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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe latino-americana

rabiscado pela Gaffe, em 19.07.13
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Neste Verão, rapazes, não se esqueçam do chapéu e, se for um panamá, aguentem o inevitável desejo de sombra que trespassa qualquer rapariga esperta, em busca da frescura com um ar de patife sedução, da aba do que trazem na cabeça.

(Excelentes os vendidos no Porto, na velha José & Baião Ld.ª - R. de S. Crispim)

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A Gaffe no tempo de Paris

rabiscado pela Gaffe, em 27.04.13

 

Esta é a imagem de um allure absolutamente parisiense e, em simultâneo, a mais próxima do conceito de bon chic, bon genre (e não somos, de todo, raparigas modestas) que a Gaffe gosta de cultivar.

Evoca uma época em que Paris era preenchida por artista de todos os quadrantes, com relevo especial para os poetas e pintores, boémios e talentosamente pelintras. É uma imagem que contém histórias dentro e que seduz e nos envolve, porque quase lhe sentimos o perfume.

A Gaffe adopta sem hesitações laços poéticos e chapéus com travos de mistério, porque conhece o seu cabelo e já desistiu de o tentar domar. Tantas vezes lhe ralhou inutilmente, tantas vezes o prendeu para o ver soltar-se numa explosão imensa, numa festa tonta, com fogos de artifício. São cabelos de vendaval, são tempestades soltas, são pior do que montanhas russas, são jardins de castelo abandonado, e, todos ruivos, parecem folhas de Outono em debandada.

Nada faz parar a aventura que é tentar domar ruivos rodopios de temporal do que um chapéu fitado e laços que nos atam a histórias de Monmartre no tempo de Picasso.

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A Gaffe na cabeça

rabiscado pela Gaffe, em 21.04.13

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A Gaffe chapeleira

rabiscado pela Gaffe, em 05.06.12

Há imensos, nós sabemos.

No entanto, este acessório (ou adereço), dado o pouco uso que dele se faz, tornou-se um objecto obsoleto, quase condenado e anacrónico.

É, contudo, um objecto belíssimo e contribui para a imagem fleumática do homem que se quer irrepreensível e que assume a dificuldade extrema de tornar um chapéu o coadjuvante perfeito de um charme que resiste ao tempo.

Em qualquer estação, o chapéu é passível de criar um envolvimento apelativo e entrega ao portador a sombra de algum mistério, a minúscula gota de enigma, suficientes para despertar a vontade incontornável de descobrimos o que esconde.

Nem sempre a descoberta é razoável, mas a primeira impressão marca a diferença e, para uma rapariga esperta, os segredos desvendados deixam de se referir na agenda.

Não é aconselhável a jovens imaturos, que os usam como se fossem vasos de noite (diria a minha santa avó) e a homens mais largos do que altos, que se tornam uma espécie de cogumelos anões e, não raras vezes, indigestos.

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