeta.
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De Corvo a 05.02.2017 às 13:36

Olhe Gaffe.
Tem toda a razão no que diz, mas se me quiser ouvir aconselhava-a a parar.
Há quatro coisas impossíveis à natureza humana.
Convencer o predador a parar, deter o vulcão, impedir a torrente e (esta a mais impossível de todas) inculcar razão a um louco.
Isto porque, não há arma mais letal do que um doido com um motivo.
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De Gaffe a 05.02.2017 às 16:16

Mas repare que só fiz este movimento!

A minha avó, sapientíssima também, dizia - Os tolos também se internam. Nos casos mais cavalares também se "abatem".
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De Corvo a 05.02.2017 às 16:45

Reparei pois! Só um movimento. Aliás, só um movimentozinho de nada.
:)
Mas, que quer? Há pessoas que num simples e quase despercebido movimento de enxotar uma mosca inoportuna vêem logo uma manifestação revolucionária em curso.
Feitios. :)
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De Gaffe a 05.02.2017 às 17:53

Os psiquiatras da velha guarda chamavam-lhes histéricas.

O seu comentário é uma delícia e tem mesmo uma cereja no topo

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