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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe com conversas muito lentas

rabiscado pela Gaffe, em 03.02.17

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Tal como tinha prometido no século passado, vou tentando construir imagens que se adaptem ao que vem até mim, dentro dos blog.

A Azulmar, mesmo oceânica, sempre me entregou uma sensação de reserva, de pacífico intimismo e de timidez.
Às vezes, o mar inteiro cabe no caule branco que sustenta a fragilidade das folhas e das pétalas.

 

Ainda em obras, mas já aprovado pela dona, uma proposta muito mais ireverente, traquina e resmungona.

A Caracol.JPG

 

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A Gaffe pela sombra

rabiscado pela Gaffe, em 23.12.16

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 É difícil encontrar uma imagem que se adapte a um homem blindado.

 

Pela Sombra é apenas uma brecha por onde nos é possível vislumbrar pedaços de paisagens interiores densas e obscuras, que se fecham, que se protegem, que se defendem e que procuram rasgar a vida com as mãos de ferro que há na alma, depois de as mergulhar na lama encharcadas de névoa.

 

Esta é a imagem que deste homem tenho.

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A Gaffe com resultados

rabiscado pela Gaffe, em 16.10.16

 

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Confesso que quando foi lançado o desafio, contava que se apresentassem dois ou três candidatos à tortura. Nunca esperei que a vossa amabilidade se espraiasse e que fosse possível ter um número tão inesperado de candidatas.

Como é evidente, não posso, nem quero, deixar ao abandono a gentileza com que me bridaram e decidi, sem apelo, atender a todas. A todas será apresentada uma proposta de alteração de layout. Tenho Photoshop até à reforma propondo novas imagens à Ana Rita, à Miss X, à Caracol, à Pandora e à Azulmar.

 

Posto isto, e como é necessário aparecer a primeira, devo referir que foi o layout que escolheu o blog onde se encaixava, depois de sofrer alguns sobressaltos.

O StoneArt Books permitiu que os elementos que existiam fossem adapatados ao editorial do blog.

Procurei a presença da grande paixão da Magda: os livros, as suas diversas texturas, as páginas padronizadas de modo diverso, a sobreposição de paisagens e o folhear solto de universos distintos. Quis também que o elemento pedra - polida, como é de esperar da Magda, - estivesse subentendido nos fundos dos posts onde são gravados. A leveza, a sensação de conforto, de protecção, de um laivo caloroso e indiscutivelmente maternal, estão presentes na escolha de elementos frágeis e de imagens ou de símbolos de labor, de organização e sobretudo de sentido de grupo.

A escolha das cores procurou criar a sensação de café da manhã, com uma gota de leite, tomado à varanda da amizade, com o croissant que se mordisca enquanto nos sentimos seguras porque sabemos que estamos em boa companhia.

 

Magda, minha querida amiga, espero ser uma das tuas convidadas nas manhãs de café com leite e croissants quentinhos, pintalgadas de flores esmaecidas, à varanda da tua sempre disponível amizade.     

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A Gaffe oferecida

rabiscado pela Gaffe, em 13.10.16

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A Gaffe desgasta o seu preguiçoso tempo debruçada sobre o Photoshop até que o seu pequeno universo fique anestesiado ou produza uma imagem agradável à vista, mas desenhada sem preocupações.

Durante uma das suas passeatas descontraídas, acabou a lutar com um dos Templates do SAPO. Adaptou-o, manipulou-o, acrescentou-lhe alguns detalhes, retirou outros e ficou com um layout novíssimo que espera agora pelo dono.

 

Decidiu que talvez valesse a pena lançar-vos um desafio.

O layout está pronto, o header - ou o cabeçalho, como queiram - pode perfeitamente ser adaptado ao blog que o recolher e todos os códigos - HTML e CSS - estão ao vosso dispor.

 

Claro que terá de se encaixar da melhor forma possível no blog que o acolhe.

Exactamente por isso, sugiro que os blogs que desejem muito sofrer as sevícias da Gaffe, se apresentem nos comentários a este post. No meio da multidão - que se tem a certeza aparecerá ... ...  - encontraremos por certo um que absorva o layout criado.

 

Minhas queridas e meus queridos, basta que comentem - até dia 14 - este post e descrevam de forma muito sucinta o que realmente trazem espalhado pelo blog que vos pertence. A Gaffe promete que vai ler-vos com muitíssima atenção e escolher aquele que pode fazer o favor de acolher o layout criado.

 

Os voluntários podem começar a aparecer que não dói nada!  

 

Nota - As inscrições estão encerradas. A Gaffe não vai conseguir escolher o mártir! O layout terá obrigatoriamente de o fazer por si.

 

Ilustração - R. Gruau

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A Gaffe em 2ª via

rabiscado pela Gaffe, em 02.10.16

dcr4600.jpgSeria uma tolice voltar a justificar as minhas escolhas. Permanecem iguais às que apontei quando a primeira proposta foi apresentada, mas gostava de sublinhar que os elementos escolhidos para criar, quer o header, quer mesmo a imagem completa, do blog da Filipa - o template é o habitual. Estou devagarinho a aprender a usar os que restam e a pouca segurança que tenho faz com que se corra o risco de esbardalhanço, - contaram sempre com o contributo absolutamente surreal do que acontece por ali e com a colaboração de Celia Calle, uma das minhas ilustradoras favoritas.

 

O que se vê, procura ir ao encontro de uma mulher espiada por criaturas e por caricaturas - muitas dir-se-ia oriundas da BD mais ou menos cuidada, - que consegue sempre aniquilar o que de mais rasteiro e absurdo se possa imaginar com disparos certeiros de um humor aberto e despudorado.

 

Filipa, minha amiga, lamento não ter conseguido traduzir as palmas que mereces.

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A Gaffe com um Caso Sério

rabiscado pela Gaffe, em 22.09.16

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Devo dizer, antes de tudo, que tal como as senhoras de meia-idade vão decorando caixinhas em pauzinho com decalques de ursinhos e florinhas que oferecem no Natal, eu, pobre de mim, vou brincando com o Photoshop até entrar em pânico quando percebo que das três horas que tinha reservado para preparar o dia seguinte, já esgotei duas delas - abençoadas, - em tontices que me vão distraindo e relaxando.

É portanto com um prazer enorme que acabo com imagens que procuram insipidamente representar mulheres que leio com afinco. São uma forma de me aproximar do modo como agarram a vida e a torcem até que obedeça, do modo como enfrentam os dias que vão manuseando com garra e da coragem com que assumem a fragilidade que trazem tantas vezes como uma arma na cinta das horas que desesperam.

 

O Pequeno Caso Sério pertence a este grupo.

 

Procurei, como não podia deixar de ser, criar um imagem com cores vibrantes, mas atenuadas por um certo efeito oxidado que nos remete para um imaginário vintage de rótulo do quotidiano ou cartaz, tantas vezes com glamour, que tantas vezes olhamos com ternura. Um pitada de garotice, uma gota de humor, uma réstia de insinuação marota, uma breve alusão àquilo que se usa muitas vezes e que por isso mesmo acaba despercebido.

O Pequeno Caso Sério é exactamente isso. A recolha de pedaços curtos da vida que passa, pequenos trechos do banal, daquilo que vivemos sem atribuir grande importância, recuperados e tratado com humor, chamados à pedra, vistos como Casos Sérios. O maravilhoso post da visita à IKEA é disso exemplo.

Podemos em cada momento encontrar uma linha de recorte. Um picotado. Uma forma de o destacar, de o recortar e colar na nossa vida. Acaba, cada um dos escritos do Pequeno Caso Sério, por ser uma ilustração do que somos - e do quão ridículo conseguimos ser, - e exactamente por isso, basta que recortemos pelo picotado os nossos retratos e os coloquemos em local bem visível.

 

Espero, minha amiga, que nunca deixes de falar de nós.

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A Gaffe a um Cantinho

rabiscado pela Gaffe, em 08.09.16

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Quando me propus a renovar o layout do Cantinho da Casa, sabia que tinha de procurar uma imagem sóbria, com uma cor e um travo vintage, subtis e quase frágeis, misturados com as certezas de planos medidos, exactos e pensados.

Não me podia esquecer que, nos cantos das salas, a presença dos gatos era essencial.

Escolhi um traço envelhecido de uma cottage vagamente vitoriana, uma maravilhosa ilustração pacífica, evocadora e sem réstia de ruído. A calma, a ponderação e o pacífico e cuidado do desenho é contrabalançado por esquemas arquitectónicos necessariamente racionais e mais frios - apesar de amornados pelo tempo que passou pelo papel onde nasceram, - da parede de fundo.   

 

Os gatos?

 

A dificuldade de os referir foi quase tão grande como usar outro template diferente daquele que consigo dominar com alguma destreza, mas estão presentes no tonto da imagem de perfil.

 

Espero, minha querida Maria, que viva tão feliz nesta sua nova morada, como me sinto agora feliz ao entregar-lhe as chaves.

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A Gaffe em casa alheia

rabiscado pela Gaffe, em 25.07.16

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Uma mulher que consegue cavalgar o quotidiano, avançar por entre a multidão das horas mais cansadas com a força e a vontade de arrasar o fado, sem perder de vista os rapagões que ultrapassa, merece um header que tente espelhar estes pormenores.

Minha querida amiga, apesar de ficar apavorada quando faço asneira, arrisco o mesmo template - o único em que me movo com alguma facilidade - e apoiada pela fabulosa Celia Calle, entrego-te a tua casa nova.

Espero que te sintas tão bem neste telhado como eu me senti ao construi-lo.

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A Gaffe dos cabeçalhos

rabiscado pela Gaffe, em 25.05.15

Um cabeçalho – ou header, como desejarem – é o átrio de um blog.

É por ele que entramos e é agradável que seja o reflexo, ou mesmo o resumo, daquilo que de seguida vamos encontrar. Será, como diria Garcia Marquez, salvaguardando a distâncias gigantescas, o nosso primeiro parágrafo que deve necessariamente captar a atenção do leitor.

Talvez seja por isso que é obra difícil e daquelas a que só vou voltar se o tempo for às riscas, ou seja, nunca.  

Não é passível de ser construído com eficácia quando o conteúdo do blog não é coerente, não possui uma linha condutora nítida e se dispersa e dilui em cada post, não entregando uma personalidade ao seu autor, indeferindo-o.

Exige, quando o seu fazedor não coincide com o autor das palavras, uma leitura completa ou quase completa do já escrito e a procura do leitmotiv que move a esmagadora maioria dos posts, sem esquecer a caixa dos comentários, lugar onde o autor é apanhado quase sempre desprevenido e onde se colhe informação preciosa.

Tentei construir, para além do meu, dois cabeçalhos. O da M.J. e o da Filipa.

http://eagoraseila.blogs.sapo.pt/A cumplicidade que estabeleci com a M.J. tornou mais fácil o desenho. Foi intuitivo. Desde cedo percebi a facilidade com que as ilustrações de Norman Rockwell serviam os escritos do E Agora Sei Lá?.

A quase telúrica resmunguice; o fabuloso mau humor; a capacidade de descarnar personagens torpes; a afirmação de um pensamento politicamente incorrecto; a exposição de personagens que se cruzam connosco todos os dias sem que nos apercebamos dos universos, grandes ou raquíticos, que dentro trazem, o sarcasmo com que as trata e a sua traquinice muitas vezes sacana e patifória, tornam inevitável que pensemos que só alguém que consegue gostar desmesuradamente das pessoas pode ao mesmo tempo, também com crueldade, desvendá-las sem pudor. A M.J. é a miúda sentada ali, depois da briga que venceu, à espera que a venham buscar desiludida.

O Cabeçalho tentou retratar isso.

http://duvidascor-de-rosa.blogs.sapo.pt/No da Filipa encontrei ao lado de esbardalhar - um dos meus verbos favoritos -, esbugalhar e a possibilidade de tantas vezes me rir de mim. A Filipa deixa-me saudável. Rio-me do que sou nos muitos retratos que faz.

Tornava-se necessário esbugalhar o header. Encontrar a imagem que retratasse este espantar esbardalhado que surge de um cor-de-rosa que corre várias nuances, que vai desde o mais ténue, quase nada, ao próximo do vermelho, pisando-o amiúde. Era preciso encontrar a imagem que ilustrasse alguém que se vê enfiado entre dúvidas tontas e que por muito que tente ignorar a imbecilidade e o ridículo, calando a capacidade de se ser corrosiva através de um humor ácido e brutalmente cru e nu, por muito que aperte a boca num assomo de contenção, o esbugalhanço faz romper o dique e arrasar de vez com toda a patetice que somos sem saber ou de que, a saber, gostamos de ser.

 

São dois pobres cabeçalhos possíveis apenas porque as autoras a quem os ofereci me deixam todos os dias pasmada com a claríssima inteligência com que olham o mundo.

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