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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe da Playgirl

rabiscado pela Gaffe, em 12.04.17

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 É delicioso encontrar numa qualquer esquina da vida - mais espaçosa, dada a dimensão do rapaz - um garboso e prometedor coelhinho friorento.

 

Por muito que soubermos resistir, seremos sempre tentadas a afagar e a mimar a orelhuda e fofinha criatura e, segundo um dito popular pela Gaffe adaptado, quem os nossos mima, a nossa boca adoça.

 

Há portanto sempre a hipótese de levarmos connosco, pelo beicinho mimado, o orelhudo animal.

 

Thom Browne - Outono/Inverno 2017

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A Gaffe lusíada

rabiscado pela Gaffe, em 14.10.15

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Perante uma miserável edição de Moda Lisboa, onde a plateia colava pensos rápidos nos calcanhares e as sabrinas funcionavam como amortecedores parolos da falta de talento e de dinheiros dos desfiles, a Gaffe resumiria tudo a um suspiro de lamento contido, se não encontrasse no meio da desgraça a colecção de Nuno Gama.

 

Absolutamente fascinante.

 

Com raiz nos Lusíadas, a sucessão de viagens oníricas que rumaram ao Oriente, à Ásia e a África, o apresentado por Nuno Gama é um exercício de inteligência, de talento e de maturidade.

Nada foi descurado e o perfeito jogo de cores, de texturas, de formas, de padrões, de recortes, de evocações, de insinuações, de sombras e de jogos de luz, de humor refinadíssimo, de traços subtis de memória, de evocações e de pormenores - são belíssimos os origamis nas lapelas e as borlas das faixas nas cintas – entregam à colecção um cunho internacional que, havendo suporte financeiro e máquina publicitária em condições, faria corar de vergonha Galliano que foi catastrófico nesta estação.

 

A Gaffe sugere que na próxima edição de Moda Lisboa se dê lugar ao talento e à inteligência, resumindo tudo a Nuno Gama.

 

O resto não vale nada.

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A Gaffe entre serras

rabiscado pela Gaffe, em 04.04.15

Teresa_Martins_1160938.jpgMais uma vez deslumbrada, a Gaffe deixa Teresa Martins falar da sua mais uma vez extraordinária colecção:

 

"Sobre o desfile no Portugal Fashion
 

No passado dia 28 de Março, a TMcollection apresentou na Alfândega do Porto a coleção “Entre Serras” num desfile apoiado pelo Portugal Fashion.
Numa envolvência cénica com coreografia de Benvindo Fonseca e música ao vivo de Pedro Jóia, desfilaram manequins coroados por paisagens serranas, tendo o publico sido transportado para um imaginário imponente e austero pautado por toques de cor num romantismo e beleza tão característicos da marca .

 

Sobre a coleção OI 2015 “Entre Serras”

 

“Daquela janela, aberta sobre as serras, entrevia uma outra vida, que não anda somente cheia do Homem e do tumulto da sua obra”. 
 
Eça de Queirós,
A Cidade e as Serras, 1901

 

Sob a direção criativa de Teresa Martins, a TMcollection apresenta para o Outono-Inverno uma coleção inspirada na paisagem Serrana Portuguesa. A rigidez das montanhas espelha-se em silhuetas oversized de  corte recto, numa paleta diversificada com tonalidades sóbrias e outonais em fazenda de lã , seda e veludo, evocando o lado mais acolhedor da época fria.
 
Nos tons da Natureza, nos sobretudos austeros, nos veludos matizados de verdes e ocres, nos bordados de folhas que adornam golas, punhos e bolsos, nas estampas florais das sedas, espelha-se a rigidez das montanhas pautada por toques de feminilidade e cor.

 

Silhueta – Recta, Cocoon, Linha A e Soleil.
Tecidos  – Fazenda de Lã, Seda, Algodão, veludo de algodão.
Cores – Verde Oliva, Azul Marinho, Azul Petróleo, Preto, Castanho Escuro, Tijolo, Bordeaux, Laranja, Violeta, Jade, Amarelo Mostarda, Líquen, Lavanda.
Jogos Gráficos – Geométricos: Pied-de-Poule, Riscas de Giz, Xadrez, Mosaico, Tweed, Espinhado, Zig-zag. Orgânicos: Flores, Folhas, Pintas."

 

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A Gaffe de collants

rabiscado pela Gaffe, em 02.04.15

Nuno Gama.jpgA verdade é que o trabalho de Nuno Gama me deixa sempre agradada. As colecções são belíssimas, credíveis e inteligentes, sobretudo quando o rapaz percebeu que esgotou todas as possibilidades de usar a simbologia nacional no momento em que colou sardinhas às cuecas dos modelos.

Uma das suas propostas para Outono/Inverno 2016 não parece contudo bem sucedida!

São lindíssimas as poderosas samarras, as sofisticadas gravatas, as poderosas botifarras, os esvoaçantes estampados gigantes que cruzam os pescoços, mas não se consegue compreender a ausência das calças e não parece simpático o uso de collants mais ou menos transparentes como recompensa, a não ser que Nuno Gama lhes acrescente os ligueiros.

Não seria de todo agradável uma rapariga estar sentada na amena cavaqueira com um rapagão, pronta a aceitar qualquer convite menos próprio e, no momento em que este se levanta, verificar que o mastodonte está a usar collants.

Apesar de tudo, é sempre preferível descobrir muito mais tarde que o homem vive com a mãe.

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A Gaffe lunática

rabiscado pela Gaffe, em 27.01.15

Ana Locking.jpgHá uma noite algures, dentro das histórias de todos os homens, em que o luar é o lençol que envolve uma mulher, mas que a desnuda quando acaba a palidez do escuro atenuado, porque existe apenas duas formas de se vestir a lua: pela mão de Ana Locking ou num desfile de Carnaval.  

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A Gaffe arrebatada

rabiscado pela Gaffe, em 16.01.15

dolce-gabbana-spring-2015-backstage-makeup.jpgÉ um erro colossal ficarmos desatentas à colecção Primavera/Verão 2015 de D&G.

O deslumbre é imediato. Nada é descurado na perfeição que invade um cenário espanhol.

A cor escarlate trespasse o palco e o calor das terras de Espanha espalha-se pelos corpos quase num desafio de arena e de touros, de flamenco e de flores de carne rubra.

É impossível ficar indiferente, porque a opulência é uma mulher fatal que se apossou do mistério do ondular das capas dos toureiros.

Belíssima! Para render Hemingway.

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A Gaffe entrançada

rabiscado pela Gaffe, em 19.11.14

D&G 2014 (2).pngD & G 2014.png

 

Dolce & Gabbana 2014.pngDolce & Gabbana.png

Uma benesse que podemos fazer ao nosso cabelo, para além de o lavarmos condignamente e frequentarmos um cabeleireiro em condições, é torná-lo digno de um conto de fadas.

Em 2014 Dolce & Gabanna entrançaram de forma sublime fábulas exóticas com a magia das memórias de Primaveras perdidas e coroaram-nos Princesas de uma história sonhada onde dragões e cavaleiros esmorecem rendidos e presos aos nossos toucados.

No entanto, uma rapariga esperta não precisa de perder tanto tempo no cabeleireiro para se parecer com uma fada. Basta que sacuda as asas. É mais barato, poupa imenso tempo e os rapazes não esperam mais do que isso.

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A Gaffe no Porto

rabiscado pela Gaffe, em 14.11.14

A Identidade de cidades e bairros tem vindo a adquirir uma importância capital no desenvolvimento do turismo e comércio local. Não foi diferente da Cidade do Porto.

O resultado é uma tipografia simples e grafismos iconográficos que remetem aos famosos azulejos portugueses.

Ouçamos a equipa que criou de forma brilhante a identidade desta minha cidade:

24.jpg"O desafio apresentado foi muito claro. A cidade precisava de um sistema visual, uma identidade visual que pudesse organizar e simplificar a comunicação com os cidadãos, e que pudesse, ao mesmo tempo, definir uma hierarquia clara, juntando a câmara e a cidade. Tínhamos de representar o Porto, uma cidade global, uma cidade para todos.

Essa cidade nunca poderia ser uma entidade vazia, ou uma mera localização geográfica, limitada por barreiras físicas. Está cheia de vida, de carácter, de ícones e símbolos, de costumes e modos de viver, com lugares emblemáticos, paisagens e um horizonte muito particular. Não pode ser resumida num ou dois edifícios. Está viva, e a sua identidade não poderia ser fixa ou fechada. Precisava de respirar e crescer diariamente.

 

Antiga, Mui nobre, Sempre Leal, Invicta Cidade do Porto.

O Porto sempre foi uma cidade apaixonada. Tem uma escala que permite uma relação de proximidade. Aqui sentimo-nos confortáveis, sentimo-nos em casa. Desenvolvemos um sentimento de pertença com cada monumento, com cada rua. A cidade é nossa e a cada passo reconhecemos o seu sotaque e a sua atitude.

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2.jpgA causa é a cidade. A causa é o Porto.

Esta ideia de pertença pareceu-nos fundamental. Esta casa única que cada um de nós encontra na cidade precisava de ser representada. Todos deveriam ter o seu Porto.

Com esta ideia em mente, uma das primeiras tarefas a que nos propusemos foi perceber como é que os outros vêem a cidade, e o que resulta dessa observação. É óbvio, e até cliché, identificar os grandes ícones como a Torre dos Clérigos, a Casa da Música, a Ribeira, a Fundação Serralves, o rio. Estes ícones vão da incrível gastronomia ao sotaqueinconfundível do norte de Portugal. O vinho do porto, o S.João, o antigo e o contemporâneo, o património e o familiar… a lista de “Portos” continua.

Para cada cidadão o Porto representa algo diferente, particular. Se se perguntar a alguém “Qual é o teu Porto?”, o número de respostas mostra-se interminável. Sentimos a necessidade de dar a cada cidadão o seu próprio Porto. Tínhamos de mostrar todas as cidades que existem neste mesmo território.

Tornou-se claro que o Porto teria de ser muito mais do que apenas um ícone ou um logótipo isolado.Precisava de complexidade. Precisava de vida, de estórias e de personalidade.

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4.pngOs ícones

Olhando para o Porto de uma perspectiva visual encontrámos a inspiração que procurávamos nos azulejos azuis espalhados pela cidade. Embora seja característico encontrar azulejos coloridos variados, com padrões e desenhos que vão desde o mais geométrico ao mais ilustrativo, apenas os azulejos azuis são utilizados para contar estórias. Os azulejos azuis mostram a nossa história, falam da nossa cidade e dos seus monumentos. Eles são narrativos por natureza.

Inspirados nas estórias dos azulejos, desenvolvemos mais de setenta ícones geométricos que representam a cidade e a sua vivência. Os ícones foram desenhados com base numa grelha que permite criar ligações entre eles, criando uma rede contínua, que evoca um painel de azulejos. Estes ícones formam um código visual que representa a cidade. Um código que pode viver isoladamente, com cada ícone individual, ou como uma rede de símbolos que mostram a interminável complexidade da nossa cidade. Os ícones podem ainda ser um pouco mais ilustrativos, contendo estórias, mostrando a paisagem ou traduzindo as nossas paixões.

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Porto

O Porto é uma cidade com uma personalidade forte. Tem uma atitude reconhecível que é inequivocamente nossa. Por isso, para viver em conjunto com a rede de símbolos, precisávamos de uma marca com uma mensagem clara, que resumisse a nossa identidade.

A palavra foi suficiente. Numa afirmação simples e directa de quem somos e o que somos. Nada mais do que o Porto. A cidade é indiscutível, incontornável, incomparável. É o Porto.

Na palavra, no ponto, visualizamos a oralidade. Como se a atitude do Porto estivesse à espera de ser revelada. É  afirmação do que somos sem rodeios.

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E agora?

Enquanto desenhávamos os ícones apercebemo-nos que a lista de elementos a representar continuava a crescer. Cada pessoa com quem falávamos, trazia a possibilidade de um novo ícone. A lista continuou a crescer, desde os vinte ícones iniciais, aos actuais setenta ícones ainda em crescimento.

Este é um sistema aberto. Através de sugestões, painéis de desenho e entrevistas, estamos a tentar recolher o máximo de contribuições possível, e todas as semanas surgem novas ideias.

A nossa ambição é fazer com que esta identidade seja confortável e familiar para os cidadãos do Porto. Queremos que seja deles. As suas ideias e a sua participação serão tidas em consideração para construirmos estas estórias em conjunto. O Porto é uma identidade partilhada. Não quer ser acabada ou fechada. A abertura e a versatilidade deste sistema permite à identidade revelar os seus vários estados de maturidade, crescer e desenvolver-se num ambiente mutável e dinâmico. O desejo contido nesta imagem é que ela funcione para todos os portuenses, que ela possa ser abrigo de todos os portuenses, e que todos se possam encontrar nessa imagem. Na diversidade dos símbolos queremos encontrar a unidade.

Porto vem de um sentimento romântico, aquele que promete lealdade até ao fim."

 

 

Cliente: Câmara Municipal do Porto
Gabinete: White Studio
Ano: 2014
Director de Arte: Eduardo Aires
Design - projecto: Ana Simões, Raquel Rei
Designers: Raquel Rei, Ana Simões, Lucille Queriaud, Joana Mendes, Maria Sousa, Dário Cannatà
Animação: Tiago Campeã
Fotografia: Alexandre Delmar

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Gavetas:

A Gaffe de Lagerfeld

rabiscado pela Gaffe, em 10.10.14

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Chegou a vez de um dos mais célebres criadores ser reinventado pela boneca mais famosa do mundo, com a prestimosa ajuda do designer Robert Best.

Em simultâneo com o altamente antecipado desfile da Chanel Primavera-Verão 2015, foram lançadas apenas 999 Barbie Karl Lagerfeld, vestidas de couro preto, camisa branca, gravata, luvas, rabo-de-cavalo branco e carteira Chanel acolchoada, como parte da série Barbie Collector da Mattel.

 

Tendo a colaboração da equipa de Lagerfeld para garantir uma atenção elevada a todos os pormenores, a boneca foi desenhada por Robert Best que já trabalhou para Donna Karan e pertence à  Mattel há quase vinte anos.

Curioso saber que considera a Barbie de maillot a mais importante boneca que já foi criada, embora tenha desenhado as icónicas Audrey Hepburn, Heidi Klum e Barbara Streisand, bem como a Disco Barbie, a Palm Beach Barbie e a Barbie Versace.

 

Para uma rapariga brincar, vestida comme il faut, quando a lagerfiliana boneca deixar de estar esgotada.

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A Gaffe Dvine

rabiscado pela Gaffe, em 07.10.14

O ideal é deixar falar esta equipa d’ouro sem intervir com considerações que acabam por se tornar desnecessárias.

São seis raparigas espertas as que controlam a Douro Skincare com o apoio da Universidade do Porto, nomeadamente com o Departamento de Engenharia Química da Faculdade de Engenharia,  centrando-se na pesquisa do potencial antioxidante de compostos flavonóides bioactivos, naturalmente presentes em uvas de castas nativas do Douro, que não tendo ainda aplicação em cosméticos possuem um perfil bioquímico que permite antever potenciais aplicações biológicas benéficas no combate ao envelhecimento da pele.

Actuam portanto na área da Cosmética Biológica Selectiva, através da criação, desenvolvimento e produção de linhas de produtos que se baseiam em matérias-primas emblemáticas da Região Demarcada do Douro e que sugerem uma Cosméticos de Fusão, uma nova geração de cuidados de pele, que concilia a pureza da cosmética biológica, com a performance e a eficácia da cosmética clássica, culminando numa filosofia de Luxo Sustentável, onde a ciência e a natureza privilegiam sempre o respeito pela pele e pelo ambiente.

 

Extracto de uva biológico certificado, óleo de uva biológico certificado, resveratrol de uva em elevadas concentrações, ouro de 24 quilates, água floral de uva, ácido hialurónico, coenzima Q10, vitaminas A e C são alguns dos ingredientes que nos levam a uma total bebedeira de prazer.

 

Vamos perder esta excelente prova de beleza servida ao som dolente das canções dos socalcos vindimados?

 

Douro Skincare - UPTEC BIO - Parque da Ciência e da Tecnologia da Universidade do Porto

Rua Alfredo Allen, 455-461 - 4200-135 Paranhos - Porto 

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A Gaffe de Papuashvili

rabiscado pela Gaffe, em 03.10.14

A Skit, de Dachi Papuashvili, foi desenhada para habitação de uma ou duas só pessoa. Possui todas as condições para ser desfrutada durante muito tempo, mas também pode servir para um isolamento de curto prazo.

Todo o edifício é coberto com madeira. Os componentes são fabricados previamente o que possibilita a construção, em qualquer paisagem, sem recurso a técnicas pesadas.

Skit é um edifício energeticamente independente, alimentado a energia solar, acumulando também a água da chuva. O primeiro andar é reservado aos dispositivos que tornam a casa energeticamente auto-suficiente (baterias de energia solar, reservatórios de água de chuva e um armazém multiusos). Os restantes pisos são destinados a abrir inúmeras hipóteses de sermos felizes.

 

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Gavetas:

A Gaffe angélica

rabiscado pela Gaffe, em 17.09.14

A Primavera/Verão 2015 de Tom Rebl é surpreende, luminosa e uma coisa para nos fazer desejar depressa o Inverno. 

À alvura dos rapazes une-se a profusão dos acessórios que numa atitude que toca o exagero, que nestes casos está sempre próximo do mau-gosto, fazem peso sobre o tronco límpido do desejo.

Não é, de todo, uma colecção de empatia imediata. Exige o lapidar das formas que se podem considerar incompatíveis com as escolhas masculinas habituais pela amplitude dos desenhos e escolha de tecidos.  

Claramente pertença das grandes metrópoles indiferentes onde é possível ignorar um homem mascarado de anjo ainda com os brilhos das asas perdidas ao pescoço. 

Notinha de rodapé - Não vale olhar para os indícios de irritação nos locais onde o rapazinho se depila. 

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A Gaffe na capoeira

rabiscado pela Gaffe, em 15.09.14

Só as raparigas espertas são capazes de alterar com extrema elegância um ditado popular.

Apenas elas conseguem dizer impunes vale menos um pássaro na mão que uma data deles depenados.  

foto: Daks - Primavera/Verão 2015

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A Gaffe desiludida

rabiscado pela Gaffe, em 01.08.14

A Primavera-Verão 2015 de Saint-Laurent é uma desilusão.

Uma mistura de Midnight Cowboy e de Bee Gees, com um travo a hippie debruado a John Lennon.

Absolutamente deprimente.

Caso Yves Saint-Laurent assistisse ao desfile acabrunhante da sua grife (e espero que não o encontrar no meio dos espectadores, porque tenho algum receio de múmias) creio que se sentiria humilhado e desalentado perante uma colecção pouco inteligente, confusa, de certo modo fácil, vivendo apenas de cores soturnas e de tecidos elaborados e claramente excessivos e pesados.

 

Pelo menos faz com que sintamos saudades da Deneuve.

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A Gaffe anota

rabiscado pela Gaffe, em 09.07.14

A Primavera/Verão 2015 de Dries Van Noten é absolutamente encantadora!

O uso de vários tons de café com leite, desde a densa cor do café puro até à sua mais frágil mistura com a cor do chá ou do leite; o uso de padrões clássicos agigantados os rasurados; a amplitude das peças de linho e de seda que entregam um allure informal sem desconcerto e a colocação de pormenores que apesar de discretos se tornam primordiais, fazem de Dries Van Noten uma das Casas capaz de transformar 2015 num desfile de bom gosto e de inteligência.

A Gaffe aplaude entusiasta e decide riscar a giz todo o guarda-roupa.

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