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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe labial

rabiscado pela Gaffe, em 10.02.17

A Gaffe traz-vos uma novidade!

 

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Reconhecido, pelas instâncias do mais superior que há, o seu irrepreensível gosto, a Gaffe surge na Baton palrando comme d’habitude acerca do amor.

  

Não há nada como trazer na carteira uma boa revista.

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A Gaffe de Outono

rabiscado pela Gaffe, em 18.11.16

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A querida Inês, posta em sossego, desafiou-me!

Embora não simpatize muito com inquéritos – sejam de que espécie for, - não podia deixar de responder a uma menina originais que por aqui passeia os seus desenhos.   

 

1 -  Café ou Chocolate - Como preferes o café ou o chocolate no Outono, e que marca bebes com mais frequência?

Uma rapariga esperta sabe que todas as estações obedecem à sua vontade de se sentir confortável e o conforto desta rapariga esperta passa sempre por um café tocado por pepitas de chocolate. É sempre um erro deixarmos escapar dois pássaros, acreditando que mais vale ter um na mão.

 

 2 - Acessórios de Outono - o que optas mais por usar (gorros, cachecóis, luvas, etc.)?

Os meus caracóis escapam sempre pelas malhas dos gorros – tramas que o império tece. Uso sempre camisolas e camisolões de gola alta que evitam o uso de cachecóis. Restam as luvas. Gosto muitíssimo de luvas. Sobretudo de pelica, justas e esguias, com cores queimadas ou densas como um vinho maduro. Uso-as até para trabalhar …

 

3 - Música - Que tipo de música ouves durante o Outono?

Não sou grande ouvinte. Tenho imensa dificuldade em cultivar o meu ouvido. O que ouço – normalmente aconselhado, - é transversal a todas as estações, o que significa que me enlevo o ano todo ao som se música francesa dos anos 40/50 ou debico o que alguém tem a bondade de me fazer ouvir o que realmente me arranca à surdez musical.

 

4 - Perfume - que tipo de perfume usas nesta estação do ano?

Uso sempre o mesmo durante o ano inteiro. Sou uma rapariga fiel, apesar de reconhecer que uma mulher que se torna fiel a um perfume, tem mais dificuldade em permanecer fiel a um homem. Descobre depressa que é um perfume, não um homem, que contribui para a sua identidade.

 

5 - Velas - que cheiro gostas mais durante esta altura do ano?

Não sou fã de velas. Não aprecio nenhum cheiro e tenho sempre medo de provocar um incêndio. Luz romântica, só a de um anel de diamantes.

 

6 - O que gostas mais do Outono?

Das cores dos áceres.

 

7 - A maquilhagem preferida para o Outono.

Aquela que a minha irmã usa. São sempre produtos excelentes!

 

8 - O que esperas fazer mais neste Outono?

Gostava de ler com mais entusiasmo. Ultimamente deixo todos livros a meio. Abandono-os sem remissão e sem remorso, com marcadores tristes a sinalizar as páginas a que não retorno. Livros abandonados desta forma são a desolação dos universos que trazem dentro e que provocam cá fora.

 

Acabou e afinal não sofri muito. O Outono é sempre propício a pequenos sofreres julgados de morte.

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A Gaffe oferecida

rabiscado pela Gaffe, em 13.10.16

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A Gaffe desgasta o seu preguiçoso tempo debruçada sobre o Photoshop até que o seu pequeno universo fique anestesiado ou produza uma imagem agradável à vista, mas desenhada sem preocupações.

Durante uma das suas passeatas descontraídas, acabou a lutar com um dos Templates do SAPO. Adaptou-o, manipulou-o, acrescentou-lhe alguns detalhes, retirou outros e ficou com um layout novíssimo que espera agora pelo dono.

 

Decidiu que talvez valesse a pena lançar-vos um desafio.

O layout está pronto, o header - ou o cabeçalho, como queiram - pode perfeitamente ser adaptado ao blog que o recolher e todos os códigos - HTML e CSS - estão ao vosso dispor.

 

Claro que terá de se encaixar da melhor forma possível no blog que o acolhe.

Exactamente por isso, sugiro que os blogs que desejem muito sofrer as sevícias da Gaffe, se apresentem nos comentários a este post. No meio da multidão - que se tem a certeza aparecerá ... ...  - encontraremos por certo um que absorva o layout criado.

 

Minhas queridas e meus queridos, basta que comentem - até dia 14 - este post e descrevam de forma muito sucinta o que realmente trazem espalhado pelo blog que vos pertence. A Gaffe promete que vai ler-vos com muitíssima atenção e escolher aquele que pode fazer o favor de acolher o layout criado.

 

Os voluntários podem começar a aparecer que não dói nada!  

 

Nota - As inscrições estão encerradas. A Gaffe não vai conseguir escolher o mártir! O layout terá obrigatoriamente de o fazer por si.

 

Ilustração - R. Gruau

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A Gaffe atrapalhada

rabiscado pela Gaffe, em 20.04.16

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A Helena propôs-me um desafio que dá um trabalhão monumental!

Para além de ter de esbardalhar a imagem que encarna a provocação, há que referir 11 factos relacionados comigo, responder a 10 questões e apontar os canhões para uma data de blogs que responderão caso aceitem - e o convite não é de todo um ultimato - a 10 perguntas feitas por mim, perpetuando esta maldade.

 

Por muita boa vontade que tenha - e não é assim tanta - enumerar os malditos 11 factos acaba por ser repetir pormenores que estão espalhados por estas avenidas. Toda a gente sabe que sou ruiva, que morro de amor pela cozinha tradicional do Norte de Portugal, que não consigo engordar um grama mesma que passa o dia a saciar a gula, que as minhas costelas não são oriundas do mesmo país, que a minha página no Facebook durou dois meses e morreu por inanição ou que sou a irmã mais nova de dois portentos talentosos que não nos fazem sentir amor à primeira vista.

 

Torna-se  portanto mais engraçado responder de imediato às questões que me couberam em sorte.

1 - Primavera ou Outono?

Disseram-me um dia que existem pessoas noctívagas que contrastam, ou completam, as que são luminosamente diurnas e dentro deste último grupo, vivem as que se acomodam apenas à manhã e as que pertencem à tarde. Provavelmente as estações dividem de igual forma.

Seja como for, sou claramente do Outono e, contrariando o poeta que quer fazer comigo o que a Primavera faz às cerejeiras, escolho frutos secos.

 

2 - Qual é o teu passatempo favorito?

Creio que não tenho tempo para passar! O tempo passa por mim sempre a correr.

Se tivesse de escolher um passatempo, passava o tempo a admirar a pressa com que o tempo passa.

 

3 - O que fazes quando ninguém te vê?

Cometo crimes! Bocejo sem colocar a mão na boca, arranjo as copas do soutien e tiro as cuecas do rabo. Às vezes aproveito e canto como uma tresloucada ao som do primeiro chuveiro que encontrar.

 

4 - Uma memória feliz.

O meu avô.

 

5 - Um sonho ainda por cumprir.

Aquele que sei que não se cumprirá jamais. Não tem importância se continua um sonho.

 

6 - O que farias se soubesses que de certeza corria bem?

Atirava a Joana Vasconcelos para cima da Margarida Rebelo Pinto e esperava que depois o resto corresse mal. 

 

7 - Quem te põe um sorriso nos lábios só de pensar (nessa pessoa)?        

Apenas duas criaturas conseguem que abra sorrisos na alma dessa forma: o meu rapagão e o meu Gigante. Os sorrisos são diferentes… o primeiro, normalmente acaba num suspiro ou numa pequena morte abençoada, o segundo principia na saudade.

 

8 - filme ou música que te tenha marcado.

Não sou muito propensa a ser marcada pela música e nunca fui de fitas.

 

9 - Qual seria o próximo destino de férias ideal?

Férias?! Onde?! Em Petra!

Já retirei da mochila o meu Iphone e o meu Ipad, não vá passar por refugiada.

 

10 - O que tens sempre contigo?

A vontade de viver.

              

É chegada a altura de imolar algumas das minhas companheiras de infortúnio - os meninos desta vez ficam de fora. Sublinho que estas nomeações não vinculam ninguém, mas seria muito interessante ouvir a Filipa, a Catarina, a MJ, a Maria Araújo, a Fatia, a Magda, a Neurótika, a Mula, a Azulmar, a Miss X e a Sara a responder a isto!

 

1 - Quais são, segundo os teus critérios mais íntimos, as três palavras mais belas da Língua Portuguesa? 

2 - Quem escolherias tu para Presidente do Mundo?

3 - Dos teus cinco sentido, qual o mais e o menos importante para ti? Porquê?

4 - Qual (e justifica a escolha) o blog que levarias contigo para uma ilha deserta?

5 - O que farias se fosses invisível durante 24 horas?

6 - Qual seria primeiro Decreto que assinarias se fosses uma Ditadora implacável e impune?

7 - O que defendes com paixão, mas que na realidade nunca te preocupou grande coisa?

8 - Escolhe um(a) amigo(a). O que dizes quando falas nele(a)?

9 - Escolhe UM dos teus blogs favoritos. Qual seria o presente ideal que lhe oferecerias?

10 - Qual foi o primeiro pensamento - sério - que tiveste hoje ao acordar?

 

Minhas queridas, resta-me desejar-vos trambolhões de paciência.

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Gavetas:

A Gaffe de 2015

rabiscado pela Gaffe, em 11.12.15

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 Esta menina já escolheu.

Esta menina é muito isabelina como já se tinha referido algures, mas há que aplaudir todas as escolhas.

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Gavetas:

A Gaffe musicada

rabiscado pela Gaffe, em 11.12.15

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A minha Neurótika preferida decidiu colocar-me numa posição embaraçosa, desafiando-me a satisfazer a sua curiosidade. Não posso passar despercebida, embora reconheça que não sou grande ouvinte e que todas as melodias que ouço são sempre oferta de um Amigo que percebe que apesar de deslumbrante sou surda como uma porta.

 

1 - Qual é a música que descreve melhor o teu estado de espírito? Porquê?

Porque a saudade que vem devagarinho com a primeira luzinha da manhã está exactamente aqui.

 

2 - Preferes pop ou rock?

Eu é mais bolos.

 

3 - Que música te faz lembrar o amor?

Deveria responder aquela que ouço nos gestos das mãos dele, mas não será isso que se pretende. Posso sempre substituir a frase por esta versão do meu amor.

 

4 - Que música te faz dançar?

Danço ao som de tantas vozes, mas não consigo resistir quando surgem todas juntas.

 

5 - Qual é a música que te acalma?

O som da chuva e o de um coração.

 

6 - Qual é a melhor música para ouvir pela manhã?

Os tambores que chegam nas nuvens das promessas.

 

Vou pedir à  prendadíssima Maria Araújo e a minha querida Paula  - que me acompanham sempre nos passeios por estas Avenidas -  e a incontornável MJ, que me digam:

 

Qual a música que escolheriam para banda sonora deste e dos respectivos blogs?

 

Na foto - Chet Baker & Donyale Luna por William Claxton

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A Gaffe dos impossíveis

rabiscado pela Gaffe, em 15.10.15

The Holy Grail.jpgMais uma vez, a minha querida Quarentona me desafia. Devo indicar as 10 coisas que nunca farei na vida. Apesar de renitente, eis o meu rol de impossíveis.

 

I

Mudar de sexo

Não que me aflijam cirurgias complicadas, mas receio que, após a alteração, acabe a envelhecer com um morcego morto no meio das pernas.

 

II

Ser mãe

Morram de indignação os baby blogs. Atirem-me à fogueira dos seus úteros fecundos e extasiados. Vou cedo ou tarde transformar-me numa rainha ruiva, rabugenta, seca e furibunda, sem paciência até para continuar a pensar que deviam ser presas as senhoras que são donas de blogs onde se vendem os filhos.

 

III

Comer caracóis e pipocas

Não necessariamente ao mesmo tempo. A minha mãe proibiu-me de morder até os meus e a minha avó considera que comer pipocas é sintoma de um transtorno de personalidade que afecta as pessoas que não conseguem deixar de mastigar o cérebro enquanto impedem que alguém tente compreender o que se passa.   

 

IV

Nudismo

Se o sol me escalda o narizito exposto todo o ano, recuso-me a imaginar o que faria ao meu rabinho perfeito que decididamente nasceu voltado para a lua.  

 

V

Ler Margarida Rebelo Pinto

O meu avô ensinou-me que mais vale jejuar como um anacoreta que passar os olhos por uma gastroenterite.

 

VI

Cozinhar

Exceptuando o mais banal, o mais aflitivo e o mais constrangedor, não vou aprender a cozinhar. A confecção das iguarias do Norte está vedada à minha proficiência, com grande desgosto meu e ainda maior apetite. A única vez que tentei cozinhar um rolo de carne com ameixa, pensaram que tinha incendiado a casa e que estava a tentar fazer com que alguém engolisse os cavacos calcinados. A minha cadela vomitou durante uma semana.  

 

VII

Mudar de perfume

Depois de encontrar o que nos pertence, não o conseguimos trocar, por muito agradável que isso seja. Deixei de sentir o meu em mim, mas percebo quando me esqueço de o usar pela manhã. Quando me dizem que já sabiam que tinha chegado, porque sentiram o meu perfume, suspeito sempre que me ensopei e que vou ter de distribuir máscaras químicas.  

 

VIII

Deixar de amar Paris

Paris tem os mais belos sorrisos do planeta.

Tem luz doirada e azul no final da tarde e cafés com mesas pequeninas nas esquinas redondas das ruas que me perdem e onde pouso a vida como quem se esquece de dormir.
Domar Paris é como ter um gato ou molhar o corpo com o azul dos anjos.
Paris é minha! Desde que eu a vi, há muito tempo.
Sei o que ela quer e dou-lhe tudo: Um rasto de Dietrich, azul e ruivo; um traço de Dean, sem causa, apenas rebeldia; um risco de mistério emoldurado no traçar de pernas instintivas e o caixilho doirado e perfumado de um corpo.
Em Paris eu sou o que cidade exige: Uma obra sua. O destino é o Louvre.

 

IX

Esquecer um lema

Se não sabes o que queres, entra. Eu tenho.

Um amigo encontrou-o perdido há muito tempo. Não se esquecem Amigos a partir do instante em que os reconhecemos - os amigos não se fazem, reconhecem-se - e eu nunca soube exactamente o que queria, mas sabia que ele tinha.

 

X

Morrer de amor

Só no Père-Lachaise.

 

 

Na foto - John Cleese - Monty Python - ou a Gaffe a ilustrar a alínea n.º 1

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A Gaffe e um triunvirato

rabiscado pela Gaffe, em 28.09.15

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Quando a minha quarentona favorita me desafia, não consigo negar, sobretudo quando sei que não é extensa a provocação. Os deuses também estão na brevidade das perguntas e na dificuldade das respostas.

Vamos então completar o triunvirato.

 

QUERO - muito, muito, muito, quando for grande, ouvir dizer que me pareço com Kristin Scott Thomas no momento em que protagonizou O Paciente Inglês. Em alternativa, não me importo de tratar o Ralph Fiennes dessa mesma época.

 

POSSO - fazer de uma feijoada servida no meio do vinhedo do Douro ao som de um rancho folclórico, com anedotas já tontas de vinho e gargalhadas suadas e muito pouco discretas, um pequeno-almoço inglês presidido por kristin Scott Thomas, mas jamais deixarei o meu prato vazio.

 

MANDO - que tudo se cale quando ouço - e ouço demasiadas vezes! - o meu musical favorito O Fantasma da Ópera de Andrew Lloyd Webber, sobretudo quando soa Angel of Music ou Think of Me. Morro um bocadinho na lagrimazita que se escapa sempre. Um dia hei-de ser Christine!

 

Na foto - Iekeliene Stange por Serge Leblon

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Gavetas:

A Gaffe completa a frase

rabiscado pela Gaffe, em 21.09.15

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A Gaffe foi desafiada pela Cristina e apesar de não ser fã destas pequenas gaiatices, acabou por aceitar o desafio.

Não vai escolher ninguém para reproduzir o jogo, porque sabe que toda a gente que conhece já o cumpriu e não é bonito interpelar desconhecidos que não nos oferecem flores.

 

Sou muito... ruiva.

Eu nunca... li Shakespeare.

Já me zanguei... comigo imensas vezes, porque sou ingénua, inconsciente, crédula, impulsiva, inocente, irresponsável e infantil. Zango-me muito comigo quando há alguém que me prova que o sou.  

Quando era criança... queria ser adulta. Ainda não consegui.

Neste exacto momento... estou espantada por nunca ter lido Shakespeare!

Morro de medo... de insectos couraçados, com exoesqueleto. Entro em pânico se avisto uma barata.

Sempre gostei... das ruas com acordeões em Paris e de príncipes do reino da Dinamarca.

Se eu pudesse... deixava de tentar.

Adoro... a gastronomia do Norte de Portugal.    

Fico feliz quando... tenho a certeza dos abraços dos meus amigos.

Se pudesse voltar no tempo... abraçava os abraços que perdi.

Quero viajar para... lá do arco-íris, na companhia de um leão, de um Montecchio ou de sonho de uma noite de Verão.

Eu preciso... de ler Shakespeare.

Não gosto de ver... televisão.

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A Gaffe no blog

rabiscado pela Gaffe, em 14.09.15

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A minha querida Magda decidiu presentear a Gaffe com o privilégio de ocupar um cantinho do seu blog.

Esta rapariga tímida espera a vossa indulgência e como seria de esperar a vossa paciência.

É um prazer, minha querida Magda, estar pertinho de ti.

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A Gaffe na secretária

rabiscado pela Gaffe, em 15.06.15

secretária.jpgA recentíssima coqueluche dos bloggers americanos é a publicação da fotografia daquilo que se tem em cima da secretária no momento em que se é desafiado para captar o instante. Segundo o que é dado ler, as respostas a este repto são curiosos contributos para o conhecimento da personalidade dos autores, revelando sobretudo a forma como organizam - ou não - o quotidiano e, mais atrevido e discutível, como se relacionam com os outros.

 

Não serão fiáveis os resultados, como é fácil perceber, mas não deixa de ser curioso verificar que no preciso minuto em que se referiu esta bagatela, a fúria arquivista e a sanha do simétrico assolaram vários tampos de secretárias deste burgo.

 

Podemos transformar os dias numa esbardalhada noite de S. João, mas é sempre de bom-tom parecer que usamos com parcimónia o martelinho.

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A Gaffe às dezenas

rabiscado pela Gaffe, em 11.05.15

3.jpgA Gaffe foi instigada pela Neurótika a indicar dez matulões que a deixam mal dormida.

O esperado seria rebuscar nos arquivos onde guarda, ao lado de David Gandy, as outras jóias da coroa, mas decidiu deambular por outros recantos mais saudáveis, repletos de suor, de testosterona e de balneários.

Confessa esta pobre rapariga que lhes desconhece os nomes, mas reconhece em simultâneo que para medalhar estes atletas a Gaffe dispensa as minudências e sobe a qualquer pódio.

 

 

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A Gaffe fleumática

rabiscado pela Gaffe, em 23.04.15

bugs.jpgA Gaffe não é uma rapariga nervosa. Aprendeu com a avó a fleuma da Rainha e apenas espirra quando lhe sobe a mostarda ao narizito.

Há no entanto umas quantas situações que fazem com que lhe apeteça escaqueirar os dentes aos que as provocam.

A NeurótiKa propõe que as enumere. A Gaffe vai aceitar o desafio e referir dez.

 

1 - Gente que ao sentar-se a seu lado - num lugar onde há pouquíssimo espaço, como as cadeiras de salas de cinema antigas -, o faz como quem se espapaça na poltrona de casa a ver novelas. Tudo é ocupado pelo mastodonte que nos vai tocando com os cotovelos e afins até ficarmos anorécticas;

2 - Gente que se aproxima demais do nariz da Gaffe, a vai picando com um dedo em riste enquanto lhe atira confidências escabrosas e um hálito do mesmo calibre;

3 - Gente que aperta a mão da Gaffe como se lhe entregasse um bicho morto há já algum tempo e que espera que seja esta rapariga a fazer-lhe o funeral;

4 - Gente que larga o lixo que faz por todo o lado e que perante a chamada de atenção responde:

- Ainda cá estou, não é?

A Gaffe suspeita que esta gente está sempre no lado errado ou nunca esteve num lado que possa ser referido;

5 - Gente que usa unhas de gel multicolores, com desenhos fofinhos, pintinhas e bolinhas, quadradinhos e rodinhas, que fazem pendant com as chancas com plataformas que podem perfeitamente servir de pilares das pontes portuguesas e com a mola de plástico que prende a oleosidade do cabelo;

6 - Gente que dobrando os doze, diz treuze;      

7 - Gente que se torna acérrima defensora dos direitos das mulheres e que se esbardalha aos gritos a reivindicar a morte daquelas que ousam ter tantos namorados como noites mal dormidas – as depravadas promíscuas! Normalmente é gente que tem desalmadamente menos sexo do que as visadas e o que vai havendo é de pior qualidade que o daquelas que condenam;

8 - Gente que escreve com orgulho e peito cheio aquilo a que o meu querido Amigo chama cuesia e que desanca todos os que não conseguem macerar a verborreia e lho vão dizendo muito devagarinho para não vomitar o tédio e o sono que sentem;

9 - Gente que desdenha dos rabiosques dos rapazes da Brigada de Trânsito e dos novos GNR. A Gaffe não entende como é que se consegue depreciar matéria que deveria ser classificada como património da humanidade;

10 - Gente que não percebe que a beleza é sucedâneo da inteligência e que continua a separar estas divindades acreditando que até um burro pode fingir ser um alazão se pavonear uma albarda YSL.

 

São dez pequenos nadas que apesar de causarem algum atrito, não impedem o deslizar da Gaffe por entre todas as gotas de chuva.

O que realmente lhe causa dano são as pequenas vigarices, as mesquinhas trafulhices, os furtivos arranjinhos e as manobras raquíticas de bastidores empobrecidos. Mirram os useiros e vezeiros nestas manigâncias ao ponto de fazer com que a Gaffe pense que não passam de vítimas de alguma tribo esconsa e tenebrosa que acredita que reduzir as cabeças dos transeuntes lhe enriquece a vida.

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A Gaffe de Sherlock Holmes

rabiscado pela Gaffe, em 21.04.15

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A Gaffe decidiu hoje propor uma charada.

O que se segue, prova que o nosso discernimento é demasiadas vezes toldado ou amarrado por inúmeras imagens, conceitos, estereótipos, preconceitos e formatações que nos facilitam o entendimento do mundo, não nos exigindo esforços adicionais para uma leitura que escapa ao habitual.

 

Romeu e Julieta estão mortos. Jazem prostrados numa poça de água, no meio da sala. Há estilhaços de vidro no chão. Todas as janelas estão fechadas, excepto a que se situa em frente da porta entreaberta.

Como morreram?

 

Podem fazer as perguntas que quiserem, desde que sejam formuladas de modo a que as respostas sejam apenas Sim e Não.

A solução é confrangedoramente simples. Basta que o vosso raciocínio não fique fechado nos espaços que nos enganam tanto.

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A Gaffe analista

rabiscado pela Gaffe, em 27.02.15

A Gaffe está apta a analisar os resultados do seu pequeno inquérito.

A verdade é que, apesar do iminente carácter científico do proposto, esta rapariga não tem como saber se foram apenas os rapazes que contribuíram para os resultados obtidos. Seja como for, a análise que dali resulta também não vai maçar-nos em numa publicação científica.

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Do revisto, a Gaffe acaba por concluir que, em percentagens muito similares, as raparigas quando sozinhas libertam o paspalho que trazem dentro e a dona de casa tendencialmente calaceira, mas apesar de tudo motivada. O pano do pó e o comando da televisão parecem ser os apêndices favoritos das mulheres numa situação de maior intimidade.

As outras hipóteses não mereceram grande atenção, tendo mesmo algumas ficado virgens e o item outros, embora votado, não refere as variantes possíveis.

Uma das curiosidades que se apuram é que não se torna rancorosa, não dá em doida, não se transforma numa aluna do Chapitô, não acaba esquizofrénica e não descuida o trabalho dos profissionais de beleza.  

De acordo com os resultados, é de concluir que uma rapariga quando sozinha acaba a deixar acumular o pó no cérebro ou a tentar retirá-lo das estantes – o pó e não o cérebro.

Não são grandes projectos.

É evidente que a Gaffe não vai destruir um dos grandes enigmas da humanidade e revelar o que realmente faz quando está só.

A imaginação masculina tem sempre de ser estimulada e esta rapariga continua a acreditar que nada melhor para acelerar o processo do que um segredo feminino.  

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